sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Brasil: 10º país mais atraente para investir em renováveis


Ranking da Ernst & Young lista os melhores países para investimentos em energia eólica, solar, geotérmica e de biomassa. Brasil ocupa o 10º lugar no ranking, enquanto China, Alemanha e EUA são os melhores colocados


A consultoria Ernst & Young acaba de lançar a última edição de 2012 do Índice de Atratividade dos Países em Energias Renováveis. A publicação lista, a cada três meses, as 40 nações mais atraentes para investimentos em energia eólica, solar, geotérmica e de biomassa e, dessa vez, quem levou a melhor foi a China.

Em uma escala de 0 a 100, o país fez 69,6 pontos, sendo o mais indicado para receber investimentos em energias renováveis. A produção eólica foi apontada como a mais atraente para negócios na nação asiática, entre as quatro opções avaliadas pela consultoria, com nota 76.

A segunda posição do ranking ficou com a Alemanha, que tirou nota 65,6 e, pela primeira vez em 2012, ultrapassou os Estados Unidos no quesito atratividade para investimentos em energias renováveis. A "nação do Tio Sam" ocupa, agora, a terceira colocação, com nota 64,5, sendo que a produção solar, com 70 pontos, foi classificada como a melhor opção para investimentos.

O Brasil não está tão bem colocado no ranking. Com 50,5 pontos, nosso país é considerado o décimo mais atraente para investimentos em energias renováveis, sendo que as melhores opções são, respectivamente:
- biomassa, com nota 54;
- eólica, com 52 pontos;
- solar, com nota 48 e
- geotérmica, com 24 pontos.

Em agosto, na segunda edição de 2012 do ranking, o Brasil havia subido uma posição, ocupando o nono lugar no ranking. Confira o último Índice de Atratividade dos Países em Energias Renováveis na íntegra, em inglês.


fonte: Débora Spitzcovsky, Planeta Sustentável - 18/12/2012

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Destino certo para o lixo


Quem costuma separar os materiais para a reciclagem está habituado a seguir as quatro cores - amarelo (metal), azul (papel), verde (vidro) e vermelho (plástico) -, além de reservar o conteúdo orgânico. Mas o que fazer com lâmpadas e remédios, por exemplo? Todos os resíduos precisam ser encaminhados corretamente para os locais de descarte: ensinamos quais eles são neste guia


Dados divulgados em setembro deste ano pelo Compromisso Empresarialpara Reciclagem (Cempre) apontam que 27 milhões de brasileiros, em 766 municípios, contam com a coleta seletiva. Se sua cidade ainda não tem oserviço, separe o lixo mesmo assim - catadores de rua, cooperativas, associações de moradores e ONGs podem cuidar para que os resíduos sejam eliminados da forma certa. Uma prática que vigora desde agosto de 2010, com a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), é a logística reversa: ela define que as empresas são responsáveis por recolher seus produtos após o descarte pelo consumidor. Isso significa que a mesma marca que vende um eletrônico deve recebê-lo de volta ou indicar o que fazer com ele. A regra vale para fabricantes de pilhas, baterias, pneus, lâmpadas fluorescentes, eletrônicos e seus componentes. Abaixo, damos todos os detalhes para você fazer sua parte com consciência. 

RECICLÁVEL X NÃO RECICLÁVEL 
Para o processo de reciclagem acontecer, não é necessário lavar nada antes. No entanto, é higiênico retirar o excesso de resíduos do recipiente, principalmente se ele ficar armazenado por algum tempo. "Embalagens sujas de leite, açúcar ou doces podem atrair ratos e baratas. Por isso, sugerimos que as peças fiquem na pia durante a lavagem da louça", indica Ana Maria Domingues Luz, presidente do Instituto Gea. "Mas nada de usar água limpa exclusivamente para isso!", ela completa. Tem material que é fácil separar, mas há outros nada óbvios. Na dúvida, consulte esta lista. 

METAL 
Recicláveis: folha de flandres (é o aço revestido de estanho das latas de óleo, sardinha, creme de leite etc.), latas de aerossol (verifique, antes, se estão vazias), latas de bebidas, papel-alumínio limpo, tampas de garrafa. 
Lixo comum: clipes, esponjas de aço, grampos, tachinhas. 

PAPEL 
Recicláveis: caixas de papelão, cartazes, cartolinas, embalagens longa vida, envelopes, jornais, papéis de escritório. Antes de dispensar livros e revistas, procure doá-los a bibliotecas ou escolas, ou leve-os a sebos. 
Lixo comum: caixa de pizza com resíduos, celofane, extrato de banco, etiquetas adesivas, fotografias, guardanapo, notas fiscais, papel-carbono, papel de fax, papel higiênico, papéis plastificados, papel vegetal.

PLÁSTICO 
Recicláveis: canos, copos, embalagens, frascos de produtos de limpeza e higiene pessoal, garrafas PET, potes, sacos, sacolas, tubos. 
Lixo comum: cabos de panela, embalagens metalizadas de alimentos (como as de salgadinho), espuma sintética, fraldas descartáveis. 

VIDRO 
Inteiro ou em cacos, os produtos - recicláveis ou não - devem ser enrolados em jornal ou papelão para evitar acidentes. 
Recicláveis: copos, garrafas, frascos em geral, potes alimentícios. 
Lixo comum: boxe de banheiro, cerâmicas, cristais, espelhos, lâmpadas incandescentes, lentes de óculos, louças refratárias, porcelanas, vidros de janela. 

E O QUE FAZER COM ESTES ITENS? 
Celulares 
Antes de se desfazer do aparelho antigo, veja se há possibilidade de conserto ou, se ele estiver em boas condições de uso, guarde-o paraemergências, como roubos e quebras de outros celulares. Mas, se doar o eletrônico para alguém ou tiver de jogar fora mesmo, tenha em mente duas questões: apagar as informações pessoais antes de passá-lo para a frente e fazer o descarte da maneira certa, já que esses equipamentos levam metais pesados em sua composição, especialmente na bateria.


Fonte: Diana Yuri, Minha Casa - 12/2012

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

64% dos brasileiros não têm acesso à coleta seletiva

Pesquisa da WWF-Brasil revela que mais da metade da população do país ainda não conta com coleta seletiva em suas residências. Entre aqueles que não possuem acesso ao serviço, 85% se dizem dispostos a separar os resíduos corretamente, se tiverem onde depositá-lo


De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), os municípios brasileiros têm menos de dois anos para terminar com os lixões e implementar a coleta seletiva em todo o seu território, mas pesquisa divulgada nesta quarta-feira (28) aponta que a meta está longe de ser cumprida.

De acordo com o estudo Consumo Sustentável*, feito pelo Ibope a pedido da WWF-Brasil, 64% dos brasileiros ainda não possuem acesso à coleta seletiva em suas residências. A notícia não é boa, principalmente porque a vontade da população de cuidar de seus resíduos corretamente é grande: 85% das pessoas que não contam com o serviço estão dispostas a separar o lixo em casa, desde que tenham um lugar para depositá-lo.

A situação ainda piora. De acordo com a pesquisa, os brasileiros que já possuem acesso à coleta seletiva não são atendidos 100% pela prefeitura. Em metade dos casos o serviço ainda é feito de forma informal, por catadores de rua, cooperativas, associações ou pontos de entrega voluntários, o que prova que os governos municipais ainda têm muito trabalho pela frente, se quiserem cumprir as determinações da PNRS no prazo.

FALTA CONHECIMENTO
Além da ausência do serviço de coleta seletiva, o brasileiro também está carente de informação. Uma em cada três pessoas entrevistadas pelo Ibope não faz ideia do destino do lixo que é produzido em sua casa, depois que ele é colocado para fora.

E mais: muitos não sabem quais são os resíduos que precisam ser descartados de forma especial, por apresentarem algum risco ao meio ambiente e à saúde das pessoas. Apenas 19% da população sabe como descartar embalagens aerossóis corretamente, por exemplo, enquanto 78% e 73% não fazem ideia de como jogar fora remédios e óleo de fritura, respectivamente.

Confira, na íntegra, a pesquisa Consumo Sustentável, que foi encomendada pela WWF-Brasil, no âmbito do Programa Água Brasil.



fonte: Débora Spitzcovsky, Planeta Sustentável - 28/11/2012

sábado, 5 de janeiro de 2013

Baixa coleta limita biodiesel com óleo residual de fritura


Produção evita que resíduos cheguem ao meio ambiente, mas requer mudanças para aproveitar mais o óleo
por Júlio Bernardes, Agência USP - 08/11/2012


Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), de janeiro a agosto de 2012, cerca de 0,6% do biodiesel produzido no Brasil foi proveniente de óleos residuais, volume que equivale a aproximadamente 10,2 milhões de litros de combustível. "Os óleos residuais provenientes de processos de fritura são rejeitos produzidos diariamente nos grandes centros urbanos, tanto em estabelecimentos comerciais (como bares, padarias, restaurantes, hotéis, shoppings, redes de fast-food, etc) como também nas residências", diz Arruda Botelho.

A pesquisa foi orientada pela professora Suani Teixeira Coelho, do IEE, e teve apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O processo de produção convencionalmente adotado para a produção de biodiesel utiliza catalisadores alcalinos, o que exige que os óleos ou gorduras utilizados tenham baixos níveis de acidez. "Caso contrário, haverá a formação excessiva de sabões, prejudicando o rendimento e até mesmo a viabilidade do processo", conta o pesquisador.

Durante o processo de fritura, os óleos e gorduras sofrem um processo de degradação que eleva o seu nível de acidez e, dependendo do estado de degradação em que se encontra o óleo residual, ele pode se tornar inadequado para a produção de biodiesel por intermédio do processo convencional.

"Nesses casos, o óleo residual deve ser submetido a uma etapa de pré-tratamento para reduzir o seu nível de acidez, e depois, pode ser submetido ao processo convencional de produção de biodiesel", observa Arruda Botelho.

De acordo com o economista, existem catalisadores e processos alternativos capazes de converter óleos e gorduras com elevado nível de acidez em biodiesel, entretanto, eles ainda são pouco utilizados em escala industrial. "Há também a opção de adicionar pequenas quantidades de óleos residuais aos óleos virgens utilizados pelas usinas, de modo que a qualidade final do óleo como um todo não seja comprometida para o uso no processo convencional", acrescenta.

MATÉRIA PRIMA 
Arruda Botelho conta que os óleos residuais de fritura constituem uma matéria-prima muito heterogênea, e podem conter uma série de compostos químicos resultantes da degradação do óleo e uma série de contaminantes que podem comprometer a viabilidade do processo de produção e a qualidade do biodiesel produzido. "Por exemplo, existem estabelecimentos utilizam óleo para fritar apenas alguns tipos de alimentos e que monitoram rigorosamente a qualidade do óleo utilizado, descartando-o quando o mesmo começa a demonstrar sinais de degradação. O óleo residual proveniente desses estabelecimentos é de boa qualidade para a produção de biodiesel", ressalta.

"Por outro lado, também existem estabelecimentos que utilizam óleo para fritar os mais diversos tipos de alimentos, e que reutilizam o mesmo óleo por diversas vezes sem monitorar o seu estado de degradação", afirma o pesquisador. "O resultado pode ser um óleo residual com elevado nível de degradação e com uma série de contaminantes que podem comprometer a qualidade do biodiesel".


No Brasil, é crescente o número de iniciativas voltadas à coleta e ao aproveitamento dos óleos como insumo para a produção de biodiesel, destaca Arruda Botelho. "A coleta geralmente é feita por meio de empresas e cooperativas especializadas, que coletam o óleo descartado em pontos de maior concentração (como restaurantes, redes de fast-food e estabelecimentos comerciais em geral) e também em pontos de entrega voluntária, nos quais os cidadãos descartam o óleo consumido em suas residências", conta. "O óleo passa por um processo de triagem e de remoção de resíduos, e depois, é vendido para as usinas produtoras de biodiesel".

O economista ressalta que apesar das iniciativas crescentes que estão surgindo no Brasil e dos resultados favoráveis, a viabilização da produção de biodiesel a partir de óleos residuais de fritura em escala industrial requer uma escala muito maior de coleta desse material. "Isso exige maior coordenação e tecnificação das atividades relacionadas à logística de coleta e armazenamento dos óleos descartados, que ainda é muito incipiente no País", observa.




sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Notícias - Orgânicos

Material fornecido pelo grandiosos amigo eng. agrônomo Flavio Murilo de Freitas da empresa Macota. abração, José Vitor
 

Segundo estudo francês, orgânicos são mais nutritivos

Dica de fonte de informação:
Eucalipto: o verde enganador - Reflexões sobre o avanço irrefreado da monocultura do eucalipto e os imensuráveis impactos ambientais e sociais dele defluentes, por Wagner Giron de la Torre (Defensor Público no Estado de São Paulo e Coordenador da Defensoria Regional de Taubaté).
Disponível em: http://pratoslimpos.org.br/?p=342

1. Anvisa recomenda banimento de endossulfam e acefato
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou o banimento de uso, em todo país, do ingrediente ativo endossulfam, agrotóxico utilizado no cultivo de algodão, cacau, café, cana de açúcar e soja. A indicação, publicada na Consulta Pública 61, nesta sexta-feira (4), prevê, ainda, a suspensão da importação e do registro de novos agrotóxicos a base dessa substância.
Já para o ingrediente ativo acefato, a Consulta Pública 60 da Agência, também desta sexta-feira (4), apontou para a proibição imediata de uso nas culturas de amendoim, batata, brócolis, citros, couve, couve-flor, cravo, crisântemo, feijão, fumo, melão, pimentão, repolho, rosa e tomate. O acefato só poderá ser usado em algodão e soja, até a data de 31 de outubro de 2013.
A Anvisa também recomendou a proibição de uso doméstico e em jardinagem do acefato e restringiu a ingestão diária aceitável do produto de 0,03 mg/Kg de peso corpóreo/dia para 0,0008 mg/kg de peso corpóreo/dia. Essa substância não poderá ser aplicada de forma manual e costal (bombas nas costas).
As restrições de uso desses dois ingredientes ativos de agrotóxicos são baseadas em estudos que apontam graves danos de saúde relacionados ao uso dessas substâncias. Além disso, o acefato e endossulfam já foram banidos em vários países do mundo.

Consultas Públicas
Até o final das Consultas Públicas, que ficam abertas por 60 dias, os agrotóxicos a base de acefato e endossulfam podem continuar a ser utilizados. A revisão dos dados toxicológicos e a consequente continuidade ou não do registro somente pode ocorrer durante o processo de reavaliação.
As contribuições às Consultas Públicas 60 e 61 podem ser feitas pelo site da Anvisa, pelo e-mail toxicologia@anvisa.gov.br, pelo fax (61) 3462-5726 ou pelo endereço Agência Nacional de Vigilância Sanitária / Gerência-Geral de Toxicologia, SIA, Trecho 5, Área Especial 57, Lote 200, Brasília-DF, CEP 71205-050. Informações: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa.

2. Forças no Congresso atuam contra conquistas ambientais
Os maiores agressores da natureza no Legislativo são os setores da agropecuária, energia e infraestrutura. Levantamento do Congresso em Foco mostra as vitórias destes grupos nas disputas com os preservacionistas
As forças contrárias aos movimentos ambientalistas atuantes no Congresso colecionam vitórias importantes nas disputas com os preservacionistas. Levantamento feito pelo Congresso em Foco mostra que quase um quinto das matérias votadas de fevereiro de 2007 até julho deste ano tem efeito negativo para o meio ambiente, de acordo com critérios estabelecidos por organizações e especialistas em sustentabilidade. No total, os parlamentares apreciaram 53 iniciativas que mantêm alguma relação com o tema. Dessas, oito medidas provisórias e dois projetos de lei são considerados contrários aos interesses ambientais. Entre elas estão mudanças na lei de biossegurança. A maior afronta contra a biossegurança do país também é resultado de medida provisória do Executivo, votada no início desta legislatura. A Lei 11.460/2007, resultante da MP 327 , dispõe sobre o plantio e comercialização de organismos geneticamente modificados (transgênicos). A lei é considerada por ambientalistas como um novo estímulo à introdução dos transgênicos no país. Ela diminui a distância mínima obrigatória entre os plantios de transgênicos e as unidades de conservação e reduz de dois terços para maioria simples o quorum necessário da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para aprovar a liberação comercial de organismos geneticamente modificados.
Ambientalistas argumentam que as pesquisas científicas ainda não conseguiram mensurar os riscos do consumo de transgênicos e, portanto, o governo brasileiro deveria agir com maior cautela na liberação desses produtos. Em junho deste ano, um grupo de 86 entidades da sociedade civil enviou à ministra Dilma Rousseff, que é presidente do Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS), uma carta aberta pedindo a suspensão do plantio de milho transgênico em todo o país. Na carta, eles afirmavam que “alertas referentes ao descontrole e às consequências que decorriam da liberação dos transgênicos estão todos se confirmando” e que o governo brasileiro perdeu o controle sobre os transgênicos.
Leia a íntegra da matéria do Congresso em Foco, de 12/08/2009, em:
 
3. Comissão Europeia admite permitir que países membros proíbam transgênicos
Em campanha pela reeleição ao cargo de presidente da Comissão Europeia, o português José Manuel Barroso declarou-se aberto à possibilidade de permitir que países do bloco proíbam individualmente os organismos transgênicos. O tema tem sido objeto de duras disputas ao longo dos últimos anos e Barroso é fortemente criticado pelos políticos e movimentos ambientalistas por tentar facilitar a introdução dos organismos transgênicos no bloco. Atualmente seis países proíbem o único cultivo transgênico autorizado na Europa (o milho Bt MON 810), medida que vem sendo combatida pela Comissão Europeia (ver Boletins 432, 448 e 450 ). A declaração de Barroso, entretanto, não convenceu os ambientalistas. Segundo eles, a permissão para os países proibirem os transgênicos seria concedida em troca da aprovação de processos simplificados para a autorização de novas variedades transgênicas no bloco. Para os Verdes, os riscos ambientais dos transgênicos são uma questão que ultrapassa a fronteira entre os países e não estará resolvida apenas permitindo que países membros mantenham suas proibições.
Com informações de: Agra-News.com, 08/09/2009. http://www.agra-net.com/

4. Povoado rural na Argentina é Zona Livre de Agrotóxicos e Transgênicos
Os produtores orgânicos da localidade Las Calles, no Vale de Traslasierra, no estado argentino de Córdoba, estão festejando a aprovação de uma resolução local que declara o lugar como Zona Livre de Agrotóxicos e Transgênicos. A norma, que foi proposta pela Associação de Pequenos Produtores Orgânicos, promove o controle de pragas através de preparados naturais. A resolução ainda convida as demais localidades e municípios do Vale de Traslasierra a adotar legislações similares.
Este vale está localizado no centro do país, no oeste do estado de Córdoba, e é composto por 20 povoados. Uma de suas atividades principais é o turismo. Las Calles, localizada no centro do Vale, tem uma antiga tradição agrícola. Sua população tenta preservar a agricultura orgânica e controlar o aumento desmedido do turismo na região.
Fonte: Agência Pulsar, 04/09/2009. http://www.agenciapulsar.org/nota.php?id=15757

Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Um novo relatório da Agência Francesa para a Segurança dos Alimentos (AFSSA) concluiu que alimentos orgânicos são melhores para a saúde e contém menos pesticidas e nitratos, que têm sido ligados a uma série de problemas de saúde incluindo diabetes e mal de Alzheimer. Andre Leu, Presidente da Federação Orgânica da Austrália, disse que a avaliação crítica, exaustiva e atualizada sobre a qualidade nutricional dos alimentos orgânicos indica que eles têm taxas mais elevadas de minerais e antioxidantes. “O estudo da AFSSA foi publicado na revista científica Agronomy for Sustainable Development, uma publicação reconhecida cujos conteúdos são revisados por pares, o que assegura que ele apresenta padrões científicos rigorosos”, disse Leu.

Os principais apontamentos do estudo da AFSSA são os seguintes:
  1. Produtos de plantas orgânicas contêm mais matéria seca (maior densidade nutricional);
  2. Têm níveis mais altos de minerais;
  3. Contêm mais antioxidantes como os fenóis e o ácido salicílico (conhecido por proteger contra cânceres, doenças do coração e muitos outros problemas de saúde);
  4. Há poucos resultados documentados sobre níveis de carboidratos, proteínas e vitaminas;
  5. 94-100% dos alimentos orgânicos não contêm nenhum resíduo de agrotóxicos;6. Vegetais orgânicos contêm muito menos nitratos, cerca de 50% menos (altos teores de nitrato estão ligados a uma série de problemas de saúde incluindo diabetes e mal de Alzheimer);
  6. Cereais orgânicos contém níveis similares de micotoxinas em relação aos convencionais.
Em 2001, a AFSSA estabeleceu um grupo de especialistas para desenvolver uma avaliação crítica e exaustiva da qualidade nutricional e sanitária dos alimentos orgânicos. A AFSAA diz que seu objetivo foi alcançar os mais altos padrões de qualidade científica em sua avaliação. Os artigos científicos selecionados para análise se referem a práticas agrícolas bem definidas e certificadas, e apresentaram as informações necessárias sobre desenho da metodologia, parâmetros de medidas válidos e amostragens e análises estatísticas válidas. Depois de mais de dois anos de trabalho envolvendo cerca de 50 especialistas de todas as áreas específicas incluindo a agricultura orgânica, o consenso final do relatório foi publicado em língua francesa em 2003. O relatório publicado na revista científica, em inglês, é na verdade um resumo deste estudo, e outras partes relevantes têm sido publicadas desde 2003. As conclusões deste estudo são diferentes das que foram recentemente apresentadas pela Agência de Qualidade de Alimentos do Reino Unido, que foi amplamente criticado por especialistas internacionais pelo uso de metodologia falha e conclusões que contradizem seus próprios dados  

Fonte:
Food Magazine, 03/09/2009.
O relatório completo da AFSSA pode ser encontrado em:
*********************************************************
Campanha Brasil Ecológico Livre de Transgênicos e Agrotóxicos
Este Boletim é produzido pela AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia e é de livre reprodução e circulação, desde que citada a AS-PTA como fonte.  Para os números anteriores do Boletim, clique em: http://www.aspta.org.br/por-um-brasil-livre-de-transgenicos/boletim/

Participe! Indique este Boletim para um amigo e nos envie suas sugestões de notícias, eventos e fontes de informação.
Se houvesse alguma coisa no ar
Se houvesse alguma coisa no vento
Se houvesse alguma coisa nas árvores ou arbustos
Que pudesse ser pronunciada e tenha sido ouvida pelos animais,
Que esse Conhecimento Sagrado retorne a nos.
Flávio Macota
http://www.macota.com.br/
http://blog.macota.com.br/

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

video, mercy mercy me - Marvin Gaye


Nesta musica, mercy mercy me (the ecology), Marvin Gaye já falava dos problemas ecologicos na decada de 70.


Oh, mercy mercy me
Oh, things ain't what they used to be
No, no
Where did all the blue sky go?
Poison is the wind that blows
From the north, east, south, and sea
Oh, mercy mercy me
Oh, things ain't what they used to be
No, no
Oil wasted on the oceans and upon our seas
Fish full of mercury
Oh, mercy mercy me
Oh, things ain't what they used to be
No, no
Radiation in the ground and in the sky
Animals and birds who live nearby are dying
Oh, mercy mercy me
Oh, things ain't what they used to be
What about this overcrowded land?
How much more abuse from man can you stand?
My sweet Lord
My sweet Lord
My sweet Lord

http://www.youtube.com/watch?v=EMuWmU1iNJo

Reinoud Meijer: a importância de olhar para o todo


O educador europeu Reinoud Meijer, aposta em uma educação que faça o jovem olhar para o mundo de maneira mais integral


Você defende que a educação instigue um olhar integralista. O que você entende por uma visão integral?
Se você observar a ideia que se tem em relação a quem é um profissional, vai perceber que para ser profissional é preciso saber mais sobre menos, é necessário um zoom numa área em especial. E esse zoom é essencial para conhecer mais sobre um assunto específico. O problema é quando se perde o propósito que conecta a especialidade com o todo, com a pergunta "como está nossa sociedade hoje?". Quando penso nisso, sempre me lembro do nosso olho. Por meio do olho, a gente vê. Mas, se o olho apenas "visse", ficaríamos cegos. Ele só é importante para o corpo porque, ao mesmo tempo em que desempenha a função da visão, está conectado com nosso sistema corporal, a serviço do funcionamento de um organismo incrivelmente maior.


Você poderia dar um exemplo disso?
Imagine dois trabalhadores da área de construção. Perguntamos para cada um deles: o que você está fazendo? Um responde: estou levantando tijolos. O outro, que está na mesma atividade, diz: estou construindo uma catedral. Se você conecta sua atividade com o todo, sua postura diante do mundo muda totalmente.

Seu programa de aprendizagem é voltado a jovens interessados em empreendedorismo social. Como suas ideias sobre educação se conectam com isso?
O YIP (Youth Initiative Program, ou Programa de Iniciativa Jovem) não dá respostas para os jovens. Convidamos as pessoas que estão vivendo questões específicas e ao mesmo tempo relacionadas com a realidade como um todo para dialogar com eles durante várias semanas [além de convidar gente inspiradora para conversar com os jovens, o YIP pede que desenvolvam projetos pessoais, colaborem com a comunidade e façam um intercâmbio como voluntários em um projeto social]. Encorajamos todos a ter questões e permanecer com elas. Se há uma questão, isso deixa você ativo.

fonte: André Gravatá é um dos membros do projeto Educ-ação,  Vida Simples - 11/2012


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Feliz 2013



Que 2013 seja com muita paz, alegria, amor e harmonia!

Que vejamos GAIA como nossa UNICA casa... tratando-a com respeito, carinho e amor!



terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Biologia da casa



por Kátia Stringueto, Bons Fluidos - 12/2012


Biologia da casa
Espaços ventilados, com a devida insolação e bem distribuídos são vitais numa construção. Mas há outras qualidades que uma morada deve ter se quiser ser o melhor lugar do mundo



Mais do que bonita, mais do que sustentável, uma casa pode ser saudável. É o que defende um time de profissionais que se reuniu recentemente em São Paulo durante o III Congresso Internacional de Geobiologia e Biologia da Construção. Em foco, como o nome já diz, está a geobiologia, área que estuda o impacto do espaço sobre a qualidade de vida. Como se fosse uma medicina do hábitat, pronta para diagnosticar e curar algumas patologias da construção, esse conceito faz a ponte entre a saúde e o local habitado. "De aspectos técnicos, como a distribuição da planta, a escolha dos materiais e os princípios da boa arquitetura, a fatores menos convencionais, como a poluição eletromagnética e a existência de fendas ou veios d¿água subterrâneos, tudo afeta o morador", explica o geobiólogo Allan Lopes, coordenador do evento. Com base nisso, se você tem dificuldade para pegar no sono, vive estressado e ou não consegue se concentrar no escritório, é bom prestar atenção no teto que o abriga. Às vezes, o mal-estar vem de um projeto doente.

EFEITOS NA SAÚDE
A explicação não é tão misteriosa assim. Em 1982, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu o termo Síndrome do Edifício Enfermo para prédios em que cerca de 20% dos ocupantes apresentam sintomas como fadiga, dor de cabeça, tosse seca, coriza e ardor nos olhos - sinais que desaparecem quando as pessoas se afastam do local e dos poluentes químicos, físicos e microbiológicos resultantes da má conservação dos filtros do ar-condicionado, do acúmulo de substâncias tóxicas e dos ácaros dali.

Na concepção da geobiologia, essa definição só é um pouco mais abrangente e analisa também as energias sutis do terreno antes de dar um veredito sobre quão saudável é uma casa ou edifício erguido sobre ele. "Há estudos científicos provando que torres de transmissão celular provocam alterações fisiológicas. Outras pesquisas, mais empíricas, indicam que as fissuras e os veios d¿água subterrâneos causam perturbações que levam ao estresse. Dependendo da intensidade, a saúde pode ficar bastante comprometida", diz Allan.

O arquiteto e urbanista recifense Ormy Hütner Júnior que o diga. Especialista em construções sustentáveis e na detecção de patologias de obras civis - como problemas de impermeabilização -, ele resolveu investigar mais a fundo os efeitos das tais energias do terreno sobre a saúde. "Na faculdade, assisti a uma palestra do Mariano Bueno, espanhol especialista em geobiologia, e desde então tenho procurado usar esses conceitos no meu trabalho", conta.

As construções sustentáveis buscam empregar matérias-primas ecológicas, sem substâncias nocivas (seja na tinta, no carpete ou na cola usada). A bioconstrução incorpora isso e agrega um diagnóstico sobre as eventuais radiações eletromagnéticas que podem ser emitidas.

"Toda radiação afeta o metabolismo humano. É como se nossas células entrassem em ressonância com essa alteração iônica. Isso cria um estímulo desgastante e, com o tempo, debilita o sistema imunológico", explica Hütner. "O radônio, por exemplo, resultado da decomposição de átomos radioativos, sobe pelas fissuras geológicas até chegar à superfície da terra, e há estudos que o associam ao câncer de pulmão", acrescenta.


CORREDOR DA FLORESTA

CORREDOR DA FLORESTA Nas plantações em larga escala, como as de cana e soja, é comum serem utilizadas técnicas intensivas de manejo, como agroquímicos, que são capazes de esterilizar o solo e impedir a colonização por outras plantas e animais. Mesmo assim, esses desertos ainda podem funcionar como corredores entre florestas, permitindo o intercâmbio das espécies que nelas vivem 

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TEMPO PARA REGENERAR Os desertos de pínus e eucaliptos (foto acima), criados, principalmente, pela indústria de papel e celulose, possuem um ciclo de vida extenso. Depois de plantados, têm de sete a 20 anos de vida até serem cortados, o que, de acordo com Vera Lex Engel, professora do Departamento de Recursos Naturais da Unesp, é tempo suficiente para a regeneração de espécies nativas e até a colonização por animais 

CONSULTORIA Vera Lex Engel, professora do Departamento de Recursos Naturais da Universidade Estadual Paulista (Unesp/Botucatu)

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