sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Of Forests and Men [US - Edward Norton]

http://www.youtube.com/watch?v=-HSaAlPRN-c

Yann Arthus-Bertrand was appointed by the United Nations to produce the official film for the International Year of Forests. 
Following the success of Home which was seen by 400 million people, the photographer began producing a short 7-minute film on forests made up of aerial images from Home and the Vu du Ciel television programmes.
This film will be shown during a plenary session of the Ninth Session of United Nations Forum on Forests (24 January - 4 February 2011) in New York. It will be available to all from February 2 -- for free -- so that it can be shown worldwide.

With the voice of EDWARD NORTON.

www.goodplanet.org/forets



domingo, 22 de julho de 2012

Estado e União investem R$ 1,5 bilhão na Hidrovia Tietê-Paraná

O recurso será usado para projeto de modernização e ampliação dos 800 km do trecho paulista
(menos caminhoes nas ruas de São Paulo)

O governador Geraldo Alckmin e a presidenta da República Dilma Rousseff assinaram nesta terça-feira, 13-set-11, em Araçatuba, o Protocolo de Intenções para investimentos em obras na hidrovia Tietê-Paraná, administrada pelo Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo (DH). O documento representa a liberação de mais de R$ 1,5 bilhão para a implantação de programa para realização de melhorias na hidrovia.
  
Do montante total, R$ 900 milhões são provenientes do PAC 2 e R$ 600 milhões do governo estadual. O recurso será usado para projeto de modernização e ampliação dos 800 km da Tietê-Paraná no trecho paulista, de um total de mais de 2.400 km em toda a hidrovia, que transportou, em 2010, 5.776 milhões de toneladas de cargas como milho, soja, óleo, madeira, carvão e adubo.

 "O investimento será destinado para eliminar os gargalos, as pontes estreitas, para abrir o canal, garantir três metros de profundidade em toda a hidrovia, os atracadouros de espera nas eclusas e melhora das eclusas e, pela primeira vez, a rodovia vai andar. Ela vai crescer 55 km, chegando a Piracicaba, a Artemis, onde encontra com a ferrovia e, numa segunda etapa, Salto, com mais 200 km", declarou Alckmin.

 O investimento, previsto para o período de 2011 a 2014, destina-se a obras com objetivo de eliminar gargalos, como ampliação de vãos de pontes, melhoria nas eclusas e retificação e dragagem de canais. Estas ações permitirão a atração de cerca de 11,5 milhões de toneladas de cargas para a hidrovia, o que representa o dobro da movimentação de hoje.

 O plano contempla a extensão da navegação nos rios Tietê e Piracicaba e implantação de terminais na hidrovia. Além disso, estão previstas construção da barragem de Santa Maria da Serra, que permitirá ampliar a navegação em 55 km até o distrito de Artemis, em Piracicaba, e extensão de 200 km entre Anhembi até Salto. Neste trecho está prevista ainda a construção de barragem no município de Anhembi, que possibilitará a passagem das embarcações, principalmente no período de estiagem, até Conchas.

 Quatro pontes terão os vãos ampliados, o que permitirá o tráfego de composições de até quatro barcaças. São elas: SP-333 (Cafelândia, Novo Horizonte); SP-425 (Penápolis e José Bonifácio); Ferrovia Ayrosa Galvão (Pederneiras) e SP-595 (Ilha Solteira, Pereira Barreto). Esta ação diminuirá a viagem em até duas horas por ponte, e reduzirá em cerca de 20% os custos de transportes.
  
O montante contempla ainda a modernização dos terminais hidroviários de Araçatuba, que permitirá a intermodalidade com a SP-463, e de Rubinéia, com a SP-320 e a Estrada de Ferro - EF 364. Serão realizadas ainda obras para a substituição das pontes existentes na SP-191 sobre o Rio Tietê e Piracicaba por pontes estaiadas e serviços de dragagem e retificação dos canais de Conchas, Anhembi, Botucatu, Igaraçu do Tietê, Ibitinga e Promissão, além de melhorias na infraestrutura das eclusas de Bariri, Ibitinga, Promissão, Nova Avanhandava e Três Irmãos.
  
Meio ambiente

 A implantação do programa e a utilização dos rios para o transporte beneficiará o meio ambiente. "A expectativa do governo do Estado com este investimento na hidrovia é promover equilíbrio para a matriz de transportes paulista, que é predominantemente rodoviária. Além de colaborar para desafogar o trânsito nas estradas, diminuirá a quantidade de acidentes e roubos de carga e promoverá economia na manutenção das rodovias e custos de pedágio e de combustível", explica Casemiro Tércio, diretor do DH. As intervenções reduzirão ainda a emissão expressiva de dióxido de carbono CO2 (gás que colabora com o efeito estufa), contribuindo para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

 A Hidrovia Tietê-Paraná conecta cinco dos maiores estados produtores de grãos, (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraná). Os investimentos beneficiarão a economia brasileira e a agroindústria.
  
Ainda nesta terça, no Palácio dos Bandeirantes, o governador e a presidenta assinam termo de compromisso que permitirá a liberação de R$ 1,72 bilhão para a construção do trecho Norte do Rodoanel Mario Covas.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Dia de Proteção as Florestas

Se fossemos conscientes de nossa resposabilidade com o planeta não seria necessário termos um dia para proteger nossas florestas.


Mas mesmo assim, vamos nos mobilizar, somente a sociedade civil tem a força para a mudança de paradigmas.

Eliane Sena

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Pequim já não sabe o que fazer com o lixo - 21/06/2009 07h01

http://mais.uol.com.br/view/1575mnadmj5c/pequim-ja-nao-sabe-o-que-fazer-com-o-lixo-0402386EDC994346?types=A&

Norman Gall: ‘Falta de água na China causará mais conflitos do que comunismo’


Com 19% da população global, a China abriga um terço das cidades que estão no ranking das que mais sofrem com escassez de água e possui 16 dos 20 municípios mais poluídos do mundo, em termos de recursos hídricos. Paralelo ao problema, a densidade demográfica do país não para de crescer e, até 2030, a demanda por água dobrará. Para Norman Gall, diretor executivo do Instituto Braudel, a falta do recurso causará na China mais conflitos do que o comunismo já provocou até hoje e enfraquecerá o país na economia global
Por Débora Spitzcovsky - Planeta Sustentável - 30/05/2012

 Nas últimas três décadas, a China cresceu, em média, 10% ao ano, tornando-se a segunda maior potência econômica do mundo e com grandes chances de subir para a primeira posição nos próximos cinco ou dez anos. Tamanho desenvolvimento, no entanto, pode ter um preço alto: "Por mais de dois mil anos, a gestão em larga escala da água foi uma ferramenta extremamente necessária para o crescimento da nação chinesa. Mas o que foi força no passado está se transformando em fonte de fraqueza", disse Norman Gall, jornalista norte-americano e diretor executivo do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, durante a palestra A crise da água na China, apresentada na FAAP, dia 29 de maio.

O especialista fez uma imersão de seis semanas na potência oriental com o objetivo de analisar os desafios da questão da água no país e chegou a seguinte conclusão: "A escassez do recurso é mais aparente a cada dia e, claramente, ameaça a sobrevivência do povo chinês. A falta de água causará mais conflitos do que o comunismo já provocou até hoje no país e enfraquecerá a China no cenário econômico global", afirmou.

As previsões de Gall são baseadas nos números. Atualmente, com 19% da população global - cerca de 1,3 bilhão de habitantes -, a China abriga um terço das cidades que estão no ranking mundial das que mais sofrem com escassez de água e possui 16 dos 20 municípios mais poluídos do mundo, em termos de recursos hídricos. Além disso, desde a década de 90, o câncer é a principal causa de morte no país - sobretudo o de fígado, por conta da água poluída - e a necessidade de buscar água cada vez mais fundo, nos poços subterrâneos, está fazendo a China afundar, literalmente. "Já existem no país poços com cerca de mil metros de profundidade e o bombeamento de água que está sendo feito para suprir a demanda é mais rápido do que a capacidade da natureza de repor o recurso. Como consequência, a terra afundou cerca de dois metros em aproximadamente 50 cidades da China e, inclusive, está ameaçando o funcionamento das ferroviais de alta velocidade do país, sobretudo a linha Xangai-Pequim", contou Norman.

A situação é ruim e a tendência é piorar. "Até 2025, a população da China ganhará mais 400 milhões de pessoas. É o dobro da população do Brasil. E, até 2030, a demanda por água duplicará, com relação a 1980. Se as pessoas já sofrem hoje com a falta de água, imaginem na próxima década. As contas simplesmente não fecham", disse Norman, que completa: "O problema está, apenas, no começo. Eu desejo ao povo chinês sorte".

NEM TUDO ESTÁ PERDIDO

Gesner Oliveira, professor da FGV-SP e ex-presidente da Sabesp, também participou da palestra A crise da água na China e disse não acreditar na tese malthusiana de que a população crescerá e faltarão recursos para todos. "Os números chineses são assustadores, mas eles são capazes de enfrentar o problema, se derem uma grande guinada rumo à inovação tecnológica", afirmou Gesner.

Para o professor, superar a crise de água na China e em tantos outros países que também sofrem com o problema, em menor ou maior escala - como Brasil, Índia e Bangladesh -, depende, essencialmente, de dois processos:

- a precificação da água, somada à conscientização para o uso racional do recurso e

- o estímulo a um ciclo produtivo.

 "Muitos governos são relutantes em cobrar a água de acordo com seu real custo. Assim, cria-se uma ideia errônea de que o recurso é livre, o que causa um grave problema de fornecimento", disse Gesner. "O preço, claro, não é tudo. Mas quando vemos na rua alguém lavando a calçada com uma mangueira e, pior, mirando em uma folhinha para jogá-la no bueiro, percebemos que algo está errado. A água está muito barata".

Quanto ao estímulo a um ciclo produtivo, Gesner explica que desperdiçamos o recurso em seu processo de produção e descarte. "No geral, perde-se 40% da água em sua produção. Se investíssemos em eficiência e diminuíssemos esse índice de perda pela metade, aumentaríamos a oferta em 33%. Além disso, devemos reaproveitar a água que vai para o ralo, transformando-a em recurso de reuso. Até o lodo dessa água pode ser reutilizado para a fabricação de materiais de construção, geração de energia e produção de fertilizantes", disse. "É tudo uma questão de gestão, planejamento e educação", concluiu.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Brasil será sede do Dia Mundial do Meio Ambiente de 2012


Nairóbi (Quênia), 22 de fevereiro de 2012 – O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) anunciou hoje que o Brasil, dono de uma das economias que crescem mais rápido no mundo, será a sede das celebrações globais do Dia Mundial do Meio Ambiente (WED, na sigla em inglês), comemorado anualmente no dia 5 de junho.

O tema deste ano: “Economia Verde: Ela te inclui?” convida o mundo a avaliar onde a Economia Verde está no dia-a-dia de cada um e estimar se o desenvolvimento, pelo caminho da Economia Verde, abrange os resultados sociais, econômicos e ambientais necessários em um mundo de 7 bilhões de pessoas, que deve chegar a 9 bilhões de pessoas em 2050.

O Brasil foi sede do WED em 1992, durante a Cúpula da Terra, quando chefes de Estado, líderes mundiais, oficiais de governo e organizações internacionais se encontraram para reorientar, recalibrar e traçar um caminho rumo ao desenvolvimento sustentável.

“Ao celebrar o WED no Brasil em 2012, estamos voltando às raízes do desenvolvimento sustentável contemporâneo para criar um novo caminho que reflita as realidades, mas também as oportunidades do novo século”, declarou Achim Steiner, Subsecretário Geral da ONU e Diretor Executivo do PNUMA.

“Três semanas após o WED, o Brasil recebrá a Rio+20, onde líderes mundiais e nações se reencontrarão para desenhar um futuro que faça do desenvolvimento sustentável uma prática bem-sucedida – um futuro que pode fazer crescer economias e gerar trabalhos decentes sem pressionar os limites do planeta”, adicionou.

O Brasil tem o quinto maior território do mundo, com quase 8,5 milhões de Km2 onde vivem mais de 200 milhões de pessoas, o que o torna o quinto país mais populoso do mundo.

Em anos recentes, o Brasil deu grandes passos para resolver problemas como o desmatamento da Amazônia por meio do monitoramento da região.

Estimativas mostram que o Brasil alcançou uma redução significativa de gases causadores de efeito estufa como resultado da redução das taxas de desmatamento.

Segundo o relatório do PNUMA chamado Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza, o Brasil tem tido uma posição de destaque na construção de uma economia que inclui a reciclagem, a energia renovável e a geração de empregos verdes.

A indústria de reciclagem do Brasil gera um retorno de dois bilhões de dólares, ao passo que reduz as emissões de gases de efeito estufa em dez milhões de toneladas.

Só no Brasil, na China e nos Estados Unidos, a reciclagem, em todas as suas formas, já emprega doze milhões de pessoas.

O Brasil é também líder na produção sustentável de etanol como combustível de veículos e está se expandindo em outras formas de energia renovável como a eólica e solar.

Recentemente, a construção de 500.000 novas casas com instalações de paineis solares no Brasil gerou 300 mil novos empregos.

“Nós estamos muito felizes por sediar as celebrações globais pelo meio ambiente. O Dia Mundial do Meio Ambiente no Brasil será uma grande oportunidade para apresentar os aspectos ambientais do Desenvolvimento Sustentável nas semanas que antecedem a Conferência Rio+20”, declarou a Ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, que esta semana está participando da Sessão Especial do Conselho Administrativo do PNUMA em Nairóbi, Quênia.

“A história do Brasil, com a complexidade de sua economia diversa e dinâmica, a sua riqueza de recursos naturais e seu atual papel nas relações internacionais, oferece uma perspectiva única por meio da qual um resultado amplo e transformador se tornará possível na Rio+20”, adicionou Achim Steiner. “O forte comprometimento do Brasil com a equidade social e seu papel de destaque entre economias desenvolvidas e em desenvolvimento, pode guiar e moldar debates”.

“O conceito contemporâneo de desenvolvimento sustentável nasceu no Brasil e podemos considerar que o potencial que esse modelo apresenta para responder a desafios e oportunidades futuras será definido no Brasil daqui a quatro meses”, completou Steiner.

As celebrações do WED no Brasil, na semana do dia 5 de junho, é parte de milhares de eventos que acontecem no mundo todo. O WED 2012 vai enfatizar o modo como ações individuais podem ter um impacto exponencial, com uma variedade de atividades que vão desde uma maratona até mutirões de limpeza, competições entre blogueiros, exibições, seminários, campanhas nacionais e internacionais e muito mais.

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