sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Parede de revistas

Algumas pessoas têm mania de fazer coleção de tudo, desde tampinha de garrafa a conchas do mar. Mas chega um momento em que é necessário deixar a energia fluir e se desfazer dessas quinquilharias. Mas o que fazer com estes objetos que já foram tão queridos? Se forem revistas – muitas delas –, aqui vai uma ideia do escritório de arquitetura sueco Elding Oscarson. Em um de seus projetos, uma agência de design gráfico em Estocolmo, foi criada uma parede cheia de revistas. O interessante é que o foco está na lombada e no calhamaço de folhas, dando um efeito de edições empilhadas. Abaixo, alguns ângulos do ambiente.













fonte: revista casa e jardim online

Lindas casinhas para pássaros feitas de papelão

Casas ecológicas para passarinhos são feitas com material reciclado e tinta biodegradável
Quem não gosta de acordar com o canto dos passarinhos do lado de fora da janela? Para isso, é preciso atrair os bichinhos para perto de casa. Instalar uma casinha para eles no jardim pode ser um bom começo. Melhor ainda se a peça for amiga da natureza. A marca norte-americana Greenbird House é especializada no assunto e vende casinhas feitas com papel reciclado e decoradas com tinta biodegradável, produzida à base de soja. Para que o objeto não se deteriore com o tempo, ele recebe um tratamento que o deixa resistente à água das chuvas.
fonte: Casa e Jardim Online

Vasos de PVC

Os tradicionais canos de PVC usados nas construções ganharam utilidade decorativa. O plástico rígido serviu de matéria-prima para vasos de flores. A coleção, que leva o nome de Pretty Vases Colection, é fruto de uma parceria das empresas francesas FX Balléry e Domeau&Pérè. Os acessórios, com várias opções de cores, dão um visual descontraído para ambientes residenciais. A proposta também pode ser uma boa ideia para quem está montando a casa nova e não pretende gastar muito.

fonte: revista casa e jardim online

Pisca-pisca com garrafas PET e caixas de ovos

Que tal dar uma renovada no seu pisca-pisca antes de expor o enfeite na janela?
A loja online The Green Hub dá duas ideias interessantes e sustentáveis. Em uma delas, cada ponto de luz é envolto em pedaços de garrafas PET recortadas como pétalas e moldadas.


Na outra, foi utilizada caixa de ovo.

fonte: reivsta casa e jardim online

Parede de PET

Escritório no Japão usou garrafas para criar paredes recicladas.
Ser sustentável não é só economizar energia elétrica ou separar o lixo. É ter ideias criativas para reutilizar materiais que iriam para o lixo e transformá-los em obras de arte. Este foi o pensamento dos donos da Danone Waters, no Japão, implementado pelo Klein Dytham arquitetura. As paredes do escritório da empresa são feitas de garrafa PET empilhadas da própria marca, proporcionando uma boa qualidade na iluminação do ambiente e baixíssimo custo na mão-de-obra.




fonte: http://revistacasaejardim.globo.com/Revista/Common/0,,EMI120838-16938,00-PAREDE%20DE%20PET.html

Luz consciente: luminária feita com PETs

Olhando assim, nem parece que essa luminária de mesa foi feita apenas com dez garrafas PET e papelão reciclado. O trabalho é da designer britânica Sarah Turner. Ela recortou o fundo das embalagens e dobrou as tiras para trás, deixando o plástico em um formato parecido com o de uma flor. No centro, uma lâmpada ilumina a peça inteira. A parte interna da base foi construída com papelão. Cada abajur sai por 280 libras, sem contar os custos de transporte e entrega, que variam de acordo com a localidade. Sarah também faz luminárias de tamanho grande, usando embalagens maiores de refrigerante. O modelo pode ser encomendado para mesa (340 libras) ou para o chão (360 libras).

fonte: http://revistacasaejardim.globo.com/Revista/Common/0,,EMI108398-16802,00-LUZ%20CONSCIENTE%20LUMINARIA%20FEITA%20COM%20PETS.html

Banco revestido com teclas

O que mais dá para fazer com teclas de um computador, além de digitar? Revestir um banco, por exemplo. O designer canadense Nolan Herbut criou um móvel de madeira e revestiu toda a peça com cerca de 2 mil teclas. Os botões podem ser pressionados de verdade, afundando e fazendo o barulho de digitação. “O efeito tátil permite uma interação com o banco porque você se relaciona com ele de um jeito muito próximo e íntimo enquanto pressiona as teclas”, diz o designer.

Garrafas PET

Garrafas PET podem ser reaproveitadas de muitas maneiras, mas dá para pensar que elas seriam o material principal na construção de uma casa? A residência sustentável, batizada de La casa de botellas, foi criada pela família Santa Cruz e fica em Puerto Iguazú, na Argentina. Paredes, móveis, colunas, varanda... Tudo é feito de material reutilizado. Apesar de não serem profissionais da arquitetura, os membros da família criaram uma forma de estruturar as garrafas, sem perder a simetria. Além disso, Alfredo Santa Cruz, o chefe da família, construiu uma casa parecida, mas em versão menor, para sua filha brincar na área externa.
No projeto, foram utilizadas 1200 garrafas de plástico para as paredes, outras 120 para os sofás e mais 200 para as camas. A família também reaproveitou 1300 caixinhas tipo Tetra Pack para o teto e 140 capas de CDs para as portas e janelas. Como se tudo isso não fosse suficiente, os Santa Cruz ainda oferecem cursos para famílias pobres, ensinando as mesmas técnicas de construção.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Golfinhos

Nossos lindos golfinhos....

http://www.dailymail.co.uk/news/article-1251711/Every-dolphins-gone-surfin-Stunning-pictures-hundreds-glide-monster-waves.html

"O educador ambiental ensina por suas atitudes", por Rita Mendonça

Divulgadora no Brasil de uma nova metodologia de educação ambiental, a bióloga e socióloga Rita Mendonça acredita que o professor deve explorar a natureza com os alunos e compartilhar com eles suas impressões

Para resolver os problemas ambientais, é necessário mais do que separar o lixo para reciclagem ou fechar a torneira enquanto se escova os dentes. Refletir sobre o nosso comportamento e as relações que temos com a natureza e com as pessoas também é parte fundamental desse processo na opinião de Rita Mendonça. Bióloga e socióloga, ela é co-fundadora do Instituto Romã, entidade sediada em São Paulo que representa no Brasil a Sharing Nature Foundation - organização não-governamental americana dedicada à educação ao ar livre. Rita abrasileirou a metodologia de ensino da Sharing, baseada em dinâmicas e jogos seqüenciais. O objetivo é levar os participantes a concentrar a atenção, a aguçar a percepção e a ter um contato mais profundo com a natureza, já que a experiência é essencial para a mudança de comportamento em relação ao mundo. Educadores estão sendo formados pelo Instituto Romã para trabalhar com essa perspectiva em um programa que une teoria e muita prática, em viagens a campo. "O professor já sabe muita coisa sobre o tema, mas precisa experimentar o que ensina", diz Rita. Nesta entrevista concedida a NOVA ESCOLA, ela explica esse novo conceito de educação ambiental.

NOVA ESCOLA: Como nasceu a educação ambiental?
Rita Mendonça: Durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente realizada em Estocolmo, na Suécia, em 1972, a sociedade tomou conhecimento dos problemas ambientais e os governos definiram que a saída para mudar o mundo seria a educação. Foi necessário criar o termo educação ambiental porque nos afastamos da natureza. Os processos educativos ficaram racionais e a escola descuidou dos sentimentos, das sensações e das relações em sala de aula, esquecendo o ar, a água, o corpo, o bairro, a cidade, o planeta. Ora, se a educação ambiental pretende resolver os problemas ambientais pela formação das pessoas, é preciso usar ferramentas transformadoras. Uma delas é o aprendizado seqüencial.

O que é o aprendizado seqüencial em educação ambiental?
É uma pedagogia que desenvolve a percepção de alunos e professores. A proposta consiste em uma seqüência de atividades, em quatro fases, que deve ser aplicada em espaços naturais - na praça, no parque, na praia, na montanha, no mangue e até mesmo no jardim da escola.

Como se dá, na prática, esse aprendizado?
A primeira fase, Despertar Entusiasmo, é formada por jogos que servem para criar interação e harmonia no grupo. Uma das dinâmicas é realizada em uma área com diferentes espécies de árvore. O professor escolhe uma que tenha uma aparência atraente - um salgueiro ou um pinheiro, por exemplo - e imita a forma dela com seu corpo. Observando o professor, as crianças tentam reconhecer qual é a árvore escolhida. A segunda, Concentrar a Atenção, é o foco da metodologia: visa promover a concentração da turma e acalmar a mente. Os exercícios despertam o interesse em ouvir os sons da natureza e perceber diferentes temperaturas e cheiros. A terceira, Experiência Direta, desenvolve a percepção das diferenças entre os elementos da natureza. Em uma das brincadeiras, os alunos, de olhos vendados, sentem uma árvore pela textura, pela forma e pelo cheiro. Depois, de olhos abertos, eles têm que reconhecer, na mata, qual é aquela árvore. Essa interação aguça a intuição e a percepção. Na última fase, Compartilhar, os estudantes dividem suas impressões sobre o que fizeram durante essas aulas contando histórias, fazendo desenhos, poesias coletivas e individuais e haicais.

Como é o trabalho do educador no aprendizado seqüencial?
Ao explorar a natureza com as crianças, ele aplica cinco regras da educação ao ar livre. A primeira é ensinar menos e compartilhar mais. Isso torna qualquer visita mais agradável, porque a criança se cansa de ficar apenas ouvindo. A segunda é ser receptivo, perceber o que os alunos estão pedindo e humanizar as relações. A terceira é se concentrar, porque não dá para fazer nada se a turma não estiver atenta. A quarta regra é experimentar primeiro e falar depois. Nem tudo precisa ser explicado. É importante dar ao professor e às crianças tempo para encantar-se com detalhes que ainda ninguém viu e compartilhar o que todos estão sentindo. Por fim, criar um ambiente leve, alegre e receptivo, onde todos se sintam bem. O trabalho visa fazer alunos e professores perceberem o que estão sentindo, pois o sentimento influencia a maneira de compreender e pensar. É mais fácil discordar de uma idéia se você está irritado. Quando está feliz, tende a ser mais receptivo.

Professores de todas as disciplinas podem ser educadores ambientais?
Sim. O professor de Ciências tem muita informação sobre a natureza e acaba fazendo um trabalho mais explicativo. Mas o fundamental para qualquer professor é educar principalmente pelo que ele é, por suas atitudes, e não apenas pelo conhecimento que tem da matéria. As crianças aprendem muito pela imitação. O bom professor diz aquilo em que de fato acredita. Ele refletiu sobre o conteúdo que leciona e fala do assunto com convicção, fazendo uma confissão por meio da Física, da Matemática, da Língua Portuguesa.

O professor está preparado para ser um educador ambiental?
Especialmente preparado, porque é um educador. Mas, se ele quer se engajar na questão ambiental, deve começar pensando na sua vida, no seu comportamento e na sua relação com o próprio corpo e com a natureza. O contato mais direto que temos com ela é pela alimentação. Então, ele deve analisar a relação entre o que come, o ambiente e o modo como monta seu cardápio, por exemplo. Uma maneira de fazer isso é pensar sobre o ciclo que aquele alimento percorreu, desde sua origem até chegar à mesa. É importante também refletir sobre o que consome e como se relaciona com o mundo à sua volta. O professor pode ainda perceber como se sente na frente de uma vitrine. Tem vontade de comprar? Fica frustrado se não pode? Analisa por que necessita daquilo? Esse exercício dá uma grande bagagem, equivalente à que ele acumularia em vários cursos. É só aprender a usá-la.

Qual o benefício de a escola proporcionar uma vivência na natureza?
Em contato com a natureza percebemos que temos uma existência em comum. Quanto mais unificamos as relações entre nós e o ambiente, mais harmônica é nossa vida. Na nossa proposta pedagógica, o professor não ensina o que é natureza e não a descreve, mas relaciona-se com ela e compartilha com os alunos o que para ele faz sentido nessa experiência. O encantamento dos estudantes pelo tema vem dessa troca com o professor, que motiva a turma a querer aprender. O relacionamento entre eles se torna mais intenso e sincero, as mentes se acalmam e a concentração de todos melhora.

A questão ambiental tem caráter filosófico?
O problema ambiental é resultado de uma crise de percepção. Se queremos resolver essa crise, temos de melhorar nosso entendimento sobre o mundo. Assim, criamos um território fértil para encontrar soluções, e a escola pode ajudar nisso. Durante as aulas, promovemos momentos de diálogo - o que é muito diferente do debate -, em que os estudantes conversam, analisando o que pensam sobre aquele assunto e procurando entender o que está acontecendo em nosso planeta. Esse é um exercício de observação de nossa forma de pensar e das dificuldades de aceitar opiniões diferentes.

Qual é a origem dos problemas ambientais?
Os biólogos chilenos Humberto Maturana e Francisco Valera e a historiadora austríaca Riane Eisler sustentam a idéia de que os problemas ambientais surgiram há 7 mil anos, com o fim das culturas "matrísticas" - o termo vem da palavra matriz e se refere à mulher - e o surgimento das culturas patriarcais. Na cultura matrística, a relação com a natureza e com as pessoas da comunidade e de outros povos era estabelecida por limites e de forma harmônica. Os povos se viam como parte do ambiente e a complexidade estava nas relações e não nas questões materiais. A cultura patriarcal surgiu na Mesopotâmia, quando o homem começou a desejar dominar o meio e outros povos. Hoje, temos o mesmo conflito: aceitar os limites impostos pela natureza sabendo que somos 6 bilhões e que vivemos em um planeta só ou atender ao desejo de ter uma vida confortável e consumir cada vez mais?

Por que a tecnologia e a ciência não conseguiram resolver esses problemas?
Albert Einstein dizia que nós não conseguimos solucionar um problema permanecendo no mesmo nível de consciência em que ele foi criado. Veja o exemplo do lixo: começamos a criar substâncias artificiais que a natureza não reconhece. Daí, desenvolvemos tecnologias de reciclagem que imitam com muita limitação o ciclo da natureza, mas não resolvem a questão. A confiança na tecnologia faz as pessoas consumirem sem compromisso. Hoje, o volume de produção de lixo é desproporcional ao que é possível reciclar. Então, a reciclagem nunca solucionará a questão, porque a indústria vai criar novas substâncias e as pessoas vão consumir cada vez mais achando que tudo pode ser reciclado.

BIBLIOGRAFIA
• À sombra das árvores - transdisciplinaridade e educação ambientela em atividades extraclasse, Rita Mendonça e Zysman Neiman, 167 págs., Ed. Chronos, tel. (11) 3081-8429, 26 reais
• Conservar e criar - natureza, cultura e complexidade, Rita Mendonça, 256 págs, Ed. Senac, tel. (11) 2187-4450, 42 reais





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