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sábado, 18 de outubro de 2014

Fossa de Bananeiras

“Conhecida popularmente por “fossa de bananeiras”, é uma técnica de tratamento de efluentes domésticos desenvolvida pelo Ecocentro IPEC para solucionar o problema da poluição existente em zonas urbanas e periféricas com os efluentes dos sanitários convencionais jogados em ‘sumidouros’. Vale lembrar que, em comunidades com mais de 500 habitantes/km2, a biologia do solo não consegue realizar a eliminação completa de patógenos e, particularmente onde o lençol freático está próximo da superfície, o problema pode chegar a sérios riscos para a saúde pública. Por isso, o canteiro bio-séptico é uma opção segura, barata, bonita e sustentável ao saneamento básico. Como funciona o canteiro bio-séptico?

Ele é facilmente construído com materiais prontamente disponíveis no mercado e de baixo custo. Uma escavação de 1mX1mX4m é feita em nível no terreno e esta vala é repetida paralelamente. Dentro da vala é construída uma câmara para receber os efluentes e a construção é feita com tijolos de 6 furos, tijolos maciços e meias-manilhas de concreto, de forma a receber os efluentes para um tratamento biológico híbrido.

O tratamento híbrido - O efluente é digerido anaerobicamente pelos micro-organismos presentes. A medida em que o nível aumenta, o líquido alcança os furos dos tijolos e sai para uma segunda câmara preenchida com material poroso, como argila expandida, e propicia a digestão aeróbica da matéria orgânica e minerais. Nos quinze centímetros superiores da vala são plantadas bananeiras e outras plantas hidrófilas que fazem a evaporação do líquido remanescente.

Esse sistema já foi instalado em uma variedade de situações, desde residências convencionais até restaurantes e feiras, e os resultados são surpreendentemente positivos: não há efluentes e as plantas produzem alimento de ótima qualidade.”

(Http://www.ecocentro.org/artigo.do?acao=pesquisarArtigo&artigo.id=37453)

 



Figura -  - fossa de Bananeira – fonte: site: http://www.ecocentro.org

 Podemos realizar
 
Tratamento de descarte Orgânico:

Compostagem é o conjunto de técnicas aplicadas para controlar a decomposição de materiais orgânicos, com a finalidade de obter, no menor tempo possível, um material estável, rico em húmus e nutrientes minerais; com atributos físicos, químicos e biológicos superiores (sob o aspecto agronômico) àqueles encontrados na(s) matéria(s) prima(s) (http://pt.wikipedia.org/wiki/Compostagem)

.


                                                Figura – Compostagem – Blog Terra a Vista – R.Bulha – Mar´2010

 
Reciclagem
 
Reciclar é economizar energia, poupar recursos naturais e trazer de volta ao ciclo produtivo o que é jogado fora. A palavra reciclagem foi introduzida ao vocabulário internacional no final da década de 80, quando foi constatado que as fontes de petróleo e outras matérias-primas não renováveis estavam e estão se esgotando. Reciclar significa = Re (repetir) + Cycle (ciclo). A reciclagem traz os seguintes benefícios:

·         Contribui para diminuir a poluição do solo, água e ar;

·         Melhora a limpeza da cidade e a qualidade de vida da população;

·         Prolonga a vida útil de aterros sanitários;

·         Melhora a produção de compostos orgânicos;

·         Gera empregos para a população não qualificada;

·         Gera receita com a comercialização dos recicláveis;

·         Estimula a concorrência, uma vez que produtos gerados a partir dos reciclados são comercializados em paralelo àqueles gerados a partir de matérias-primas virgens; e

·         Contribui para a valorização da limpeza pública e para formar uma consciência ecológica. (http://www.ambientebrasil.com.br)



Figura  - Ciclo infinito da Reciclagem (http://cidadesinstituto.blogspot.com/2008_10_01_archive.html)

 


sexta-feira, 25 de abril de 2014

Seu futuro sapato poderá ser feito com fibra de coco

por Vanessa Daraya - Info.com - 24/04/2014

Nem todo mundo sabe, mas os sapatos também agridem - e muito - o meio ambiente. O setor calçadista é muito poluente e a questão ambiental costuma ser deixada de lado pelos designers e fabricantes. Cientistas estão preocupados com isso e já buscam alternativas. No futuro, por exemplo, seu sapato poderá ser feito com fibra de coco.

O consumo de água de coco no Brasil é intenso e, apesar de ter potencial para ser reutilizado, seu descarte indevido gera problemas ambientais. Além de poluir o ar seus restos podem virar foco de animais e parasitas, quando descartados de forma irregular. Uma forma de reutilizar esse material e ainda ajudar o setor calçadista é usar a fibra do coco no solado dos sapatos.

A ideia é de Célia Regina da Costa, bacharel em têxtil e moda pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP. "Como a fibra usada é oriunda do descarte do produto após o consumo da água do coco, a matéria-prima não é retirada direto de fontes como florestas, o que causaria o desmatamento", disse a INFO.

Para provar que seu projeto é viável, Célia analisou em seu mestrado a história do setor calçadista, a anatomia do pé, os tipos de sapatos usados pela humanidade, entre outros fatores. Um estudo aprofundado da fibra vegetal (fibra do coco verde) permitiu que Célia criasse um sistema para separar as fibras do coco verde e depois empregasse o material na fabricação de um solado de sapato.

A fabricação desse solado começa na coleta nos postos de vendas de água de coco. Os cocos são abertos e a parte externa (onde estão as fibras) é separada da interna (onde fica a parte comestível).

As partes com a fibra são colocadas em tanques de água por alguns dias. Depois, passam por uma máquina específica para uma melhor separação das fibras, que são lavadas em água para a remoção das impurezas.

Depois de secas, as fibras são misturadas com uma resina. Essa "mistura" vai, então, para a forma do solado que se deseja fabricar e deve secar a temperatura ambiente. O resultado é um solado de fibra de coco que pode reduzir a quantidade de matéria-prima usada nos sapatos responsável por causar danos ao planeta.

"Também colaboramos com a redução e a diminuição do lixo gerado pelo comércio da água de coco e a aglomeração e proliferação de animais como os roedores", disse. Segundo Célia, a decomposição do coco verde gasta em torno de 10 a 12 anos na natureza. Além disso, as cascas do coco verde são de origem orgânica, logo, sofrem um processo de decomposição pela ação de micro-organismos. Esse processo gera o gás metano (CH4), que contribui para o efeito estufa.

Mas os benefícios não se restringem apenas ao meio ambiente. Dar um uso ao coco verde descartado também pode gerar oportunidades no mercado de trabalho e fonte de renda para a sociedade local, como nas beiras de regiões praieiras. "A população pode se envolver na coleta e seleção ou até mesmo na elaboração das fibras e produção das partes do calçado feitas com a fibra do coco verde", afirmou.

A técnica também evita a poluição visual e ajuda a reeducar a população a dar um melhor descarte ao coco verde. "As pessoas pensam melhor na hora do descarte desse tipo de lixo orgânico quando sabem que ele pode ter um uso específico", disse.


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Destino certo para o lixo


Quem costuma separar os materiais para a reciclagem está habituado a seguir as quatro cores - amarelo (metal), azul (papel), verde (vidro) e vermelho (plástico) -, além de reservar o conteúdo orgânico. Mas o que fazer com lâmpadas e remédios, por exemplo? Todos os resíduos precisam ser encaminhados corretamente para os locais de descarte: ensinamos quais eles são neste guia


Dados divulgados em setembro deste ano pelo Compromisso Empresarialpara Reciclagem (Cempre) apontam que 27 milhões de brasileiros, em 766 municípios, contam com a coleta seletiva. Se sua cidade ainda não tem oserviço, separe o lixo mesmo assim - catadores de rua, cooperativas, associações de moradores e ONGs podem cuidar para que os resíduos sejam eliminados da forma certa. Uma prática que vigora desde agosto de 2010, com a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), é a logística reversa: ela define que as empresas são responsáveis por recolher seus produtos após o descarte pelo consumidor. Isso significa que a mesma marca que vende um eletrônico deve recebê-lo de volta ou indicar o que fazer com ele. A regra vale para fabricantes de pilhas, baterias, pneus, lâmpadas fluorescentes, eletrônicos e seus componentes. Abaixo, damos todos os detalhes para você fazer sua parte com consciência. 

RECICLÁVEL X NÃO RECICLÁVEL 
Para o processo de reciclagem acontecer, não é necessário lavar nada antes. No entanto, é higiênico retirar o excesso de resíduos do recipiente, principalmente se ele ficar armazenado por algum tempo. "Embalagens sujas de leite, açúcar ou doces podem atrair ratos e baratas. Por isso, sugerimos que as peças fiquem na pia durante a lavagem da louça", indica Ana Maria Domingues Luz, presidente do Instituto Gea. "Mas nada de usar água limpa exclusivamente para isso!", ela completa. Tem material que é fácil separar, mas há outros nada óbvios. Na dúvida, consulte esta lista. 

METAL 
Recicláveis: folha de flandres (é o aço revestido de estanho das latas de óleo, sardinha, creme de leite etc.), latas de aerossol (verifique, antes, se estão vazias), latas de bebidas, papel-alumínio limpo, tampas de garrafa. 
Lixo comum: clipes, esponjas de aço, grampos, tachinhas. 

PAPEL 
Recicláveis: caixas de papelão, cartazes, cartolinas, embalagens longa vida, envelopes, jornais, papéis de escritório. Antes de dispensar livros e revistas, procure doá-los a bibliotecas ou escolas, ou leve-os a sebos. 
Lixo comum: caixa de pizza com resíduos, celofane, extrato de banco, etiquetas adesivas, fotografias, guardanapo, notas fiscais, papel-carbono, papel de fax, papel higiênico, papéis plastificados, papel vegetal.

PLÁSTICO 
Recicláveis: canos, copos, embalagens, frascos de produtos de limpeza e higiene pessoal, garrafas PET, potes, sacos, sacolas, tubos. 
Lixo comum: cabos de panela, embalagens metalizadas de alimentos (como as de salgadinho), espuma sintética, fraldas descartáveis. 

VIDRO 
Inteiro ou em cacos, os produtos - recicláveis ou não - devem ser enrolados em jornal ou papelão para evitar acidentes. 
Recicláveis: copos, garrafas, frascos em geral, potes alimentícios. 
Lixo comum: boxe de banheiro, cerâmicas, cristais, espelhos, lâmpadas incandescentes, lentes de óculos, louças refratárias, porcelanas, vidros de janela. 

E O QUE FAZER COM ESTES ITENS? 
Celulares 
Antes de se desfazer do aparelho antigo, veja se há possibilidade de conserto ou, se ele estiver em boas condições de uso, guarde-o paraemergências, como roubos e quebras de outros celulares. Mas, se doar o eletrônico para alguém ou tiver de jogar fora mesmo, tenha em mente duas questões: apagar as informações pessoais antes de passá-lo para a frente e fazer o descarte da maneira certa, já que esses equipamentos levam metais pesados em sua composição, especialmente na bateria.


Fonte: Diana Yuri, Minha Casa - 12/2012

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

64% dos brasileiros não têm acesso à coleta seletiva

Pesquisa da WWF-Brasil revela que mais da metade da população do país ainda não conta com coleta seletiva em suas residências. Entre aqueles que não possuem acesso ao serviço, 85% se dizem dispostos a separar os resíduos corretamente, se tiverem onde depositá-lo


De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), os municípios brasileiros têm menos de dois anos para terminar com os lixões e implementar a coleta seletiva em todo o seu território, mas pesquisa divulgada nesta quarta-feira (28) aponta que a meta está longe de ser cumprida.

De acordo com o estudo Consumo Sustentável*, feito pelo Ibope a pedido da WWF-Brasil, 64% dos brasileiros ainda não possuem acesso à coleta seletiva em suas residências. A notícia não é boa, principalmente porque a vontade da população de cuidar de seus resíduos corretamente é grande: 85% das pessoas que não contam com o serviço estão dispostas a separar o lixo em casa, desde que tenham um lugar para depositá-lo.

A situação ainda piora. De acordo com a pesquisa, os brasileiros que já possuem acesso à coleta seletiva não são atendidos 100% pela prefeitura. Em metade dos casos o serviço ainda é feito de forma informal, por catadores de rua, cooperativas, associações ou pontos de entrega voluntários, o que prova que os governos municipais ainda têm muito trabalho pela frente, se quiserem cumprir as determinações da PNRS no prazo.

FALTA CONHECIMENTO
Além da ausência do serviço de coleta seletiva, o brasileiro também está carente de informação. Uma em cada três pessoas entrevistadas pelo Ibope não faz ideia do destino do lixo que é produzido em sua casa, depois que ele é colocado para fora.

E mais: muitos não sabem quais são os resíduos que precisam ser descartados de forma especial, por apresentarem algum risco ao meio ambiente e à saúde das pessoas. Apenas 19% da população sabe como descartar embalagens aerossóis corretamente, por exemplo, enquanto 78% e 73% não fazem ideia de como jogar fora remédios e óleo de fritura, respectivamente.

Confira, na íntegra, a pesquisa Consumo Sustentável, que foi encomendada pela WWF-Brasil, no âmbito do Programa Água Brasil.



fonte: Débora Spitzcovsky, Planeta Sustentável - 28/11/2012

sábado, 5 de janeiro de 2013

Baixa coleta limita biodiesel com óleo residual de fritura


Produção evita que resíduos cheguem ao meio ambiente, mas requer mudanças para aproveitar mais o óleo
por Júlio Bernardes, Agência USP - 08/11/2012


Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), de janeiro a agosto de 2012, cerca de 0,6% do biodiesel produzido no Brasil foi proveniente de óleos residuais, volume que equivale a aproximadamente 10,2 milhões de litros de combustível. "Os óleos residuais provenientes de processos de fritura são rejeitos produzidos diariamente nos grandes centros urbanos, tanto em estabelecimentos comerciais (como bares, padarias, restaurantes, hotéis, shoppings, redes de fast-food, etc) como também nas residências", diz Arruda Botelho.

A pesquisa foi orientada pela professora Suani Teixeira Coelho, do IEE, e teve apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O processo de produção convencionalmente adotado para a produção de biodiesel utiliza catalisadores alcalinos, o que exige que os óleos ou gorduras utilizados tenham baixos níveis de acidez. "Caso contrário, haverá a formação excessiva de sabões, prejudicando o rendimento e até mesmo a viabilidade do processo", conta o pesquisador.

Durante o processo de fritura, os óleos e gorduras sofrem um processo de degradação que eleva o seu nível de acidez e, dependendo do estado de degradação em que se encontra o óleo residual, ele pode se tornar inadequado para a produção de biodiesel por intermédio do processo convencional.

"Nesses casos, o óleo residual deve ser submetido a uma etapa de pré-tratamento para reduzir o seu nível de acidez, e depois, pode ser submetido ao processo convencional de produção de biodiesel", observa Arruda Botelho.

De acordo com o economista, existem catalisadores e processos alternativos capazes de converter óleos e gorduras com elevado nível de acidez em biodiesel, entretanto, eles ainda são pouco utilizados em escala industrial. "Há também a opção de adicionar pequenas quantidades de óleos residuais aos óleos virgens utilizados pelas usinas, de modo que a qualidade final do óleo como um todo não seja comprometida para o uso no processo convencional", acrescenta.

MATÉRIA PRIMA 
Arruda Botelho conta que os óleos residuais de fritura constituem uma matéria-prima muito heterogênea, e podem conter uma série de compostos químicos resultantes da degradação do óleo e uma série de contaminantes que podem comprometer a viabilidade do processo de produção e a qualidade do biodiesel produzido. "Por exemplo, existem estabelecimentos utilizam óleo para fritar apenas alguns tipos de alimentos e que monitoram rigorosamente a qualidade do óleo utilizado, descartando-o quando o mesmo começa a demonstrar sinais de degradação. O óleo residual proveniente desses estabelecimentos é de boa qualidade para a produção de biodiesel", ressalta.

"Por outro lado, também existem estabelecimentos que utilizam óleo para fritar os mais diversos tipos de alimentos, e que reutilizam o mesmo óleo por diversas vezes sem monitorar o seu estado de degradação", afirma o pesquisador. "O resultado pode ser um óleo residual com elevado nível de degradação e com uma série de contaminantes que podem comprometer a qualidade do biodiesel".


No Brasil, é crescente o número de iniciativas voltadas à coleta e ao aproveitamento dos óleos como insumo para a produção de biodiesel, destaca Arruda Botelho. "A coleta geralmente é feita por meio de empresas e cooperativas especializadas, que coletam o óleo descartado em pontos de maior concentração (como restaurantes, redes de fast-food e estabelecimentos comerciais em geral) e também em pontos de entrega voluntária, nos quais os cidadãos descartam o óleo consumido em suas residências", conta. "O óleo passa por um processo de triagem e de remoção de resíduos, e depois, é vendido para as usinas produtoras de biodiesel".

O economista ressalta que apesar das iniciativas crescentes que estão surgindo no Brasil e dos resultados favoráveis, a viabilização da produção de biodiesel a partir de óleos residuais de fritura em escala industrial requer uma escala muito maior de coleta desse material. "Isso exige maior coordenação e tecnificação das atividades relacionadas à logística de coleta e armazenamento dos óleos descartados, que ainda é muito incipiente no País", observa.




quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Caminho de jardim - folhas



 
É verdade que o simples é muito mais belo do que o sofisticado. Ele pode até ser mais vantajoso, mais o belo mesmo é feito com carinho. Da mesma forma que este pequeno caminho foi feito para este simples jardim.

A ideia é genial. Transferir toda a arte que é um folha de árvore em textura no concreto foi de uma delicadeza estonteante. O cimento que não é lá nada de bonito (principalmente se for feito de forma irregular) acabou de ganhar toda a arquitetura que a mãe natureza desenvolveu por séculos. De forma simples e sem degradar nada, o jardim ganhou um artefato que ajuda a não acabar com a grama e de uma outra forma acabaou de ganhar um caminho com um “q” de beleza ecológica.

Não podemos dizer que é lá ecológico, pois o processo de fazer cimento não é nada ecológico, mas a ideia é bem legal e podemos adaptá-la para a argila ou para o barro vermelho. Só não podemos é destruir as pedreiras para tira o pedra para fazer piso. Há centenas de milhares de pedras lindas nos rios, que podem fazer também um belo jardim para você. É só você escolher e reutilizá-las.

O passo a passo para este aqui é simples, basta um pouco de cimento, areia e uma folha de uma certa árvore. Aí você é que escolhe. Mas se for tão bonita quanto esta vale muito a pena. Após arrumar os materiais e só colocar o cimento fresco na folha e esperar secar um pouco e depois é só colocá-las no jardim

fonte: www.dicasverdes.com.br
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ah.. quando eu era criança a professora de "educação artistica"  nos deu a ideia tambem de aproveitar as folhas e mamona ou mamão para fazer peças em gesto..... foi uma festa.. sai fazendo folhas de tudo quanto era arvore... risosss...
 
beijos, Eli

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Brasileiro produz tanto lixo quanto europeu


Estudo em 364 cidades mostra que o País já se aproxima dos Estados Unidos, o campeão


O brasileiro já produz a mesma quantidade de lixo que um europeu. A melhoria do poder de compra dos brasileiros está fazendo com que a população do País gere cada vez mais lixo inorgânico, como embalagens, ao mesmo tempo em que a implantação de programas de coleta seletiva e os níveis de reciclagem não crescem na mesma medida.

 A média de geração de lixo no Brasil hoje é de 1,152 kg por habitante por dia, padrão próximo aos dos países da União Europeia, cuja média é de 1,2 kg por dia por habitante. Nas grandes capitais, esse volume cresce ainda mais: Brasília é a campeã, com 1,698 kg de resíduos coletados por dia, seguida do Rio, com 1,617 kg/dia, e São Paulo, com 1,259 kg/dia.

Além disso, o volume de lixo cresceu 7,7% em 2009 - foram 182 mil toneladas/dia geradas em 2009, ante 169 mil toneladas/dia no ano anterior. Os dados fazem parte do estudo "Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2009", que será divulgado hoje, no Rio.

O estudo, anual, abrange 364 municípios e foi realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), entidade que reúne as empresas de coleta e destinação de resíduos.

"Alcançamos um padrão europeu de geração de resíduos e estamos nos aproximando dos americanos. Infelizmente, isso está acontecendo sem alcançarmos o mesmo grau de desenvolvimento desses países", afirma Carlos Roberto da Silva Filho, diretor executivo da Abrelpe.

Segundo ele, a produção de lixo em capitais como Brasília caminha para se tornar próxima aos 2,8 kg por habitante/dia, que é a média de um cidadão americano. "Isso revela muito sobre hábitos de consumo e descarte dos moradores dessas cidades. Quanto mais alta a renda, maior o consumo de comida pronta, por exemplo, que implica em excesso de embalagens", afirma.

De acordo com o levantamento, 56,8% desse lixo vai para aterros sanitários, 23,9% vai para aterros controlados (que não possuem tratamento de chorume) e 19,3% termina em lixões. Os aterros das grandes cidades, no entanto, caminham para a saturação. "Os resíduos gerados na cidade de São Paulo hoje são enviados para aterros a 30 km de distância", diz Silva.

Entulho 

E não são apenas os resíduos que caracterizam o lixo doméstico (resto de alimentos, embalagens) que estão em expansão. O País também está produzindo mais entulho de construção: hoje, na média, cada brasileiro produz 0,576 kg de resíduos de construção civil. Em 2009, foram 91,4 mil toneladas/dia do entulho - um crescimento de quase 14% em relação a 2008, quando foram geradas 80,3 mil toneladas por dias de entulho.

Segundo Silva, isso é reflexo do bom momento da economia e do setor de construção em especial. "Há mais pessoas construindo e nenhuma lei que regulamente o descarte desses materiais."

Lei nacional. Uma das saídas para o problema do aumento do lixo é a lei nacional de resíduos sólidos. O projeto foi aprovado na Câmara em março, após 19 anos de idas e vindas, e agora aguarda votação do Senado.

Várias entidades, incluindo representantes da indústria e de ONGs, fazem pressão para que a lei saia até 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente. "A expectativa é de que a lei já seja sancionada pelo presidente Lula na data", diz Fernando Von Zuben, diretor de meio ambiente da indústria de embalagens Tetra Pak e um dos articuladores do grupo de trabalho sobre o tema.

Faça sua parte
Evite o desperdício
Planeje a compra de alimentos para não haver desperdício. Dimensione a compra de produtos perecíveis com as necessidades da família.

Busque a durabilidade
Procure comprar produtos mais duráveis. Evite descartáveis.

Reduza embalagens
Evite comprar frutas, verduras e legumes embalados. Dê preferência para produtos vendidos a granel: leve a embalagem de casa. Escolha produtos com menor número de embalagens. Opte por produtos com refil e reduza o uso de sacolas plásticas.

http://g1.globo.com/sao-paulo/sao-paulo-mais-limpa/noticia/2012/04/calcule-quanto-lixo-voce-produz.html

domingo, 29 de abril de 2012

Brasil produz 240 mil toneladas de lixo por dia


por Cristiane Andrade - cidades@eband.com.br

Cada brasileiro produz de 600 gramas a 1 quilo de lixo por dia. Se este número for multiplicado pela quantidade de pessoas que moram hoje no Brasil, os números são assustadores, mais de 240 mil toneladas de lixo produzidas diariamente.

E apesar de 45% deste lixo brasileiro ser reciclável (4% é metal, 3% é vidro, 3% é plástico, e papel e papelão somam 25%), o Brasil recicla apenas 2% do lixo urbano, segundo as fichas técnicas da Associação Empresarial para Reciclagem (CEMPRE). O restante do lixo vai para lixões (75%), aterros controlados (13%) e aterros sanitários (10%).

1 em cada 1.000 brasileiros é catador

Estima-se que 1 em cada 1.000 brasileiros seja catador de lixo.  A cidade de São Paulo possui mais de 20 mil  carroceiros, centenas de  catadores e mais de 3.200 coletores de lixo.

Segundo dados da Unicef, existe mais de 50 mil crianças que trabalham nos lixões do Brasil em busca de comida para seu sustento e da família.

O que pode ser reciclado?

Papel reciclável: cadernos, papéis de escritório em geral; jornais, revistas;  papéis de embrulho em geral, papel de seda; papéis para fins sanitários - papéis higiênicos, papel toalha, guardanapos, lenços de papel; cartões e cartolinas; papéis especiais - papel kraft, papel heliográfico, papel filtrante, papel de desenho.

Não servem para reciclagem: papel vegetal, papel celofane, papéis encerados ou impregnados com substâncias impermeáveis, papel-carbono, papéis sanitários usados, papéis sujos, engordurados ou contaminados com alguma substância nociva à saúde, papéis  revestidos com algum tipo de parafina ou silicone também não podem ser reciclados, fotografia, fitas adesivas e etiquetas adesivas.

Plástico reciclável: todos os tipos de embalagens de xampus, detergentes, copos, garrafas, potes, acrílicos e outros produtos domésticos; tampas plásticas, sacolas e sacos plásticos; embalagens de plástico de ovos, frutas e legumes; utensílios plásticos usados como canetas esferográficas, escovas de dentes, baldes, artigos de cozinha.

Não servem para reciclagem: tomadas; cabos de panelas; adesivos; espuma; plásticos tipo celofane;  embalagens plásticas metalizadas (de salgadinhos, por exemplo).

Vidro reciclável: todos os vidros de garrafas de bebida alcoólica e não-alcoólica; frascos em geral (molhos, condimentos, remédios, perfumes, produtos de limpeza);  potes de produtos alimentícios; copos.

Não servem para reciclagem: espelhos; portas de vidro; boxes temperados; óculos; porcelanas; vidros especiais;  vidros de automóveis;  lâmpadas; tubos de televisão e válvulas;   ampolas de medicamentos e cristal.

Metal reciclável: tampinhas de garrafas; latas; enlatados; panelas sem cabo; ferragens; arames; chapas; canos; pregos; e cobre.

Não servem para reciclagem: clipes; esponja de aço; aerossóis; latas de tinta; latas de verniz; solventes; químicos e inseticidas.

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