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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Dia da Terra, como o Dia Internacional da Mãe Terra.

Terra ou Mãe Terra: qual a diferença?



No ano passado, a Assembléia Geral das Nações Unidas acatou, por unanimidade, a proposta da Bolívia de declarar o dia 22 de abril, há 40 anos lembrado como o Dia da Terra, como o Dia Internacional da Mãe Terra. Muito além do nome, a mudança pode abranger a maneira como nos relacionamos com o planeta e com todos os outros seres que coabitam esta morada

Por Thays Prado -Planeta Sustentável - 21/04/2010

Nas mais diversas tradições indígenas ao redor do mundo, a Terra era vista como um ser vivo que proporcionava a existência aos povos da floresta e a todas as demais criaturas, era a matriz, a origem a partir da qual tudo nasce, a mãe-primeira.

As manifestações dessas culturas podem ser facilmente comprovadas, entre outras situações, no cuidado dos índios brasileiros com a Mãe Natureza, no culto dos povos andinos à deusa Pacha Mama – a mãe de toda a vida – e na famosa carta do chefe Seattle, cacique norteamericano, em resposta à proposta do presidente dos Estados Unidos, em meados do século 19, de comprar terras indígenas : “ensinem às suas crianças o que ensinamos às nossas, que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra” (Leia a resenha do livro A Carta do Cacique Seattle) ou http://eliane-sena-xamanismo.blogspot.com/2009/10/carta-do-chefe-indigena-seattle.html

No entanto, com o passar do tempo, mesmo tendo a própria ciência comprovado nossa interdependência com todos os seres do planeta; e ainda que se tenha disseminado a Teoria de Gaia, desenvolvida pelo cientista e ambientalista James Lovelock – que defende que a Terra se comporta como um grande organismo vivo, com mecanismos que mantêm suas condições favoráveis à existência da vida –, nos desconectamos do todo (Leia as resenhas dos livros: Gaia – Cura para um planeta doente e Gaia: Alerta Final).

A maioria de nós – ocidentais, racionais, pós-modernos, consumistas e individualistas que somos – enxerga o planeta como algo a ser explorado e, no máximo, preservado para que as futuras gerações também tenham o que explorar. Acostumados com o discurso de que tudo o que existe está aqui para servir aos seres humanos, nos colocamos acima das plantas, dos animais, da água, do solo e do ar e cultivamos uma visão pragmática e utilitarista em relação aos recursos da Terra e aos demais seres vivos. “Já dizia o livro bíblico do Gênesis que as coisas foram criadas por Deus para nosso serviço. Mas nos esquecemos de que o que nos serve não é inferior a nós e merece nossa honra, nosso cuidado e nossa profunda gratidão”, diz Lia Diskin, fundadora da organização Palas Athena e conselheira do Planeta Sustentável.

Felizmente, nos últimos anos, com o discurso da sustentabilidade cada vez mais presente, uma série de movimentos vêm propondo o retorno ao cuidado com a natureza, a valorização dos direitos humanos, a preservação das florestas e o fim dos maus tratos aos animais. A ecologia está inserida nos currículos escolares de maneira interdisciplinar e as novas gerações vêm sinalizando uma preocupação natural em relação ao desperdício de água e energia e mais consciência em relação aos seres vivos de modo geral. Ao mesmo tempo, a natureza dá sinais claros de que nosso atual estilo de vida não poderá ser sustentado por muito mais tempo.

Em meio a esse contexto que parece ganhar força, no dia 22 de abril do ano passado, a Bolívia, por meio de seu atual presidente de origem indígena, Evo Morales, propôs, em Assembléia Geral das Nações Unidas, em Nova York, que a data – há 40 anos lembrada como o Dia da Terra por diversos países – fosse reconhecida pela ONU como o Dia Internacional da Mãe Terra. A sugestão foi acatada por unanimidade.

Mas, na prática, qual a diferença de darmos ao planeta o título de mãe? Para Lia Diskin, “mudar o nome de algo é reconhecer ali uma identidade diferente.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dia Internacional da mãe Terra

“Estimo que, como nunca antes, a esperança é hoje a virtude mais urgente e necessária.”
“Temos que conviver com a ameaça de devastações inimagináveis do sistema da vida por causa da ação irresponsável do ser humano.”
“Temos que confiar e esperar que o instinto de vida predomine sobre o instinto de morte, e que a sabedoria prevaleça sobre a demência.”
“A meu ver, não estamos num quadro de tragédia, mas de crise.” 
“Toda crise acrisola, purifica e amadurece as pessoas e as sociedades.”
“As dores não são de morte, mas de parto de uma nova fase da trajetória humana.”
“Nunca deixe morrer o sonho de uma humanidade melhor.” 
Leonardo Boff


A esperança é filha do silêncio. Sonhos de dignidade e de um futuro que permita a realização dos anseios do coração.
É preciso permanecer desperto para o Sopro que perpassa tudo o que vive e respira.
A ancestral sabedoria indígena nos ensina:...
“Anda com mansidão sobre a terra – ela é sagrada.”


Segue algumas frases da irmã Dorothy Stang
“A morte da floresta é o fim da nossa vida.”
“Precisamos de muito esforço para salvar o planeta.
Devemos ajudar as pessoas a restabelecer a relação com a Mãe-Terra, que é carinhosa e amável.”

Dia Internacional da mãe Terra - 22 de abril

Celebrar a vida do nosso Planeta diariamente é celebrar nossa própria vida!!!

We are all one!!!!
http://www.youtube.com/watch?v=QlpB3PKZ9pU


Eliane Sena
Educadora e Gestora Ambiental

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