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sábado, 29 de maio de 2010

De onde vem o lixo que chega à costa brasileira?

Um levantamento realizado pela ONG Global Garbage, instalada na Bahia em torno de 9 anos, mapeou de onde vem o lixo que se acumula na costa dos Coqueiros, um pequeno trecho litorâneo localizado ao norte do estado. O estudo concluiu que a maioria do lixo é trazida pela corrente Sul-Equatorial, que vem da costa africana e atravessa o oceano Atlântico até chegar em nosso país.
Confira abaixo os países de origem e alguns dos ítens mais curiosos de toda essa sujeirada:

Estados Unidos
Quantidade de resíduos coletados – 241 embalagens
Ítens curiosos – Supositório, gel para cabelo e chantilly

Itália
Quantidade de resíduos coletados- 151 embalagens
Ítens curiosos- Talco mentolado

África do Sul
Quantidade de resíduos coletados- 126 embalagens
Ítens curiosos – Limpa-vidros e milk shake em pó

Taiwan
Quantidade de resíduos coletados- 86 embalagens
Ítens curiosos – Feijão enlatado e silicone

Reino Unido
Quantidade de resíduos coletados- 91 embalagens
Itens estranhos – Limpa-forno e extrato de tomate

Argentina
Quantidade de resíduos coletados- 119 embalagens
Ítens curiosos – Espuma de barbear

Alemanha
Quantidade de resíduos coletados- 110 embalagens
Ítens curiosos – Cola em bastão, pincel atômico e chantilly


fonte: http://blog.ambientebrasil.com.br/?p=1871

domingo, 2 de maio de 2010

Lixo Espacial

Olá amigos e amigas
Em 2009, a TV UFG fez 4 programas curtos de entrevistas no Planetário da UFG e os está exibindo este ano no canal 14 UHF, em Goiânia.
Coloquei os "clipes" no youtube para mostrar um pouco do trabalho que a nossa equipe têm feito por aqui.

http://www.youtube. com/watch? v=cdGbXJocHI4
http://www.youtube. com/watch? v=azr9horEiog
http://www.youtube. com/watch? v=tjGvQi- WaS4
http://www.youtube. com/watch? v=dLu57gHl284

Abraços e beijos

Paulo
Prof. Dr. Paulo Henrique Azevedo Sobreira
Planetário da Universidade Federal de Goiás: 40 ANOS!
Instituto de Estudos Sócio-Ambientais - UFG
Goiânia - GO
62-3225-8085/ 3225-8028/ 3223-7263 (Institucional)
www.planetario. ufg.br
www.iesa.ufg. br

quarta-feira, 24 de março de 2010

Mutirão do Lixo Eletrônico – Recicle.

Projeto “e-lixo maps”, parceria entre SMA e Instituto Sérgio Motta, ajuda cidadão a encontrar local mais próximo para levar pilhas, celulares e outros Você tem pilhas, baterias, celulares, carregadores lotando suas gavetas? Sabe que esse “e-lixo” não deve ser jogado no lixo comum, mas também não sabe o que fazer com ele? A partir de 02-março, com o projeto “e-lixo maps”, uma parceria entre a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo e o Instituto Sérgio Motta, o acesso das pessoas aos locais que coletam e/ou reciclam o “e-lixo” fica muito mais fácil.

No sitehttp://www.e-lixo.org/ inserindo o CEP e o tipo de “e-lixo” que você precisa descartar, é possível encontrar todos os locais mais próximos de sua casa que recebem e reciclam esse tipo de resíduo. O projeto associa a plataforma do Google Maps com um Banco de Dados dos postos de coleta de “e-lixo” em São Paulo. Dessa forma, a informação fica disponível e pode ser visualizada de forma mais funcional e lúdica. Além dessa prestação de serviço, o projeto prevê, também, o cadastramento de mais pontos de coleta.

A idéia para o projeto “e-lixo maps” surgiu após a realização, por parte da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, da campanha “Mutirão do Lixo Eletrônico – Recicle. Não descarte essa idéia”. A ação, que aconteceu no dia 30 de outubro de 2008, teve como objetivo arrecadar pilhas, baterias, celulares e carregadores em centenas de pontos de coleta espalhados pela Capital e em 372 municípios.

A participação da população no mutirão superou as expectativas e mais de 50 toneladas foram arrecadadas, mostrando que muitas pessoas não possuíam um lugar adequado para levar esse tipo de lixo. Com o “e-lixo maps” ficará mais fácil para a população encontrar uma destinação correta e ecológica para seu lixo eletrônico

domingo, 8 de novembro de 2009

Lixo espacial soma mais de 19 mil objetos na órbita da Terra

No dia 11 de fevereiro de 2009 dois satélites colidiram em pleno espaço, criando uma grande nuvem de lixo espacial que colocou em risco diversos satélites em órbita mais baixa. Na tentativa de minimizar esses riscos, todos os objetos maiores que 10 centímetros são rastreados, mas a quantidade de lixo espacial é cada vez maior.


O último "censo" sobre o lixo que se acumula no espaço mostrou que dos cerca de 19 mil objetos maiores que 10 centímetros que estão em órbita, a maior parte gira próximo à Terra, representando riscos significativos na colocação de novos satélites em órbita, que precisam ser posicionados a cada dia, com maior precisão. As imagens mostradas foram feitas pela Rede de Vigilância Espacial, USSSN, órgão do governo americano responsável pelo rastreio de objetos feitos pelo Homem e colocados na órbita terrestre. O gráfico acima representa todos os objetos que estão na órbita terrestre mais baixa, como vistos em julho de 2009. Abaixo, o gráfico retrata todos os itens em órbita, próximos ou longe da Terra, também vistos em julho de 2009.

Cinturão de Clarke
A órbita dos satélites geoestacionários, chamada Cinturão de Clarke, é claramente vista no segundo gráfico. Essa região se localiza a 36 mil quilômetros acima do equador e é a única que permite que um satélite orbite a Terra na mesma velocidade de rotação do planeta, permitindo que o satélite permaneça parado em relação à superfície. Devido a essa característica, essa órbita é altamente utilizada por satélites meteorológicos e de comunicação. Quando um satélite geoestacionário deixa de operar, ele é retirado de sua posição e movido para outra órbita, mantendo o cinturão limpo.
Entre o Cinturão de Clarke e a órbita baixa operam os satélites usados pelo GPS ou os de órbita altamente elíptica como a Molniya, usados pela Rússia, China ou países de latitude elevada para suprir as necessidades de comunicação ou previsão do tempo não cobertas pelos satélites geoestacionários. Apesar dos pontos negros que circundam a Terra obscurecerem a superfície no segundo gráfico, a situação não é tão terrível como pode parecer. Os pontos não estão em escala e o espaço entre eles não é tão reduzido.

Colisões Raras
Mesmo com tantos objetos no espaço, as colisões entre satélites ainda são raras e as órbitas dos artefatos são bem conhecidas. Quando os caminhos dos objetos podem se cruzar, as autoridades que controlam os satélites podem agir de modo a impedir o choque, como ocorreu três vezes em maio de 2009. Na ocasião, satélites de sensoriamento remoto precisaram ser desviados para impedir que se chocassem contra os restos de um foguete espacial.
Atualmente, a maior preocupação dos controladores está em monitorar os restos da colisão de fevereiro de 2009, quando um satélite de comunicação Iridium se chocou contra um satélite russo da série Cosmos. Os fragmentos se espalharam em diversas altitudes e devido ao arrasto atmosférico se encontram agora dentro da órbita dos satélites de sensoriamento remoto.
Gráficos: No topo, lixo espacial próximo às órbitas mais baixas da Terra. Na sequência, fragmentos em diversas altitudes. O anel externo é a zona dos satélites geoestacionários, conhecida como Cinturão de Clarke. Crédito: NASA Orbital Debris Program Office.
fonte: http://www.apolo11.com/spacenews.php?posic=dat_20090914-074039.inc

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Cientistas partem rumo ao Grande Depósito de Lixo do Pacífico

Quase todos sabem que o plástico não é totalmente decomposto e que a cada dia se acumula mais na natureza. Grande parte desse material descartado tem como destino certo os mares e oceanos e sua concentração é tão alta que formou uma verdadeira ilha flutuante do tamanho da Inglaterra e que se encontra à deriva no oceano Pacífico.
Chamada de “O Grande Depósito de Lixo do Pacífico” (The Great Pacific Garbage Patch), a ilha de plástico se localiza a 1600 km a oeste da Califórnia, em uma área de vórtices ciclônicos criados pela alta pressão das correntes de ar, que produzem uma espécie de redemoinho que atrai e aprisiona o material plástico flutuante.

Não se sabe exatamente como o fenômeno do Grande Depósito de Lixo teve origem, mas estima-se que desde a década de 1950 a quantidade de material aprisionado vem crescendo à razão de 10 vezes a cada década e hoje está estimado em cerca de 5 milhões de toneladas de plástico. Segundo os especialistas, a maior parte do lixo ali presente é proveniente de países altamente industrializados, especialmente Japão e áreas da costa oeste americana.
Com o objetivo de entender um pouco mais sobre o fenômeno, um grupo de pesquisadores partiu nesta terça-feira rumo à montanha de lixo plástico, com o objetivo de estudar mais de perto as características da ilha.
"Esse é o tipo de problema que não está ao alcance dos olhos, mas tem impactos devastadores sobre o oceano", disse Mary Crowley, co-fundadora do projeto Kaisei, uma expedição feita em parceria com o Instituto de Oceanografia Scripps, ligado à Universidade da Califórnia.
 
Crowley navega no Pacífico há mais de 40 anos e diz que a cada dia que passa mais e mais detritos plásticos são vistos. "Sejam garrafas plásticas, barris, brinquedos, material de pesca, todo o tipo de material plástico é observado até mesmo nas ilhas e praias mais remotas", disse.

Além da expedição Kaisei, outro navio com 20 pesquisadores a bordo partiu no último domingo em direção à ilha. Chamada New Horizon, a expedição é financiada pela Universidade da Califórnia e deverá permanecer na região por tempo indeterminado. Os cientistas farão os primeiros levantamentos de como o plástico acumulado afeta a fauna e a flora marinha, além de realizarem estudos preliminares sobre a viabilidade de limpeza da ilha de lixo.

"Vamos tentar mapear as áreas com maior concentração de material e começar a compreender um pouco mais sobre o problema", disse Miriam Goldstein, cientista chefe da expedição Scripps. "A equipe de pesquisadores estudarão principalmente o efeito do plástico sobre os fitoplânctons e o possível impacto sobre a alimentação dos cardumes de pequenos peixes.
Limpeza difícil
No entender de Holly Bamford, cientista ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA, NOAA, a limpeza do oceano pode ser praticamente impossível. Segundo Bamford, a maior parte dos plásticos é formada por pedaços muito pequenos, que se quebram ainda mais devido à incidência dos raios ultravioleta emitidos pelo Sol, produzindo minúsculos fragmentos similares a confetes.
De acordo com Bamford, esses micro-fragmentos se espalham muito rapidamente e bilhões deles flutuam abaixo da superfície em uma esteira de lixo que já atinge o norte do Havaí, mas podem se espalhar ainda mais devido às correntes e época do ano.
"A localização dos fragmentos é muito difícil de ser determinada. Até entendermos melhor a extensão do dano, o tamanho dos fragmentos e como se movimentam, não seremos capazes de afirmar como esse lixo será removido".



Segundo o programa ambiental das Nações Unidas, estima-se que no Pacífico Central existem até 6 quilos de lixo plástico para cada quilo de plâncton e cerca de 46 mil peças de plástico para cada quilômetro quadrado de oceano.

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