domingo, 12 de dezembro de 2010

Sudao - disputa por petroleo

Um referendo em 9 de janeiro pode concretizar a separação do sul do Sudão, e reiniciar o conflito mais sangrento desde o fim da Segunda Guerra Mundial
por José Antonio Lima, revista epoca


No início de outubro, o astro de Hollywood George Clooney passou uma semana no maior país da África, o Sudão, visitando a região do sul e conversando com líderes locais. Ao voltar para os Estados Unidos, o ator dialogou com políticos americanos, entre eles o presidente Barack Obama. Seu recado era claro. “Estávamos atrasados no Congo, estávamos atrasados em Ruanda, estávamos atrasados em Darfur. Essa é uma oportunidade para evitar o massacre antes que ele ocorra”, disse o galã. O temor de Clooney, e de boa parte da comunidade internacional, é que o resultado do referendo programado para 9 de janeiro, no qual o sul do Sudão pode conseguir a secessão do norte, provoque a retomada de uma guerra civil que tem o nada nobre posto de maior matança desde a Segunda Guerra Mundial.

O medo da guerra é provocado por uma equação simples. O governo central, baseado em Cartum, a capital do Sudão, não quer a separação. Enquanto isso, há uma clara indicação de que os sudaneses do sul vão votar pela separação. A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, cuja função exige parcimônia nas palavras, declarou em setembro ser “inevitável” a separação, e chamou o Sudão de “bomba-relógio”. Por trás do movimento separatista está o medo dos habitantes do sul, majoritariamente negros, cristãos e animistas, de permanecerem como cidadãos de segunda classe diante do norte, de maioria árabe e muçulmana. A dominação política, econômica e social do norte gerou a primeira guerra civil do Sudão, entre 1955 – um ano antes da independência da Inglaterra – e 1972. Dez anos de armistício acabaram em 1983, quando Cartum decidiu rever o acordo de paz e implantar a sharia – a lei islâmica – em todo o território. A revolta separatista do sul foi contida com violência, e o número estimado de mortes passa de dois milhões. Os refugiados seriam quatro milhões. A frágil paz que vigora hoje é baseada no Acordo de Paz Abrangente (CPA, na sigla em inglês), assinado em 2005, que deu autonomia ao sul por cinco anos e programou o referendo para janeiro. 
O comportamento do governo de Cartum, chefiado por Omar al-Bashir, é o principal fator de preocupação. Bashir, que chegou ao poder em um golpe militar aplicado em 1989 com a ajuda de grupos islâmicos fundamentalistas, tem contra si um mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional, órgão da ONU, por conta de crimes de guerra e contra a humanidade. As sete acusações dizem respeito ao conflito de Darfur, uma região do tamanho da França no oeste do Sudão, cujos líderes também pegaram em armas para lutar contra a opressão árabe. Outro motivo que torna Bashir alvo de desconfiança da comunidade internacional é sua aliança com o Irã. Nos últimos anos, o Sudão teria se tornado um distribuidor de terrorismo, abrindo espaço para treinamentos do Hamas e servindo de base para o tráfico de armas para extremistas na Somália, no Iêmen, no Líbano e nos territórios palestinos ocupados. Uma denúncia recente feita pela oposição diz que o Irã teria uma fábrica de armas na periferia de Cartum. Verdadeira ou não a acusação, é fato conhecido que, no início de 2009, a Força Aérea de Israel fez três ataques em território sudanês a veículos que levavam armas iranianas para o Hamas.

“Pelo histórico do Sudão, é bastante difícil acreditar, primeiro, que o referendo vai ocorrer na data e, segundo, que o desfecho se dará sem violência”, diz Claudio Oliveira Ribeiro, especialista em África da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. “A população não tem o hábito do voto, da escolha, e a militarização e a guerra são as práticas normais no Sudão”, diz. 

A disputa pelo petróleo do Sudão
O ceticismo de Ribeiro encontra base em fatos recentes ocorridos no país. O acordo de paz de 2005 prevê que a região de Abyei, na divisa entre o norte e o sul, realize um referendo especial para decidir com qual dos lados ficará. Nesta semana, as autoridades sudanesas confirmaram que a consulta à população de Abyei está adiada por tempo indeterminado. Uma comissão de referendo ainda não foi formada e não há acordo nem sobre qual parte da população deve votar. Em dois outros Estados da divisa – Nilo Azul e Cordofão do Sul – consultas populares sem valor de referendo estavam previstas no acordo de paz, mas elas não vão ocorrer. Como as populações de ambos são majoritariamente ligadas ao sul, elas temem ser alvos de ataques uma vez que o sul se separe. Ribeiro lembra ainda que o presidente Omar al-Bashir vem dando “sinais confusos” sobre qual será sua postura diante do resultado do referendo e que as tensões têm crescido na região. Em 14 de novembro e 8 de dezembro, Cartum bombardeou o território do sul. Na primeira oportunidade, o governo disse que errou o alvo ao perseguir rebeldes de Darfur. Depois, negou o ataque.

 

Estatística da falta de amor

Despoluir o Tietê? Pra quê, se as praias da Floripa imaginária que nos aguarda estão limpas? Esquema de segurança pública? Lá no condomínio em Indaiatuba não tem perigo nenhum

por Rodrigo Leão

O número não sai de minha cabeça: 57% dos paulistanos, se pudessem, mudariam de cidade. Outros dados da pesquisa Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município (Irbem), feita pelo Ibope a pedido da ONG Movimento Nossa São Paulo, foram analisados na última edição da época são paulo, mas quero voltar aos tais 57%. Mesmo trabalhando com publicidade e, portanto, tendo sido vacinado contra as “verdades” que aparecem em pesquisas de opinião, fiquei um pouco chocado. Será que, de cada dez pessoas que eu vejo na fila do cinema, seis estão pensando em picar a mula?

Essa é uma estatística muito constrangedora. Como quando um amigo avisa a você que vai terminar com a namorada antes de contar a ela. E você se pega jantando com eles, olhando pra ela com pesar e pensando “pode pedir o filé com alho, tonta, ele vai largar você mesmo...”. Afinal, se toda essa gente está esperando a primeira oportunidade pra zarpar, que tipo de relação estaríamos construindo com nossa cidade? E, pior ainda, que cidade vai emergir dessa relação?

Meu trabalho consiste basicamente em fazer você achar um sabonete mais legal do que o outro. E pode parecer estranho, mas o segredo não está no sabonete, mas em você. Afinal, sabonetes são objetos inanimados cujo valor só existe quando enxergado por alguém. O trabalho do publicitário é abrir seus olhos para a riqueza que já existe em você e que o torna capaz de criar valores como lealdade e fidelidade até mesmo com um sabonete. Ou seja, é da beleza que já existe em você que nasce a beleza das coisas ao seu redor. É da riqueza que você empresta que nasce a riqueza do mundo. E com uma cidade não é diferente. É do amor que existe em seus cidadãos que nascem os motivos para amá-la.

No ano passado estive em Berlim, na Alemanha, onde me apaixonei pelas faixas exclusivas para ônibus, táxis e bicicletas. Quem mora em Berlim dá valor à ecologia, à simplicidade e a sua própria saúde. E você percebe isso só de olhar para a cidade. A faixa de bicicletas reflete aquelas pessoas que se organizaram para tê-la.

E o Rio de Janeiro, então? Uma cidade com uma guerra urbana conflagrada, mas que, movida pela inquebrantável autoestima de seus moradores, conquista o direito de sediar a próxima Olimpíada. Os cariocas querem ver a beleza que o Rio teve um dia e que só restou dentro deles. E, aos poucos, estão conseguindo.

E o que nós vamos conseguir se 57% dos paulistanos acham que a saída para os problemas da cidade é o aeroporto? Despoluir o Tietê? Pra quê, se as praias da Floripa imaginária que nos aguarda estão limpas? Melhorar o transporte público? Ora, o da Curitiba onírica pra onde vamos já funciona. Já sei! Desenvolver um esquema de segurança pública que funcione? Nããão... Lá no condomínio em Indaiatuba pra onde a gente vai mudar não tem perigo nenhum. Nos envolver na educação de nossos filhos, cuidando nós mesmos das escolas públicas? Nada disso. Vamos todos pra Orlando vestindo orelhas de Mickey.

Uma vez, vi uma palestra do Jaime Lerner, o urbanista e prefeito que pôs Curitiba no mapa. Ele pediu que alguém desenhasse um mapa de São Paulo na lousa. Ninguém se ofereceu. Aí ele perguntou: “Como é que a gente pode amar alguma coisa ou cuidar dela se nem sabemos como ela se parece?” E hoje eu pergunto: como é que a gente pode esperar algo de bom de uma cidade quando o que a maioria quer dela é apenas distância?



fonte:  revista epoca

Cidade sustentavel

http://cidadesustentavel.ning.com/?xg_source=msg_mes_network

http://www.iteia.org.br/textos/almanaque-de-praticas-sustentaveis

Economia Verde - GREEN ECONOMY COALITION DIÁLOGOS NACIONAIS - BRASIL

Entenda a iniciativa:
O Instituto Vitae Civilis é uma organização brasileira que faz parte da coalizão internacional sobre economia verde e inclusiva (GEC – Green Economy Coalition). Trata-se de uma iniciativa criada a partir de estudos do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (PNUMA) sobre a transição para sistemas economicos social e ambientalmente sustentáveis. Esta coalizão é composta por organizações da sociedade civil, do setor empresarial, do setor sindical e também por outras agências da ONU e organismos internacionais. Seu objetivo é construir um entendimento comum sobre o que é economia verde e inclusiva e também promover propostas concretas para sua implementação.
Abaixo disponibilizamos mais informações sobre a iniciativa.
www.dialogosnacionais.org.br

O conceito de economia verde e inclusiva:
Apesar de na língua inglesa ser utilizado simplesmente o termo "green economy" (economia verde), o conceito a que ele se refere engloba diversas dimensões, e não apenas questões ambientais. Por esta razão, decidimos traduzi-lo para o português como “economia verde e inclusiva". Veja abaixo a definição que temos utilizado para o conceito:
“É a economia que resulta em melhoria do bem-estar humano e equidade social, ao mesmo tempo em que reduz significativamente os riscos ambientais e a demanda sobre recursos escassos do ecossistema. Uma economia verde e inclusiva é caracterizada por um crescimento substancial nos investimentos em setores econômicos que, visando tais resultados, aproveitam e potencializam o capital natural do planeta."
Rumo a Rio + 20
Em 2012 o Brasil sediará a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Este momento será marcado pela oportunidade de toda a sociedade discutir e adotar propostas de mudanças rumo a um modelo sustentável. O conceito de economia verde e inclusiva esta sendo trabalhado como a perspectiva de ser colocado como o grande catalisador de expectativas e propostas para que a Rio+20 seja um sucesso. O objetivo é chegarmos à conferência com propostas concretas e um alto nível de consenso entre os principais atores envolvidos.

Para tanto, uma agenda de trabalho esta sendo desenvolvida tanto no âmbito internacional, como no âmbito nacional. A secretaria da GEC esta a cargo do International Institute for Environment and Development (IIED) que é responsável pelas atividades no âmbito internacional.

No âmbito nacional, organizações locais ligadas a GEC são responsáveis por desenvolverem o que chamamos de diálogos nacionais, com o objetivo de articular a sociedade local para a economia verde e inclusiva em preparação à Rio+20. Além da iniciativa coordenada pelo Vitae Civilis no Brasil, outros diálogos nacionais estão já programados para ocorrer na Índia, no Mali, na América Central/Caribe, e na Europa (países a definir).

Diálogos Nacionais - Brasil
O Vitae Civilis, com apoio de várias entidades, parceiras de conteúdo, está organizando um seminário com lideranças brasileiras para mapear e debater a visão e as práticas da sociedade brasileira relacionadas que possam contribuir para a construção de uma economia verde e inclusiva.

O seminário esta previsto para ocorrer nos dias 10 e 11 de novembro, na cidade de São Paulo. Esperamos contar com 100 a 120 lideranças de ONGs, entidades empresariais, entidades sindicais, do setor público e da academia.

A Green Economy Coalition
A GEC busca acelerar a transição do nosso atual modelo econômico para uma economia verde e inclusiva. Seu modo de trabalho é facilitar a interação e a construção de consensos entre organizações de diferentes setores e diferentes regiões. A iniciativa é secretariada pela IIED em Londres e sua governança fica a cargo de um grupo multi-setorial.

A coalizão foi fundada no início de 2009 pelas seguintes organizações: IUCN, WWF, UNEP e IIED. O contexto era o dos primeiros momentos da crise financeira internacional e da preparação para a COP-15 em Copenhague. Naquele momento estas organizações sentiram que os desafios à sustentabilidade eram grandiosos demais para que as organizações continuassem operando individualmente, e que alianças multi-setoriais teriam um grande papel na transição para uma economia verde e inclusiva.

Lista de membros:
 
Accenture
BMZ
Centre for Human Ecology
CEPAL
Consumers International
Development alternatives
DFID
GRI
IIED
IISD
ILO
Imperial College
INSPIRE (Bellagio Forum)
ITUC
IUCN
Royal Phillips Eletronics
Saatchi & Saatchi
UNEP
Vitae Civilis
WBCSD
WWF
WWF-UK

fonte: Vitae Civilis

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Bertioga ganha parque estadual






Com mais de nove mil hectares, a mais nova área protegida de São Paulo abriga rios, espécies ameaçadas e exclusivas e será um espaço dedicado ao ecoturismo, lazer e educação ambiental para os brasileiros.
O Parque Estadual Restinga de Bertioga, em São Paulo, está oficialmente criado. O decreto assinado pelo governador Alberto Goldman foi publicado hoje (10) no Diário Oficial do Estado de São Paulo. Com 9,3 mil hectares, o parque está inserido no município de Bertioga, onde ajudará a manter a biodiversidade e serviços ambientais úteis a toda a sociedade, além de formar um “corredor ecológico” interligando regiões litorâneas à Serra do Mar. Como unidade de conservação de proteção integral, ele será mais um espaço dedicado ao ecoturismo, lazer e educação ambiental para os brasileiros.

A criação do parque havia sido aprovada pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Consema) no fim de outubro. A região agora oficialmente protegida abriga rios que abastecem a região e espécies ameaçadas e exclusivas do bioma estava antes vulnerável à pressão imobiliária e turística desordenada.

Confira aqui o decreto de criação do Parque Estadual da Restinga de Bertioga. A Área de Relevante Interesse Ecológico Itaguaré, com 58 hectares, também em Bertioga e já aprovada pelo Consema/SP, não foi contemplada no texto.

Mata Atlântica - Com suas florestas, campos, restingas e manguezais reduzidos a menos de um terço da área original, a Mata Atlântica é hoje o mais degradado dos biomas brasileiros. Menos de 8% de sua vegetação estão bem conservados. Mesmo assim, seus remanescentes ainda prestam “serviços ambientais” indispensáveis a 123 milhões de brasileiros (67% da população) que vivem na região, como proteger e manter rios, lagos, evitar a queda de encostas, regular o clima e a qualidade do ar.

Estudo da Rede WWF e do Banco Mundial revelou que mais de trinta das 105 maiores cidades do mundo dependem da água fornecida por unidades de conservação e avaliou que as matas distribuídas às margens de cursos d´água na Mata Atlântica estão comprometidas. Quando preservadas, por exemplo, servem para conter enchentes e proteger a biodiversidade formando corredores entre áreas conservadas.

Atualmente, existem 123 unidades de conservação federais e 225 unidades de conservação estaduais na Mata Atlântica, somando quase 75 mil quilômetros quadrados.

Para saber mais, visite a página http://www.wwf.org.br/bertioga

Esta vitória não poderia ter sido alcançada sem seu apoio!  

A você, o nosso muito obrigado

Take a global view of climate change - investimento americano

By RAYMOND C. OFFENHEISER & MARK TERCEK | 3/24/10 5:28 AM EDT

The Senate is due to unveil a bipartisan climate and energy package soon. As lawmakers consider it, they must not lose sight of the vital connection between people and nature.
Numerous studies — including last month’s Quadrennial Defense Review by the Penatgon — have detailed how the changing climate could affect people around the world, wreaking havoc on developing nations and punishing the poorest communities.
But why should Americans care about these far-off communities and the climate threats they face? The fact is, their plight is our plight.
Already, more frequent droughts, floods and other climate-related disasters in the most vulnerable countries are forcing entire communities to flee their homes. Military experts predict that conflicts over shrinking food and water supplies will destabilize already shaky governments and economies around the world.
In an age of globalization, these seemingly remote challenges directly affect Americans, from the prices we pay for coffee or cotton clothing to the families who send sons and daughters overseas to serve in war-torn nations.
Our two organizations have different missions — one aimed at supporting communities, the other at protecting nature. But as we increasingly see the effect climate change is having on our work around the world, we share the goal of protecting the communities, both natural and human, we have pledged to help.
In the South American Andes, for example, decreased rainfall is threatening local communities and their greatest source of income — alpaca wool production. “There is no snow, so there is no water,” Cayetano Huanca, a farmer in Peru, told us. “The springs, wetlands, are not the same as they were.”
We hear similar stories elsewhere. In western Zambia, the rainy season now arrives much earlier, causing floods that leave villagers homeless, hungry and vulnerable to disease. In Cambodia, droughts kill rice fields, pressing thousands of farmers and their families to migrate to already crowded cities.
Tackling climate change is not just about lowering carbon dioxide emissions. It is also about helping people and nature survive its inevitable effects.
The reality is that even if we stopped greenhouse gas pollution today, the fallout from 200 years of industrialization would be felt for generations to come.
To shield Americans from the full effects, U.S. leaders should not only take action within U.S. borders but also invest in communities abroad — and the ecosystems they depend on — so that they, too, can overcome the impact of climate change. These investments are as critical as reducing our own carbon footprint.
There is no magic bullet. But in partnerships with hard-hit communities, we are already using a range of successful strategies — from developing better irrigation systems on drought-stricken land, to planting natural buffers like mangroves to protect coastal communities against storm surges, to strengthening food security by keeping coral reefs strong enough to survive warming sea temperatures.
For the world’s poorest and most vulnerable nations, these actions can literally mean the difference between life and death. For Americans, money invested around the world to help communities deal with the impact of climate change contributes directly to our security and our way of life. Studies have shown that we save at least $7 in disaster relief for every $1 invested in disaster prevention.

Bold adaptation measures and reliable funding are needed immediately to deal with the effects of climate change today, as well as those that will be felt for decades to come.

The short-term cost will not be cheap. But if we don’t act now, we will pay a far greater cost in the future — in dollars and lives.

In his budget, President Barack Obama requested $334 million to help protect food, water and other natural resources threatened worldwide. This is a good start, but more will be needed.

Senators now working on bipartisan legislation to reduce greenhouse gas pollution should also ensure funding is available to protect people and nature from climate change.

As Congress grinds through the appropriations season and continues to debate clean energy and climate legislation, our elected leaders have the opportunity to demonstrate, once again, America’s leadership as a defender of global economic health and political stability.

By investing in healthy communities and ecosystems around the world, not only can we help those who are most vulnerable, we can also keep America’s communities and way of life strong and secure here at home.

 
Raymond C. Offenheiser is the president of Oxfam America. Mark Tercek is the president and CEO of The Nature Conservancy.
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O Senado é devido revelar um clima bipartidário e pacote da energia em breve. Como legisladores, considerá-lo, eles não devem perder de vista a ligação vital entre as pessoas ea natureza.
Numerosos estudos - inclusive do mês passado Revisão Quadrienal da Defesa pelo Penatgon - detalharam como a mudança climática pode afetar as pessoas ao redor do mundo, fazendo estragos nas nações em desenvolvimento e punir as comunidades mais pobres.
Mas por que os americanos se preocupam com essas comunidades distantes e das ameaças climáticas que enfrentam? O fato é que seu sofrimento é nosso sofrimento.
Já, as secas mais freqüentes, inundações e outras catástrofes climáticas nos países mais vulneráveis estão obrigando comunidades inteiras a abandonarem suas casas. Especialistas militares prevêem que conflitos sobre a diminuir alimentos e água já vai desestabilizar governos instáveis e economias ao redor do mundo.
Em uma época de globalização, estes desafios aparentemente distantes afetam diretamente os americanos, a partir dos preços que pagamos por roupas de café ou de algodão para as famílias que enviam os filhos e filhas no exterior para servir em países devastados pela guerra.

As duas organizações têm missões diferentes - um destinado a apoiar as comunidades, o outro a protecção da natureza. Mas, como estamos cada vez mais ver a mudança climática está tendo efeito sobre o nosso trabalho em todo o mundo, compartilham o objetivo de proteger as comunidades, tanto naturais como humanos, nós nos comprometemos a ajudar.
Nos Andes sul-americanos, por exemplo, diminuição da precipitação está a ameaçar as comunidades locais e sua maior fonte de renda - a produção de lã de alpaca. "Não há neve, por isso não há água", Cayetano Huanca, um agricultor, no Peru, disse-nos. "As nascentes, banhados, não são os mesmos que eram."
Ouvimos histórias semelhantes em outros lugares. Na Zâmbia, oeste, a estação chuvosa já chega muito mais cedo, provocando enchentes que deixam os moradores desabrigados, famintos e vulneráveis a doenças. No Camboja, as secas matam campos de arroz, pressionar milhares de agricultores e suas famílias a migrar para as cidades já lotadas.
Combater as alterações climáticas não é apenas reduzir as emissões de dióxido de carbono. É também a ajudar as pessoas ea natureza sobrevivem os seus efeitos inevitáveis.
A realidade é que, mesmo se nós parássemos com efeito de estufa poluição de hoje, a precipitação de 200 anos de industrialização seria sentida nas gerações vindouras.

Para proteger os americanos de todos os efeitos, os líderes dos EUA não só deve agir dentro das fronteiras dos EUA, mas também investir em comunidades no estrangeiro - e os ecossistemas que dependem - para que eles, também, pode superar o impacto da mudança climática. Estes investimentos são tão crítico como reduzir a nossa pegada de carbono.
Não há solução mágica. Mas, em parcerias com as comunidades mais atingidas, já estamos utilizando uma série de estratégias bem-sucedidas - de desenvolver melhores sistemas de irrigação em terra devastada pela seca, a plantação de amortecedores naturais, como manguezais para proteger as comunidades costeiras contra tempestades, para fortalecer a segurança alimentar, mantendo recifes de coral forte o suficiente para sobreviver a temperaturas de aquecimento do mar.
Para as nações mais pobres e mais vulneráveis do mundo, essas ações pode literalmente significar a diferença entre a vida ea morte. Para os americanos, o dinheiro investido em todo o mundo para ajudar comunidades a lidar com o impacto da mudança climática contribui diretamente para a nossa segurança e nosso modo de vida. Estudos têm demonstrado que salvar pelo menos sete dólares em alívio de desastres para cada US $ 1 investido em prevenção de desastres.
Medidas de adaptação e financiamento confiáveis são necessárias imediatamente para lidar com os efeitos das alterações climáticas de hoje, bem como aqueles que serão sentidos por décadas.
O custo a curto prazo não vai ser barato. Mas se não agirmos agora, vamos pagar um custo muito maior no futuro - em dólares e em vidas.

No seu orçamento, o presidente Barack Obama pediu 334 milhões dólares para ajudar a proteger os alimentos, água e outros recursos naturais ameaçados em todo o mundo. Este é um bom começo, mas será necessário mais.
Os senadores agora trabalham sobre a legislação bipartidária para reduzir a poluição de gases com efeito de estufa devem também assegurar o financiamento está disponível para proteger as pessoas ea natureza das alterações climáticas.
Como o Congresso continua a debater energias limpas e legislação climática, os nossos líderes eleitos têm a oportunidade de demonstrar, mais uma vez, a liderança dos Estados Unidos como um defensor da saúde da economia global ea estabilidade política.
Ao investir em comunidades saudáveis e ecossistemas ao redor do mundo, não só podemos ajudar aqueles que estão mais vulneráveis, também podemos manter as comunidades da América e modo de vida forte e seguro aqui em casa.

Raymond C. Offenheiser é o presidente da Oxfam América. Mark Tercek é o presidente e CEO da The Nature Conservancy.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Entrevista com Sueli Furlan sobre Educação Ambiental nas escolas

Para a especialista, os gestores precisam experimentar iniciativas, mesmo que pontuais, em busca de uma escola sustentável


Aquecimento global, tsunamis, créditos de carbono. Essas expressões, que hoje estão presentes no cotidiano das pessoas, eram desconhecidas do público no final da década de 1990, época em que os Parâmetros Curriculares Nacionais foram publicados. Segundo a professora da Faculdade de Geografia da Universidade de São Paulo, Sueli Furlan, o volume do PCNs que aborda o tema transversal meio ambiente já trazia os embriões dessas questões ambientais que, no século 21, ganharam escalas mundiais. Nesta entrevista, ela fala dos novos temas que devem ser abordados em sala de aula e da importância dos gestores assumirem o desafio de transformar suas instituições em escolas sustentáveis.
Que novas questões surgiram sobre o tema transversal meio ambiente desde a publicação dos PCNs?
Sueli Furlan As questões ambientais ganharam uma nova roupagem nesta década. Em 1997, quando foram publicados, os PCNs levaram os professores a pensar nos conteúdos de meio ambiente de modo a construir uma postura cidadã e formar um sujeito mais comprometido com seu espaço, com a sua vida, com seus limites dentro do planeta. Isso era bastante inovador para a época.

Anos depois, o debate sobre meio ambiente ganhou outro volume, tanto do ponto de vista temático - passando a incluir questões como o aquecimento global em escala planetária - quanto em escala nacional. Após os PCNs, foram criadas leis voltadas para a temática ambiental, como a que estabelece o Sistema Nacional de Áreas Protegidas e a lei do Estatuto da Cidade - um documento importante que organiza o ambiente urbano. Dentro das novas legislações, encontramos princípios focados no controle ambiental e fica fácil perceber que a sociedade passou lidar com as questões ambientais de uma maneira diferente.
Na sua avaliação, atualmente o tema meio ambiente está mais presente nas escolas?
Sueli Furlan A questão ambiental surgiu na sociedade, e não na escola, e foi escolarizada depois. Contudo, não podemos afirmar que o tema esteja suficientemente enraizado na escola, temos ainda muita coisa pra fazer.

Uma das limitações que existe refere-se ao ponto de vista metodológico. As pessoas sabem muito sobre o tema meio ambiente, mas não sabem atuar para resolver os problemas. Há uma grande diferença entre falar sobre o tema e fazer Educação Ambiental. Em geral, a mídia e os professores já falam bastante sobre questões ambientais, mas precisam avançar em direção à Educação Ambiental, que envolve mudança de valores e atitudes dos adultos e ensino desses novos valores e atitudes para as crianças na escola.

Como é possível fazer isso em sala de aula?
Sueli Furlan Para avançar em direção à Educação Ambiental é importante definir o âmbito de atuação dos professores e saber com clareza até onde, de fato, a escola pode agir. Tomando como exemplo a questão do lixo - tema muito presente nas escolas - é comum ver projetos que acabam frustrando os alunos por mostrarem a eles uma realidade em que não conseguem interferir. Eles começam com a compreensão de um processo e o entendimento do que é o resíduo. Em seguida, estudam como fazer a coleta, como separar o lixo, como ele é constituído, o que é um aterro sanitário, o que é um sistema integrado de tratamento. Quando vão colocar em prática o que aprenderam, notam que a cidade não tem sistema reciclagem porque o poder público não tem uma política para a área. Ou seja, a escola ensina de um jeito, o aluno vê que lá fora a realidade é outra e acaba achando que o que ele aprendeu não serve.

Por isso, é preciso saber a limitação que se tem e deixá-la clara aos alunos. Eles podem compreender a dimensão do problema. Podem, sim, ser pessoas menos perdulárias com o desperdício de recursos. Mas precisam também, num caso como este que eu exemplifiquei, aprender como o cidadão deve agir, caso não haja políticas públicas efetivas voltadas para a resolução de questões ambientais. Mobilizar um grupo para pressionar a prefeitura, participar de movimentos, ONGs, são alguns exemplos de outros níveis de ação, que não vão necessariamente tratar o lixo em si, mas levam a compreender melhor a complexidade real do problema e como agir de maneira mais articulada.

Qual é o papel do gestor escolar nesses projetos?
Sueli Furlan Hoje, seria muito interessante que os gestores escolares assumissem o compromisso de transformar a escola em exemplo de sustentabilidade, com uso responsável de recursos, no consumo de energias, na manutenção dos equipamentos, na utilização dos materiais, com a qualidade de vida e do ambiente na escola. O que se deseja idealmente é que as pessoas possam perceber-se no mundo e possam lidar com as questões ambientais a ponto de querer transformar o seu próprio modo de viver e seu modo de interagir com os recursos existentes. E a escola deveria ser um lugar privilegiado para que essa percepção acontecesse.

Que iniciativas simples poderiam tornar a escola mais responsável do ponto de vista ambiental?

Sueli Furlan A escola muitas vezes trabalha com questões macro para discutir grandes problemas ambientais, e não consegue ir além do que a mídia já faz: informar sobre o problema. É necessário, então, pensar em pequenas atitudes concretas. Um exemplo está na quantidade de mobiliário quebrado que a gente vê nas escolas e ninguém toma uma providência. Aquilo é recurso natural que está lá. Quase toda escola tem um lugar onde são guardados esses móveis. As pessoas até fazem projetos e identificam isso como um problema, mas não percebem que resolvê-lo é muito importante. A mesma coisa acontece com o desperdício de água e energia, que podem ser projetos de solução de um probleminha muito micro, muito pontual, mas na temática do meio ambiente, o pontual é sempre parte de uma totalidade. Cada um com o seu trabalho pontual é capaz de promover uma grande mudança.

fonte:  revista escola

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Neide Nogueira fala sobre Educação Ambiental no Brasil

por 

 

Qual a distorção mais comum na Educação Ambiental?
Neide Nogueira  >
O maior pecado de quem acha que está fazendo Educação Ambiental, e não está, é acreditar que apenas o estudo de textos e a circulação de informações é suficiente. Outro é fazer trabalhos pontuais, sem continuidade e sem permanência. Por exemplo, realizar uma série de ações somente na semana de Meio Ambiente, eventualmente numa data comemorativa, ou organizar um seminário desprovido de um processo contínuo de formação. Tudo isso ajuda, é melhor do que nada, mas não é suficiente.

Tratar a Educação Ambiental apenas com projetos didáticos é um bom caminho?
Neide Nogueira >
Projeto é uma boa modalidade. O problema é que raramente os professores trabalham o projeto de forma integrada. Acaba ficando postiço. Você tem a aula planejada de uma forma e o projeto à parte. Acaba o projeto ambiental e não fica nada.

Para você, como seria uma Educação Ambiental ideal? Neide Nogueira > Antes de tudo, é preciso diferenciar Educação Ambiental e ensino sobre Meio Ambiente. Os conteúdos em si, os conceitos de ecologia, a Geografia e as Ciências já trazem. Outra coisa é fazer um trabalho que tem a ver com mudança de valores, atitudes e práticas. E isso é muito mais difícil, é preciso pensar uma didática que favoreça isso. Não adianta só ler textos e ver filmes. Temos que incluir situações práticas com as quais os alunos se envolvam. Precisa pensar a escola como parte do ambiente, considerar o consumo dos recursos, o reaproveitamento, o desperdício, procurar funcionar de um jeito sustentável. E, para isso, tem que envolver também a gestão escolar. É um trabalho complexo. Ter um coordenador pedagógico faz toda a diferença. Tudo isso mexe com a estrutura da escola.

Qual é o principal desafio conceitual da Educação Ambiental?
Neide Nogueira >
Ela propõe que os alunos adotem posturas e valores que são o contrário do que a maioria da sociedade faz e afirma. Por exemplo, ensina que é preciso reduzir o consumo, mas o que mais se vende na televisão é o consumo. A quantidade de consumo define o status social. Quando se quer que os alunos aprendam e adotem uma postura tão diferente do que está preestabelecido, a ação deve ser permanente.

É preciso falar de natureza o dia todo, em todas as aulas?
Neide Nogueira >
A discussão sobre a temática não precisa estar presente o dia inteiro, não é uma pregação religiosa. Mas a postura que se quer estabelecer pode e deve ser trabalhada o tempo todo, como atuar em equipe, cooperar entre si. Um dos alicerces dos problemas ecológicos é a competição, a idéia de levar vantagem sobre tudo. Uma reflexão ética também é fundamental e pode estar sempre presente na escola.

A Educação Ambiental deve estar em todas as disciplinas? Neide Nogueira > É preciso ter certo cuidado. As diferentes áreas e os diferentes conteúdos se relacionam de diferentes formas com o ambiental. Nem tudo é compatível. A articulação não é possível com todos os conteúdos de todas as áreas. Pode ficar forçado. Trabalhar em História as relações dos diferentes povos com o meio ambiente é legal, há uma relação mais direta. Já em Língua Portuguesa ou Matemática, a abordagem é outra. O tema meio ambiente forma um contexto de uso e significado para o conteúdo estudado, como na atividade de medir o desmatamento na região e comparar com o limite permitido. Na área de Ciências, os próprios conceitos já fazem parte do currículo. Importante é ter em mente que todos os professores podem trabalhar com o assunto de forma transversal, desde que haja um planejamento conjunto, orientação e uma avaliação que leve em conta algumas metas. O que acontece muito é apenas a escolha de um tema gerador, e cada professor vai usar isso por dois meses para ensinar sua disciplina. Só que ninguém agüenta, passa um bimestre e você já começa a desalinhar. Aí não faz sentido.

fonte: revista nova escola - edicao  213 - em 06/2008-(novaescola@atleitor.com.br)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Ainda há tempo


















Programa CicloVivo entrevista a arquiteta e ambientalista Nina Orlow

O Programa CicloVivo desta semana entrevista a arquiteta, integrante das Agendas 21 locais de São Paulo e da Rede Nossa São Paulo, Nina Orlow. Com uma vasta experiência na área ambiental, Nina falará sobre a importância da participação da sociedade na busca por um país mais sustentável.
A arquiteta e urbanista integra hoje o grupo de trabalho da área de meio ambiente da rede Nossa são Paulo, que trabalha através da união entre o poder público e a sociedade civil e privada, na busca de condições melhores para a cidade.
Nina também é muito reconhecida pelo trabalho realizado com a Agenda 21, que é um documento resultante da Conferência Eco-92, realizada no Rio. O documento tem como objetivo fazer com que os países reflitam sobre as maneiras de solucionar os problemas sócio-ambientais. Seguindo esse modelo, a cidade de São Paulo possui Agendas 21 Locais, cuja proposta é adequar a Agenda à realidade, condições e situações da cada região.
O terceiro foco da entrevistada dessa semana são os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que surgiram a partir da Agenda 21 e tem oito alvos a serem atingidos, na busca por um mundo melhor. Entre os objetivos estão a erradicação da pobreza, combater a AIDS e outras doenças, garantir a sustentabilidade ambiental e muitas outras coisas.
Esses e outros temas serão debatidos e apresentados no Programa CicloVivo desta quarta-feira (1), que vai ao ar no canal de TV pela internet allTV, das 15h às 16h.




fonte: CicloVivo - Postado em 30/11/2010 ás 17h26

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