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sexta-feira, 4 de março de 2011

Governo libera retomada nas construções de Belo Monte

Decisão em plena epoca de carnaval.... é facil autorizar qualquer coisa.... quem está interessado?
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Governo libera retomada nas construções de Belo Monte

Postado em 03/03/2011 ás 17h23
A liminar que impedia a continuidade das obras de construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte foi derrubada nesta quinta-feira (3). (Imagem: O Globo)
A liminar que impedia a continuidade das obras de construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte foi derrubada nesta quinta-feira (3) pelo governo brasileiro. Na última semana a Justiça Federal havia ordenado que as obras parassem até que todas as normas fossem cumpridas.
A liberação para a continuidade das obras foi decidida pelo desembargador Olindo Menezes, presidente do Tribunal Regional Federal (TRF). Segundo ele, a empresa Norte Energia, responsável pelas obras, não precisa cumprir todas as exigências ambientais impostas pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais).
A paralisação havia sido feita justamente pelo fato de a liberação parcial concedida anteriormente pelo Ibama não condizer com os procedimentos previstos na legislação brasileira. Com informações da Agência Estado.
Redação CicloVivo

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

belo monte - Entrevista com a socióloga e professora da PUC-SP, Marijane Lisboa

Entrevista com a socióloga e professora da PUC-SP, Marijane Lisboa, sobre os grandes projetos de hidroelétricas na Amazônia. Lisboa, uma das fundadoras do Greenpeace no Brasil, é atualmente relatora de meio ambiente da Plataforma Brasileira de Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais.

http://www.youtube.com/watch?v=LhOqJ_aS1pM&feature=player_embedded

domingo, 23 de janeiro de 2011

Pesquisador Philip Fearnside questiona a necessidade de Belo Monte

20/01/2011 - 02h01


Por Redação Conservação Internacional

Publicação coloca em xeque a necessidade de Belo Monte.

A edição número 7 da revista eletrônica Política Ambiental, da Conservação Internacional, traz entrevista com o cientista Philip Fearnside, que respondeu a perguntas de sete jornalistas brasileiros sobre a usina hidrelétrica

Na iminência da concessão da licença ambiental pelo Ibama da usina de Belo Monte, a Conservação Internacional lança a publicação eletrônica Política Ambiental: A usina de Belo Monte em pauta, na qual jornalistas brasileiros experientes, que atuam em diferentes regiões, entrevistam Philip Fearnside, pesquisador-titular do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O objetivo da publicação é elucidar os leitores, com base nas perguntas dos jornalistas que refletem os questionamentos de toda a sociedade brasileira, sobre o contexto, as implicações e as controvérsias em torno da construção da usina de Belo Monte, sob os aspectos econômicos, sociais e ambientais.

Para entrevistar Fearnside, a Conservação Internacional convidou os jornalistas André Trigueiro, da Globo News; Bettina Barros, do jornal Valor Econômico; Herton Escobar, do Estado de S. Paulo; Verena Glass, da ONG Repórter Brasil; Manuel Dutra, professor de jornalismo da Universidade Federal do Pará e da Universidade da Amazônia; Ana Ligia Scachetti, diretora de comunicação da Fundação SOS Mata Atlântica; e Hebert Regis de Oliveira, coordenador de comunicação do Instituto de Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável do Oeste da Bahia (Bioeste).

‘Mentira institucionalizada’- A argumentação científica sólida de Fearnside, um dos cinco pesquisadores brasileiros da área ambiental mais citados internacionalmente e integrante do painel de especialistas que analisou o EIA-Rima de Belo Monte, deixa claro que o projeto analisado pelo Ibama é economicamente inviável.

“O projeto oficial – no qual haverá a construção de apenas uma barragem – mostrou-se totalmente inviável economicamente pela análise detalhada feita pela ONG Conservação Estratégica (CSF, da sigla em inglês).  Ou seja, a afirmação de que não serão construídas outras barragens a montante de Belo Monte é uma mentira institucionalizada.  A lógica leva à construção de barragens rio acima, começando com a Babaquara/Altamira, que ocuparia 6.140 km2, sendo grande parte em terra indígena”.

Assim como aponta Fearnside na entrevista, a Conservação Internacional (CI-Brasil) acredita que o EIA-Rima realizado pelo Ibama não reflete a realidade dos impactos biológicos e sociais que acontecerão com a construção da usina.  A CI-Brasilacredita que o projeto apresentado à sociedade neste momento, além de omitir as barragens a montante que deverão ser necessárias para dar viabilidade econômica à obra, não prevê os impactos da redução dos níveis da água do rio Xingu e do rebaixamento do lençol freático, que podem causar extinção local de espécies, destruição da floresta aluvial e, principalmente, provocar a escassez de pesca, a principal fonte de alimentos para a população indígena da bacia do Xingu, ameaçando a sua sobrevivência.

“A obra terá impactos em um raio de 3 mil km de distância da usina, colocando em risco a segurança alimentar das populações indígenas, o que pode provocar a perda da grande diversidade cultural existente na bacia do Xingu, onde vivem 20 mil índios de 28 etnias que serão direta ou indiretamente afetados”, afirma Paulo Gustavo Prado, diretor de Política Ambiental da CI-Brasil.Outros problemas apontados pela Conservação Internacional e por Fearnside são a pouca credibilidade do processo de consultas públicas e de licenciamento da usina, já que todo o corpo técnico do Ibama se posicionou contra a licença.  Além disso, a usina alagará cerca de 50% da área urbana de Altamira e mais de mil imóveis rurais de três municípios, num total de 100 mil hectares, sendo que de 20 a 40 mil pessoas serão desalojadas pela obra.

Em Política Ambiental: A usina de Belo Monte em pauta, Fearnside cita uma série de alternativas que poderiam garantir a segurança energética do Brasil para os próximos anos sem a necessidade da construção de Belo Monte.  Dentre elas, ele aponta os investimentosem eficiência energética e em fontes limpas de energia, como a solar e a eólica, além de pequenas usinas hidrelétricas como forma de evitar grandes impactos em áreas que, sob os aspectos sociais e ambientais, são inapropriadas para empreendimentos deste porte.

(Envolverde/Conservação Internacional)

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