terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Aprenda a Purificar o Ar de Casa de Forma Ecológica


Você sabia que é possível purificar o ar que você respira? Isso em casa ou no seu trabalho. Sim é possível. Nada de filtros mirabolantes e grandes aspiradores de ar. Mas sim, pequenas plantas que ajudam e muito a melhorar a qualidade do ar que você respira.  Se você mora em São Paulo, fique preocupado, pois a qualidade do ar a cada dia só piora, e com a chegada do inverno muitas pessoas adquirem ou pioram sua saúde devido a qualidade do ar. 
Desta forma vamos mostrar algumas plantas que ajudarão a filtrar as toxinas presentes do ar.


1. Palmeira de Bambu : Ajuda a eliminar o formaldeído e também há quem diga que ele atua como um umidificador natural.

2. A famosa Espada de São Jorge: Serve para absorver os óxidos de nitrogênio e  o  formaldeído. Mas tome cuidado com as crianças. Esta planta é altamente tóxica se ingerida.
3. Palmeira: Uma das melhores plantas para a purificacão do ar. Ela ajuda na  limpeza do ar em geral, além de ficar muito bem com peça decorativa.

4. Planta aranha: Grande planta de interior para eliminar o monóxido de carbono e outras toxinas e impurezas. A Planta-aranha é uma das melhores plantas para a  eliminação de formaldeído do ar.

5. Lírio de paz: Esta poderíamos chamar de a mais limpa de todas.” Os lrios são frequentemente colocados no banheiro ou lavanderia. Uma vez que elas são conhecidas na remoção de esporos de fungos. Também conhecido para eliminar formaldeído e o tricloroetileno (é um hidrocarboneto clorado comumente usado como um solvente industrial ).

6. Gérbera: Esta maravilhosa flor elimina o benzeno no ar, são conhecidos para melhorar o sono ao absorver dióxido de carbono e emitem mais oxigênio durante a noite.
Estas pequenas dicas ajudam e muito a melhorar a qualidade de vida de muita gente, mas também é sempre bom lembrar que para melhorarmos a cada dia é sempre bom fazermos nosso papel de casa, tal como andar de bicicleta, andar de coletivo e andar a pé que além de bom para o bolso, faz muito bem ao coração, para as estrias e rugas. 



Fonte:
http://www.dicasverdes.com/2013/01/como-purificar-o-ar-de-casa-com-plantas/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+DicasVerdescom+%28Dicas+Verdes%29
Via > Engenharia Ambiental – Via Face

sábado, 26 de janeiro de 2013

Gaia querida, lutaremos por você !



"nosso crescimento econômico excessivo choca-se com os limites da finitude da biosfera. A capacidade de regeneração da Terra já não consegue acompanhar a demanda: o homem transforma os recursos em resíduos mais rápido do que a natureza consegue transformar esses resíduos em novos recursos. WWWF, relatório Planeta vivo 2006, p.2. "

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A irresponsabilidade socioambiental do poder público


04/01/2013, por Leonardo Boff

Em meados de janeiro de 2011 publiquei um artigo sobre a necessidade da responsabilidade socioambiental por parte do poder público como já existe  a responsabilidade fiscal, que funciona relativamente bem. Era em função do tsunami que se abateu sobre as cidades serranas de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis com cerca de 900 mortos e mais de 25 mil desabrigados: gente que perdeu familiares, as casas e pertences.

Passados dois anos, somente agora começou-se a construir algumas casas. Com indignação o digo: houve irresponsabilidade e desumanidade do poder público em vários níveis. Como se trata de gente do povo, a maioria pobre, socialmente não contam. Seu sofrimento não é sentido e respeitado. Ouvi de políticos a justificativa: “os pobres sabem se defender como sempre, eles se viram, é só esperar.”

Contra esse crime de lesa-humanidade e de total falta de sentido de solidariedade, precisamos nos indignar e protestar . E dá vontade de realizar o que um dia o bispo de 84 anos, muito doente, pastor, profeta e poeta, ameaçado de morte, em São Felix do Araguaia MT sugeriu: deveríamos  reunir crianças, poetas e loucos (pois esses Deus ouve) para amaldiçoar os responsáveis pela perpetuação da desgraça das vítimas.

Nestes inícios de janeiro do corrente ano assistimos outro tsunami em Xerém, no município de Caxias, logo no início da estrada que sobre para Petrópolis. A cabeça d’agua ocorrida no topo do morro, inundou o pequeno rio, criou uma onda de água, pedra, troncos e lama que arrasou casas, ceifou vidas e deixou centenas de desabrigados. Algo semelhante ocorreu em Angra dos Reis, e em menor escala em Petrópolis.

Mais que o poder político foi um cantor popular e artista Zeca Pagodinho que mantem casa e escola em Xerém que mais mobilizou a solidariedade das pessoas. Sabemos que o poder público só funciona como panela de pressão: só colocado sob pressão permanente, insistindo,  cobrando, chateando, incomodando, como a viúva da Bíblia, que ele abandona sua inércia  e deixa de usar os álibis da burocracia e começa a fazer alguma coisa. Assim deverá ser feito agora, caso contrário, assistiremos o mesmo drama pelo qual estão passando as cidades serranas.

O acúmulo de desastres socioambientais ocorridos nos últimos tempos, com desabamentos de encostas, enchentes avassaladoras e centenas de vítimas fatais junto com a destruição de inteiras paisagens, nos obrigam a pensar na instauração  de uma lei nacional de responsabilidade sócio-ambiental, como existe a lei de responsabilidade social, com pesadas penas para os que não a respeitarem.

Já se deu um passo com a consciência da responsabilidade social das empresas. Elas não podem pensar somente em si mesmas e nos lucros de seus acionistas. Devem assumir uma clara responsabilidade social.

Mas fique claro: responsabilidade social não é a mesma coisa que obrigação social prevista em lei quanto ao pagamento dos impostos, dos encargos e dos salários; nem pode ser confundida com a resposta social que é a capacidade das empresas  de criativamente se adequarem às mudanças no campo social, econômico e técnico. A responsabilidade social é a obrigação que as  empresas assumem de buscar metas que, a meio e longo prazo, sejam boas para elas e também  para o conjunto da sociedade na qual estão inseridas.

Não se trata de fazer para a sociedade o que seria filantropia, mas com a sociedade, se envolvendo nos projetos elaborados em comum  com os municípios, ONGs e outras entidades.

Mas sejamos realistas: num regime neoliberal como o nosso,  sempre que os negócios não são tão rentáveis, diminui ou até desaparece a responsabilidade social. O maior inimigo da responsabilidade social é o capital especulativo. Seu objetivo é maximizar os lucros das carteiras que controlam. Não vêem outra responsabilidade, senão a de garantir ganhos.

Mas a responsabilidade social é insuficiente, pois ela não inclui o ambiental. São poucos os que perceberam a relação do social com o ambiental. Ela é intrínseca. Todas empresas e cada um de nós vivemos no chão, não nas nuvens: respiramos, comemos, bebemos, pisamos os solos, estamos expostos à mudanças dos climas, mergulhados na natureza com sua biodiversidade, somos habitados por bilhões de bactérias e outros microorganismos. Quer dizer, estamos dentro da natureza e somos parte dela. Ela pode viver sem nós como o fez por bilhões de anos. Nós não podemos viver sem ela. Portanto, o social sem o ambiental é irreal. Ambos vêm  sempre juntos. Esta foi a grande tônica na Cúpula dos Povos no Rio em julho de 2012.

Isso que parece óbvio, não o é para a grande parte das pessoas. Por que tratamos a natureza como externalidade, quer dizer, aquilo não entra no cômputo dos negócios? A razão reside no fato de que somos todos antropocêntricos, isto é: pensamos apenas em nós próprios. A natureza é exterior como se não fôssemos parte dela. Por isso a super-exploramos.

Somos irresponsáveis face à natureza quando desmatamos, jogamos bilhões e litros de agrotóxicos no solo, lançamos na atmosfera, anualmente, cerca de 30 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa, contaminamos as águas, destruímos a mata ciliar, não respeitamos o declive das montanhas que podem desmoronar e matar pessoas nem observamos o curso dos rios com as margens que eles precisam, que nas enchentes podem levar tudo de roldão.

Não interiorizamos o fato de que cada ser e a Terra possuem valor intrínseco e por isso tem direitos. Nossa democracia não pode incluir apenas os seres humanos. Sem os outros membros da comunidade de vida, os animais, as plantas, os rios, os micro-organismos do solo, não somos nada. Eles valem como novos cidadãos que devem ser incorporados na nossa compreensão de democracia que então será uma democracia socioambiental. A natureza e as coisas dão-nos sinais. Elas nos chamam atenção para os eventuais riscos que podemos evitar.

Não basta a responsabilidade social, ela deve ser socioambiental. É urgente que o Parlamento cresça em consciência ecológica, desperte para a nova visão da relação homem-natureza-Terra e vote uma lei de responsabilidade socioambiental, imposta a todos os gestores da coisa pública. Só assim evitaremos tragédias e mortes como as ocorridas agora em Xerém, em Petrópolis e Angra dos Reis.

fonte: http://leonardoboff.wordpress.com/2013/01/04/a-irresponsabilidade-socioambiental-do-poder-publico/

por que abraçar as arvores?



Abrazar árboles para sanarnos
 Tanto las flores como los árboles tienen una radiación energética compatible con la de las personas. Esto quiere decir que podemos usar esa energía que las plantas nos brindan para energetizar nuestro propio sistema energético, el cual está formado por el campo áurico y los chakras principales y secundarios.
 Nuestros antepasados buscaban un árbol para abrazarse a su tronco, cuando se sentían angustiados o cargados de problemas. Por el tronco fluye la savia que da energía directamente de la tierra.
  En las técnicas orientales, como el chi-kung, hay una postura que se llama "abrazar el árbol". Esta posición estática alinea todos los huesos del modo más eficaz posible.
 Para los occidentales puede parecer algo ridículo, sin embargo, cada vez más naturópatas lo recomiendan.
 Es una forma gratuita de sentirse en comunión con la naturaleza.Cuando caminamos entre los árboles en un parque o un bosque, podemos llegar a sentir la energía que desprenden. Los celtas creían que cada árbol poseía un espíritu sabio y que sus rostros podían verse en la corteza de sus troncos y sus voces escucharse en el sonido de las hojas moviéndose con el viento.
  Los árboles nos ayudan a establecer contacto con el poder de la naturaleza, nos dan herramientas para sanarnos, relajarnos, fortalecernos, cargarnos de energía vital y son portadores de los mensajes de la madre Tierra.
  Existen cada vez más personas que han comprobado los beneficios de abrazar los árboles. Al revés que con las personas que al abrazarlas podemos notar pérdidas de energía debido a factores emocionales, con un árbol siempre notaremos que nos carga, nunca que nos descarga.
 No olvidemos que todo ser vivo es energía, y al igual que nosotros, los árboles tienen la suya propia, muchas veces entramos en sintonía y sentimos como fluye expresando nuestra sensación de bienestar, tranquilidad, serenidad, etc. Desde aquí queremos compartir la energía que te aporta cada árbol en concreto, porque cada uno tiene una característica, determinada por su especie, velocidad de crecimiento, entorno.
 
 ¿CÓMO CAPTAR LA ENERGÍA DE LOS ÁRBOLES?
La energía que emanan los árboles, al igual que la nuestra, es invisible al ojo físico, es lo que llamamos el aura, muy perceptible sensitivamente.
  El árbol al igual que las personas está emitiendo vibraciones energéticas constantemente y son perfectamente asimilables por el ser humano, se pueden absorber y podemos beneficiarnos de sus efectos.
 Existen dos formas fundamentales de captarla:
  A TRAVÉS DE LA ENERGÍA DEL ÁRBOL:
 Su extensión es más o menos grande según las características de cada árbol y su situación ambiental. Bastará penetrar en su radio de acción. Este tipo de energía se absorbe con el simple hecho de pasear por un bosque, conscientemente podemos aumentar su captación regulando nuestra respiración a un ritmo tranquilo y algo profundo.
 
  En la práctica, esto lo podemos hacer:
  1. Camina entre los árboles y escoge alguno que te llame la atención.
  2.   Acércate a él, obsérvalo y capta su energía, no trates de analizarlo mentalmente o de establecer un vínculo emocional. Sólo nota su tono vibratorio.
  3.  Tócalo al mismo tiempo que cierras los ojos, con tu mano izquierda. Reconoce su fuerza y su influencia en el entorno. Observa si es un árbol solitario o un pastor de árboles que tiene influencia sobre el colectivo. Capta si su energía es curativa, o si es protectora y amorosa, o si es sabia, o si es imponente en todo ese territorio o de cualquier otro tipo. Acepta esa energía sin más y pregúntate si deseas recargarte a ti mismo con esa fuerza.
  4. Establece contacto con la energía del árbol mediante tu corazón energético. Vacía tu ruido interno, fluye en el amor y escucha al árbol. Capta su espíritu. Preséntate con tu nombre y entra en un espacio donde la comunicación es energética y no sonora. Puedes pedir consejo sobre cualquier situación que necesites, cargarte de energía, relajarte o aceptar su sabiduría.
  5.  Escucha la en tu corazón, da las gracias, levántate y despídete poniendo tu mano derecha sobre su tronco.

  EN CONTACTO DIRECTO CON EL ÁRBOL:
 
 Utilizando las manos:
  A través de ellas podemos realizar una captación más consciente, son una zona muy sensible a la emisión y captación vibratoria ya que en la palma existen varios puntos de entrada y salida de energía. La posición más conveniente es la de seguir las grietas o fisuras de la corteza en el sentido que las presenta el árbol.
  Utilizando la espalda:
 La parte central de la espalda, recorriendo la columna vertebral, se encuentra el canal energético principal del cuerpo. Apoyando esta zona en el tronco del árbol absorberemos la energía que emana.
Fontes:
 
de García Azañedo.
DEBO ACLARAR QUE ESTO SOLO RESULTA SI HACEMOS UN INTERCAMBIO AMOROSO, DE AMOR, SI SOLO QUEREMOS APROVECHARNOS DE SU ENERGIA,EN SANARNOS, SI SOLO PENSAMOS EN SU USUFRUCTO, EL CONTACTO NO SE REALIZARA.
 SAIKU.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Paulo Freire


Paulo Freire - O mais célebre educador brasileiro, autor da pedagogia do oprimido, defendia como objetivo da escola ensinar o aluno a 'ler o mundo' para poder transformá-lo

01/07/2011 16:05 - Texto Márcio Ferrari



Paulo Freire nasceu em 1921 em Recife, numa família de classe média. Com o agravamento da crise econômica mundial iniciada em 1929 e a morte de seu pai, quando tinha 13 anos, Freire passou a enfrentar dificuldades econômicas. Formou-se em direito, mas não seguiu carreira, encaminhando a vida profissional para o magistério. Suas idéias pedagógicas se formaram da observação da cultura dos alunos - em particular o uso da linguagem - e do papel elitista da escola. 
Em 1963, em Angicos (RN), chefiou um programa que alfabetizou 300 pessoas em um mês. No ano seguinte, o golpe militar o surpreendeu em Brasília, onde coordenava o Plano Nacional de Alfabetização do presidente João Goulart. Freire passou 70 dias na prisão antes de se exilar. Em 1968, no Chile, escreveu seu livro mais conhecido, Pedagogia do Oprimido. Também deu aulas nos Estados Unidos e na Suíça e organizou planos de alfabetização em países africanos. Com a anistia, em 1979, voltou ao Brasil, integrando-se à vida universitária. Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores e, entre 1989 e 1991, foi secretário municipal de Educação de São Paulo. Freire foi casado duas vezes e teve cinco filhos. Foi nomeado doutor honoris causa de 28 universidades em vários países e teve obras traduzidas em mais de 20 idiomas. Morreu em 1997, de enfarte. 

Paulo Freire foi o mais célebre educador brasileiro, com atuação e reconhecimento internacionais. Conhecido principalmente pelo método de alfabetização de adultos que leva seu nome, ele desenvolveu um pensamento pedagógico assumidamente político. Para Freire, o objetivo maior da educação é conscientizar o aluno. Isso significa, em relação às parcelas desfavorecidas da sociedade, levá-las a entender sua situação de oprimidas e agir em favor da própria libertação. O principal livro de Freire se intitula justamente Pedagogia do Oprimido e os conceitos nele contidos baseiam boa parte do conjunto de sua obra.

Ao propor uma prática de sala de aula que pudesse desenvolver a criticidade dos alunos, Freire condenava o ensino oferecido pela ampla maioria das escolas (isto é, as "escolas burguesas"), que ele qualificou de educação bancária. Nela, segundo Freire, o professor age como quem deposita conhecimento num aluno apenas receptivo, dócil. Em outras palavras, o saber é visto como uma doação dos que se julgam seus detentores. Trata-se, para Freire, de uma escola alienante, mas não menos ideologizada do que a que ele propunha para despertar a consciência dos oprimidos. "Sua tônica fundamentalmente reside em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade", escreveu o educador. Ele dizia que, enquanto a escola conservadora procura acomodar os alunos ao mundo existente, a educação que defendia tinha a intenção de inquietá-los.


O método Paulo Freire não visa apenas tornar mais rápido e acessível o aprendizado, mas pretende habilitar o aluno a "ler o mundo", na expressão famosa do educador. "Trata-se de aprender a ler a realidade (conhecê-la) para em seguida poder reescrever essa realidade (transformá-la)", dizia Freire. A alfabetização é, para o educador, um modo de os desfavorecidos romperem o que chamou de "cultura do silêncio" e transformar a realidade, "como sujeitos da própria história".

No conjunto do pensamento de Paulo Freire encontra-se a idéia de que tudo está em permanente transformação e interação. Por isso, não há futuro a priori, como ele gostava de repetir no fim da vida, como crítica aos intelectuais de esquerda que consideravam a emancipação das classes desfavorecidas como uma inevitabilidade histórica. Esse ponto de vista implica a concepção do ser humano como "histórico e inacabado" e conseqüentemente sempre pronto a aprender. No caso particular dos professores, isso se reflete na necessidade de formação rigorosa e permanente. Freire dizia, numa frase famosa, que "o mundo não é, o mundo está sendo".

3 etapas rumo 'a conscientização
Embora o trabalho de alfabetização de adultos desenvolvido por Paulo Freire tenha passado para a história como um "método", a palavra não é a mais adequada para definir o trabalho do educador, cuja obra se caracteriza mais por uma reflexão sobre o significado da educação. "Toda a obra de Paulo Freire é uma concepção de educação embutida numa concepção de mundo", diz José Eustáquio Romão. Mesmo assim, distinguem-se na teoria do educador pernambucano três momentos claros de aprendizagem. O primeiro é aquele em que o educador se inteira daquilo que o aluno conhece, não apenas para poder avançar no ensino de conteúdos mas principalmente para trazer a cultura do educando para dentro da sala de aula. O segundo momento é o de exploração das questões relativas aos temas em discussão - o que permite que o aluno construa o caminho do senso comum para uma visão crítica da realidade. Finalmente, volta-se do abstrato para o concreto, na chamada etapa de problematização: o conteúdo em questão apresenta-se "dissecado", o que deve sugerir ações para superar impasses. Para Paulo Freire, esse procedimento serve ao objetivo final do ensino, que é a conscientização do aluno.

Para Pensar
Um conceito a que Paulo Freire deu a máxima importância, e que nem sempre é abordado pelos teóricos, é o de coerência. Para ele, não é possível adotar diretrizes pedagógicas de modo conseqüente sem que elas orientem a prática, até em seus aspectos mais corriqueiros. "As qualidades e virtudes são construídas por nós no esforço que nos impomos para diminuir a distância entre o que dizemos e fazemos", escreveu o educador. "Como, na verdade, posso eu continuar falando no respeito à dignidade do educando se o ironizo, se o discrimino, se o inibo com minha arrogância?" Você, professor, tem a preocupação de agir na escola de acordo com os princípios em que acredita? E costuma analisar as próprias atitudes sob esse ponto de vista?

Seus livros:

- Pedagogia da Esperança - Um Reencontro com a Pedagogia do Oprimido , Paulo Freire, Ed. Paz e Terra
- Pedagogia do Oprimido, Paulo Freire, Ed. Paz e Terra



domingo, 13 de janeiro de 2013

A revolução das cidades


Elas guardam os grandes problemas da nossa época. Mas também apresentam as soluções. Descubra os projetos que estão construindo as metrópoles do futuro


Vivemos no século em que as cidades venceram. Pela primeira vez na história, existe mais gente vivendo entre prédios e avenidas do que entre pastos e animais. Em 2008, os moradores de metrópoles viraram mais da metade da população do planeta. E, em 2011, cidades americanas cresceram mais do que os subúrbios pela primeira vez desde 1920. 

O fato é que centros urbanos tendem a ser mais "verdes" que subúrbios. A ilha de Manhattan, com todos aqueles prédios, é considerada um dos lugares mais verdes dos EUA: lá, só 25% das famílias têm carro, por exemplo, contra 92% no resto do país. Sim, as cidades venceram e podem ser mais ecologicamente corretas do que o senso comum imagina. Mas, claro: ainda existe muito o que corrigir. Os problemas você conhece: trânsito, sujeira, poluição. 

Mas as metrópoles também contêm as soluções para estas questões. A seguir, você vai conhecer um dos quatro projetos que vão revolucionar as cidades - Hidroanel de São Paulo - apresentados na Edição Verde da revista Superinteressante que está nas bancas (também à venda na Loja Abril). Em 2013, apresentaremos os outros três: 
- Energia esperta em um estádio de futebol na Bahia, que será centro de treinamento durante a Copa; 
- Soluções em duas rodas em São Paulo e Rio de Janeiro, que se inspiraram na Europa; 
- Da terra para os telhados: a tendência mundial de hortas urbanas aproxima as cidades das plantações.

Tem muita gente atuando em áreas tão diferentes e representando grupos tão diversos, mas todos têm algo em comum: acreditam nas metrópoles e não querem fugir delas. Em vez disso, estão tentando revolucionar as cidades onde vivem. E o melhor: estão conseguindo. 


HIDROANEL 
Os rios da maior cidade do Brasil são mais do que um esgoto: podem revolucionar o trânsito, a coleta de lixo e a qualidade de vida da metrópole 

Trânsito e lixo. Esses dois agentes são a dor de cabeça de qualquer cidade grande desde o Império Romano. Em São Paulo, então, a dor é muito mais aguda. Considerando que a frota de carros na capital só cresce (foram de 1 milhão para 7 milhões dos anos 70 para cá) e que a velocidade média dos veículos no trânsito só cai (indo de 27 km/h para 17 km/h nesse meio tempo), o problema parece sem solução. Mas só parece. Um grupo de pesquisadores da USP tem um projeto para colocar ordem neste caos. E a resposta vem do lugar mais improvável: os rios da cidade.

REFORMA HIDROGRÁFICA 
Conheça uma São Paulo possível: avenidas fluviais, reciclagem em massa e mais áreas verdes

O Hidroanel Metropolitano pretende resolver São Paulo em dois momentos. O primeiro envolve a construção de uma série de portos na borda dos rios e das represas que circundam a cidade. Eles serviriam para receber a quantidade enorme de sujeira produzida pela metrópole. Desde os saquinhos que os moradores colocam na porta de casa até a terra e o entulho de construções e demolições. Passando por outros dejetos, como a sujeira retirada dos córregos e das estações de tratamento. Estas cargas seriam levadas para os portos de caminhão mesmo. 

Mas existe uma diferença importante. Com a construção dos portos para recebimento do lixo, as distâncias percorridas pelos veículos de carga seriam encurtadas de 30 km para apenas 8 km em média. Sem precisar atravessar a cidade, eles desafogariam o trânsito. Os barcos que esperam a sujeira atracados nos portos serviriam para percorrer o resto do caminho. Enquanto cada caminhão transporta apenas oito toneladas, um barco consegue movimentar 400 toneladas. Mas para onde estes barcos iriam? Este é o segundo passo. O Hidroanel Metropolitano prevê um enorme círculo de água em volta da cidade. Ele contaria com os dois rios e as duas represas que cortam a borda de São Paulo, mais um canal artificial ligando as pontas soltas. 

Além dos portos, existiriam três centros de processamento de lixo prontos para receber 800 toneladas de lixo por hora. E todas aquelas cargas públicas - que saíram das ruas, percorreram os rios e chegaram aos centros - seriam recicladas, transformadas em matéria-prima novamente. "O Hidroanel constitui uma infraestrutura de saneamento, mobilidade e transporte, que tem como espinha dorsal o canal navegável. Ele serve também como um arco irradiador de desenvolvimento", resume Alexandre Delijaicov, professor da USP e um dos responsáveis pelo projeto. 

Contando com a iniciativa dos governos que se sucedem na capital, ele poderia ficar pronto até 2045. E, mesmo grandioso, começa a virar realidade: já está planejada uma construção no rio Tietê que aumentaria em 14 quilômetros o trecho em que ele pode ser navegado, possibilitando que os barcos trafeguem por um trecho maior e iniciando a construção do círculo de águas. Nada mal para uma cidade que há décadas só vê seus rios como esgotos a céu aberto.


fonte: Luiz Romero, Superinteressante / Edição Verde - 12/2012

Água ideal para beber


Toda vez que eu ingerir um líquido com pH menor do que o  pH do meu organismo, este vai ter que fazer um sacrifício, um buffer para acomodar este pH. O pH tem escala logarítmica. Se eu tomo um líquido com pH de 5 ele é 100x mais ácido (com maior potencial hidrogeniônico) que o sangue. A medida que nós envelhecemos nós vamos nos acidificando. O jovem e o recém nascido são alcalinos. O idoso é ácido. 

Quanto mais substância ácida nós ingerimos, pior para nós. O Câncer para se desenvolver precisa de um ambiente ácido. Um sangue com pH de 7,45 contém 65,9% mais oxigênio que um sangue com pH 7,3. A medida que eu aumento minha alcalinidade no corpo eu aumento minha concentração de oxigênio. Quando o pH cai para abaixo de 7,27, há um aumento de 100x no estímulo na destruição óssea, o que promove Osteoporose. Acidose é uma das causas de osteoporose. Quando toma líquidos muito ácidos (refrigerantes por exemplo) cria-se uma situação metabólica no nosso corpo que estimula a perda óssea. No Japão existem 2 hospitais que trabalham com água Funcional no Tratamento de Doenças. Esta água tem o pH considerado ideal que é o pH entre 9 e 10.

Redox, que é o poder de oxirredução da água. A água pode ser oxidante ou antioxidante. Se tirar um elétron de uma estrutura ela passa a procurar outro elétron e passa a ser oxidante. Por outro lado se eu tiver uma substância que doa elétrons ela é antioxidante.
Existe um aparelho que mede em mV a água. Uma água para ser antioxidante tem que ter um ORP, um Redox negativo. Raramente encontra-se isto a menos que a pessoa vá na montanha, na nascente, onde não tem contaminação.
ORP – (negativo): antioxidante. Água Alcalina Ionizada.
ORP + (positivo) oxidante: águas purificadas, água destilada, água desonizada, filtragem por osmose reversa são altamente oxidantes.
A água elimina toxinas. As toxinas em geral são positivas. A água sendo negativa ela junta a partícula positiva e leva. Por isto que a água negativa é importante. Para quem quer aprofundar mais no assunto é possível ler sobre Radicais Livre e Estresse Oxidativo.

explicação realizada pelo dr. lair ribeiro

sábado, 12 de janeiro de 2013

Por que um Ano Internacional da Cooperação pela Água 2013?


Lançamento do Dia Internacional da Cooperação pela Água 2013 da UNESCO no Brasil
Belo Horizonte, 18 de dezembro de 2012

Em 18 de dezembro de 2012, Blanca Jiménez-Cisneros, diretora da Divisão de Ciências da Água da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e secretária do Programa Hidrológico Internacional, lança a campanha brasileira para o Dia Internacional das Nações Unidas da Cooperação pela Água 2013. A Organização é a agência da ONU responsável pela coordenação do Ano. 

Por que um Ano Internacional da Cooperação pela Água 2013?

A água é vital para a vida e o desenvolvimento, mas as fontes de água no planeta são limitadas. Em todos os cenários, lidar com água demanda colaboração: é apenas por meio da cooperação pela água que poderemos no futuro obter sucesso ao gerenciar nossas fontes finitas e frágeis de água, que estão sob crescente pressão exercida pelas atividades de uma população mundial em crescimento que já ultrapassa sete bilhões de pessoas. A pressão sobre os recursos hídricos está aumentando com seu uso pela agricultura e pela indústria, com a poluição e a urbanização e com as mudanças ambientais e climáticas. A cooperação pela água assume muitas formas, desde a cooperação através de fronteiras para o manejo de aquíferos subterrâneos e bacias fluviais compartilhados, ao intercâmbio de dados científicos, à cooperação em uma vila rural para a construção de um poço ou para o fornecimento de água potável por meio de redes urbanas. Uma coisa é certa – a humanidade não pode prosperar sem a cooperação no manejo da água. 

O desenvolvimento da cooperação pela água envolve uma abordagem que reúne fatores e disciplinas culturais, educacionais e científicas e deve cobrir diversas dimensões: religiosa, ética, social, política, legal, institucional e econômica. É um veículo para o intercâmbio, para a construção da paz e a fundação para um desenvolvimento sustentável. 

Em dezembro de 2010, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 2013 o Ano Internacional das Nações Unidas da Cooperação pela Água, em virtude da Resolução A/RES/65/154. Seguiu-se à proposta submetida por um grupo de países, iniciada pelo Tajiquistão. Foi decidido que o Dia Mundial da Água 2013, celebrado em 22 de março, também terá como tema a Cooperação pela Água. O tema é inédito, o que ressalta sua importância primordial e confere particular relevância a este 20º Dia Mundial da Água. Sua celebração oficial será oferecida pelo Governo dos Países Baixos em Haia.

UNESCO coordena Dia Internacional da Cooperação pela Água 2013

As agências membros do Grupo ONU-Água nomearam a UNESCO para comandar os preparativos tanto para o Ano Internacional 2013 quanto para o Dia Internacional da Água em cooperação com a Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa (UNECE) e com o apoio do Departamento das Nações Unidas para Assuntos Econômicos e Sociais (UNDESA), do Programa da Década da Água ONU-Água sobre Desenvolvimento de Capacidades (UNW-DPC) e do Programa da Década da Água ONU-Água sobre Advocacia e Comunicação (UNW-DPAC). 

A opção pela UNESCO foi baseada em seu mandato multidimensional, que cobre as ciências sociais e naturais, a cultura, a educação e a comunicação, e em seus programas significativos e de longa duração que contribuem para o manejo dos recursos de água doce do mundo, como o Programa Hidrológico Internacional. Dada a natureza intrínseca da água como elemento transversal e universal, o Ano Internacional da Cooperação pela Água irá naturalmente englobar e tocar todas as especialidades da UNESCO 

Objetivos e mensagens principais do Ano Internacional da Cooperação pela Água 

O Ano Internacional da Cooperação pela Água encoraja partes interessadas nos níveis internacional, regional, nacional e local a agir em prol da Cooperação pela Água. A campanha irá gerar um momentum para além do Ano em si; haverá por todo o mundo esforços de conscientização quanto ao potencial e aos desafios da cooperação pela água que facilitarão o diálogo entre atores e promoverão soluções inovadoras para a manutenção da cooperação pela água. 

A Campanha Cooperação pela Água 2013 terá como foco cinco objetivos estratégicos:
1.    Conscientizar sobre a importância, os benefícios e os desafios da cooperação em questões relacionadas à água;
2.    Gerar conhecimento e construir capacidades em prol da cooperação pela água;
3.    Provocar ações concretas e inovadoras em prol da cooperação pela água; 
4.    Fomentar parcerias, diálogo e cooperação pela água como prioridades máximas, mesmo após 2013; 
5.    Fortalecer a cooperação internacional pela água para abrir caminho para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável defendidos por toda a comunidade que trata sobre água e atendendo às necessidades de todas as sociedades.

A quatro mensagens principais da campanha são:
A cooperação pela água é crucial para a erradicação da pobreza, a igualdade social e a igualdade de gênero
O acesso à água potável é a fundação para a realização das necessidades básicas humanas e contribui para o alcance de todos os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. A governança inclusiva e participativa da água e a cooperação entre diferentes grupos podem ajudar a superar a desigualdade no acesso à água e assim contribuir para a erradicação da pobreza e para a melhoria das condições de vida e chances de educação principalmente de mulheres e crianças. 
A cooperação pela água gera benefícios econômicos 
Todas as atividades econômicas dependem da água. A cooperação pode levar a um uso mais eficiente e sustentável dos recursos hídricos como, por exemplo, por meio de planos de manejo compartilhado que criam benefícios mútuos e melhores padrões de vida. 
A cooperação pela água é crucial para preservar os recursos hídricos e proteger o meio ambiente  
A cooperação pela água fomenta o compartilhamento de conhecimentos sobre os aspectos científicos da água incluindo troca de informação e de dados, estratégias de manejo e melhores práticas e conhecimentos sobre o papel da água na preservação de ecossistemas, fundamental para o desenvolvimento sustentável. 
A cooperação pela água constrói paz 
O acesso à água pode ser fonte de conflito, mas também é um catalisador de cooperação e construção da paz. A cooperação por uma questão tão prática e vital quanto o manejo da água pode ajudar a superar tensões culturais, políticas e sociais, e pode criar confiança entre diferentes grupos, comunidades, regiões ou estados. 

Contato da Campanha Cooperação pela Água 2013:

Ms Blanca Jiménez Cisneros
Division of Water Sciences
UNESCO
1, rue Miollis
75732 Paris cedex 15
France
E-mail: iywc2013@unesco.org

Web: 
www.unesco.org/new/en/natural-sciences/environment/water/
www.watercooperation2013.org


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Brasil: 10º país mais atraente para investir em renováveis


Ranking da Ernst & Young lista os melhores países para investimentos em energia eólica, solar, geotérmica e de biomassa. Brasil ocupa o 10º lugar no ranking, enquanto China, Alemanha e EUA são os melhores colocados


A consultoria Ernst & Young acaba de lançar a última edição de 2012 do Índice de Atratividade dos Países em Energias Renováveis. A publicação lista, a cada três meses, as 40 nações mais atraentes para investimentos em energia eólica, solar, geotérmica e de biomassa e, dessa vez, quem levou a melhor foi a China.

Em uma escala de 0 a 100, o país fez 69,6 pontos, sendo o mais indicado para receber investimentos em energias renováveis. A produção eólica foi apontada como a mais atraente para negócios na nação asiática, entre as quatro opções avaliadas pela consultoria, com nota 76.

A segunda posição do ranking ficou com a Alemanha, que tirou nota 65,6 e, pela primeira vez em 2012, ultrapassou os Estados Unidos no quesito atratividade para investimentos em energias renováveis. A "nação do Tio Sam" ocupa, agora, a terceira colocação, com nota 64,5, sendo que a produção solar, com 70 pontos, foi classificada como a melhor opção para investimentos.

O Brasil não está tão bem colocado no ranking. Com 50,5 pontos, nosso país é considerado o décimo mais atraente para investimentos em energias renováveis, sendo que as melhores opções são, respectivamente:
- biomassa, com nota 54;
- eólica, com 52 pontos;
- solar, com nota 48 e
- geotérmica, com 24 pontos.

Em agosto, na segunda edição de 2012 do ranking, o Brasil havia subido uma posição, ocupando o nono lugar no ranking. Confira o último Índice de Atratividade dos Países em Energias Renováveis na íntegra, em inglês.


fonte: Débora Spitzcovsky, Planeta Sustentável - 18/12/2012

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Destino certo para o lixo


Quem costuma separar os materiais para a reciclagem está habituado a seguir as quatro cores - amarelo (metal), azul (papel), verde (vidro) e vermelho (plástico) -, além de reservar o conteúdo orgânico. Mas o que fazer com lâmpadas e remédios, por exemplo? Todos os resíduos precisam ser encaminhados corretamente para os locais de descarte: ensinamos quais eles são neste guia


Dados divulgados em setembro deste ano pelo Compromisso Empresarialpara Reciclagem (Cempre) apontam que 27 milhões de brasileiros, em 766 municípios, contam com a coleta seletiva. Se sua cidade ainda não tem oserviço, separe o lixo mesmo assim - catadores de rua, cooperativas, associações de moradores e ONGs podem cuidar para que os resíduos sejam eliminados da forma certa. Uma prática que vigora desde agosto de 2010, com a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), é a logística reversa: ela define que as empresas são responsáveis por recolher seus produtos após o descarte pelo consumidor. Isso significa que a mesma marca que vende um eletrônico deve recebê-lo de volta ou indicar o que fazer com ele. A regra vale para fabricantes de pilhas, baterias, pneus, lâmpadas fluorescentes, eletrônicos e seus componentes. Abaixo, damos todos os detalhes para você fazer sua parte com consciência. 

RECICLÁVEL X NÃO RECICLÁVEL 
Para o processo de reciclagem acontecer, não é necessário lavar nada antes. No entanto, é higiênico retirar o excesso de resíduos do recipiente, principalmente se ele ficar armazenado por algum tempo. "Embalagens sujas de leite, açúcar ou doces podem atrair ratos e baratas. Por isso, sugerimos que as peças fiquem na pia durante a lavagem da louça", indica Ana Maria Domingues Luz, presidente do Instituto Gea. "Mas nada de usar água limpa exclusivamente para isso!", ela completa. Tem material que é fácil separar, mas há outros nada óbvios. Na dúvida, consulte esta lista. 

METAL 
Recicláveis: folha de flandres (é o aço revestido de estanho das latas de óleo, sardinha, creme de leite etc.), latas de aerossol (verifique, antes, se estão vazias), latas de bebidas, papel-alumínio limpo, tampas de garrafa. 
Lixo comum: clipes, esponjas de aço, grampos, tachinhas. 

PAPEL 
Recicláveis: caixas de papelão, cartazes, cartolinas, embalagens longa vida, envelopes, jornais, papéis de escritório. Antes de dispensar livros e revistas, procure doá-los a bibliotecas ou escolas, ou leve-os a sebos. 
Lixo comum: caixa de pizza com resíduos, celofane, extrato de banco, etiquetas adesivas, fotografias, guardanapo, notas fiscais, papel-carbono, papel de fax, papel higiênico, papéis plastificados, papel vegetal.

PLÁSTICO 
Recicláveis: canos, copos, embalagens, frascos de produtos de limpeza e higiene pessoal, garrafas PET, potes, sacos, sacolas, tubos. 
Lixo comum: cabos de panela, embalagens metalizadas de alimentos (como as de salgadinho), espuma sintética, fraldas descartáveis. 

VIDRO 
Inteiro ou em cacos, os produtos - recicláveis ou não - devem ser enrolados em jornal ou papelão para evitar acidentes. 
Recicláveis: copos, garrafas, frascos em geral, potes alimentícios. 
Lixo comum: boxe de banheiro, cerâmicas, cristais, espelhos, lâmpadas incandescentes, lentes de óculos, louças refratárias, porcelanas, vidros de janela. 

E O QUE FAZER COM ESTES ITENS? 
Celulares 
Antes de se desfazer do aparelho antigo, veja se há possibilidade de conserto ou, se ele estiver em boas condições de uso, guarde-o paraemergências, como roubos e quebras de outros celulares. Mas, se doar o eletrônico para alguém ou tiver de jogar fora mesmo, tenha em mente duas questões: apagar as informações pessoais antes de passá-lo para a frente e fazer o descarte da maneira certa, já que esses equipamentos levam metais pesados em sua composição, especialmente na bateria.


Fonte: Diana Yuri, Minha Casa - 12/2012

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

64% dos brasileiros não têm acesso à coleta seletiva

Pesquisa da WWF-Brasil revela que mais da metade da população do país ainda não conta com coleta seletiva em suas residências. Entre aqueles que não possuem acesso ao serviço, 85% se dizem dispostos a separar os resíduos corretamente, se tiverem onde depositá-lo


De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), os municípios brasileiros têm menos de dois anos para terminar com os lixões e implementar a coleta seletiva em todo o seu território, mas pesquisa divulgada nesta quarta-feira (28) aponta que a meta está longe de ser cumprida.

De acordo com o estudo Consumo Sustentável*, feito pelo Ibope a pedido da WWF-Brasil, 64% dos brasileiros ainda não possuem acesso à coleta seletiva em suas residências. A notícia não é boa, principalmente porque a vontade da população de cuidar de seus resíduos corretamente é grande: 85% das pessoas que não contam com o serviço estão dispostas a separar o lixo em casa, desde que tenham um lugar para depositá-lo.

A situação ainda piora. De acordo com a pesquisa, os brasileiros que já possuem acesso à coleta seletiva não são atendidos 100% pela prefeitura. Em metade dos casos o serviço ainda é feito de forma informal, por catadores de rua, cooperativas, associações ou pontos de entrega voluntários, o que prova que os governos municipais ainda têm muito trabalho pela frente, se quiserem cumprir as determinações da PNRS no prazo.

FALTA CONHECIMENTO
Além da ausência do serviço de coleta seletiva, o brasileiro também está carente de informação. Uma em cada três pessoas entrevistadas pelo Ibope não faz ideia do destino do lixo que é produzido em sua casa, depois que ele é colocado para fora.

E mais: muitos não sabem quais são os resíduos que precisam ser descartados de forma especial, por apresentarem algum risco ao meio ambiente e à saúde das pessoas. Apenas 19% da população sabe como descartar embalagens aerossóis corretamente, por exemplo, enquanto 78% e 73% não fazem ideia de como jogar fora remédios e óleo de fritura, respectivamente.

Confira, na íntegra, a pesquisa Consumo Sustentável, que foi encomendada pela WWF-Brasil, no âmbito do Programa Água Brasil.



fonte: Débora Spitzcovsky, Planeta Sustentável - 28/11/2012

sábado, 5 de janeiro de 2013

Baixa coleta limita biodiesel com óleo residual de fritura


Produção evita que resíduos cheguem ao meio ambiente, mas requer mudanças para aproveitar mais o óleo
por Júlio Bernardes, Agência USP - 08/11/2012


Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), de janeiro a agosto de 2012, cerca de 0,6% do biodiesel produzido no Brasil foi proveniente de óleos residuais, volume que equivale a aproximadamente 10,2 milhões de litros de combustível. "Os óleos residuais provenientes de processos de fritura são rejeitos produzidos diariamente nos grandes centros urbanos, tanto em estabelecimentos comerciais (como bares, padarias, restaurantes, hotéis, shoppings, redes de fast-food, etc) como também nas residências", diz Arruda Botelho.

A pesquisa foi orientada pela professora Suani Teixeira Coelho, do IEE, e teve apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O processo de produção convencionalmente adotado para a produção de biodiesel utiliza catalisadores alcalinos, o que exige que os óleos ou gorduras utilizados tenham baixos níveis de acidez. "Caso contrário, haverá a formação excessiva de sabões, prejudicando o rendimento e até mesmo a viabilidade do processo", conta o pesquisador.

Durante o processo de fritura, os óleos e gorduras sofrem um processo de degradação que eleva o seu nível de acidez e, dependendo do estado de degradação em que se encontra o óleo residual, ele pode se tornar inadequado para a produção de biodiesel por intermédio do processo convencional.

"Nesses casos, o óleo residual deve ser submetido a uma etapa de pré-tratamento para reduzir o seu nível de acidez, e depois, pode ser submetido ao processo convencional de produção de biodiesel", observa Arruda Botelho.

De acordo com o economista, existem catalisadores e processos alternativos capazes de converter óleos e gorduras com elevado nível de acidez em biodiesel, entretanto, eles ainda são pouco utilizados em escala industrial. "Há também a opção de adicionar pequenas quantidades de óleos residuais aos óleos virgens utilizados pelas usinas, de modo que a qualidade final do óleo como um todo não seja comprometida para o uso no processo convencional", acrescenta.

MATÉRIA PRIMA 
Arruda Botelho conta que os óleos residuais de fritura constituem uma matéria-prima muito heterogênea, e podem conter uma série de compostos químicos resultantes da degradação do óleo e uma série de contaminantes que podem comprometer a viabilidade do processo de produção e a qualidade do biodiesel produzido. "Por exemplo, existem estabelecimentos utilizam óleo para fritar apenas alguns tipos de alimentos e que monitoram rigorosamente a qualidade do óleo utilizado, descartando-o quando o mesmo começa a demonstrar sinais de degradação. O óleo residual proveniente desses estabelecimentos é de boa qualidade para a produção de biodiesel", ressalta.

"Por outro lado, também existem estabelecimentos que utilizam óleo para fritar os mais diversos tipos de alimentos, e que reutilizam o mesmo óleo por diversas vezes sem monitorar o seu estado de degradação", afirma o pesquisador. "O resultado pode ser um óleo residual com elevado nível de degradação e com uma série de contaminantes que podem comprometer a qualidade do biodiesel".


No Brasil, é crescente o número de iniciativas voltadas à coleta e ao aproveitamento dos óleos como insumo para a produção de biodiesel, destaca Arruda Botelho. "A coleta geralmente é feita por meio de empresas e cooperativas especializadas, que coletam o óleo descartado em pontos de maior concentração (como restaurantes, redes de fast-food e estabelecimentos comerciais em geral) e também em pontos de entrega voluntária, nos quais os cidadãos descartam o óleo consumido em suas residências", conta. "O óleo passa por um processo de triagem e de remoção de resíduos, e depois, é vendido para as usinas produtoras de biodiesel".

O economista ressalta que apesar das iniciativas crescentes que estão surgindo no Brasil e dos resultados favoráveis, a viabilização da produção de biodiesel a partir de óleos residuais de fritura em escala industrial requer uma escala muito maior de coleta desse material. "Isso exige maior coordenação e tecnificação das atividades relacionadas à logística de coleta e armazenamento dos óleos descartados, que ainda é muito incipiente no País", observa.




sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Notícias - Orgânicos

Material fornecido pelo grandiosos amigo eng. agrônomo Flavio Murilo de Freitas da empresa Macota. abração, José Vitor
 

Segundo estudo francês, orgânicos são mais nutritivos

Dica de fonte de informação:
Eucalipto: o verde enganador - Reflexões sobre o avanço irrefreado da monocultura do eucalipto e os imensuráveis impactos ambientais e sociais dele defluentes, por Wagner Giron de la Torre (Defensor Público no Estado de São Paulo e Coordenador da Defensoria Regional de Taubaté).
Disponível em: http://pratoslimpos.org.br/?p=342

1. Anvisa recomenda banimento de endossulfam e acefato
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou o banimento de uso, em todo país, do ingrediente ativo endossulfam, agrotóxico utilizado no cultivo de algodão, cacau, café, cana de açúcar e soja. A indicação, publicada na Consulta Pública 61, nesta sexta-feira (4), prevê, ainda, a suspensão da importação e do registro de novos agrotóxicos a base dessa substância.
Já para o ingrediente ativo acefato, a Consulta Pública 60 da Agência, também desta sexta-feira (4), apontou para a proibição imediata de uso nas culturas de amendoim, batata, brócolis, citros, couve, couve-flor, cravo, crisântemo, feijão, fumo, melão, pimentão, repolho, rosa e tomate. O acefato só poderá ser usado em algodão e soja, até a data de 31 de outubro de 2013.
A Anvisa também recomendou a proibição de uso doméstico e em jardinagem do acefato e restringiu a ingestão diária aceitável do produto de 0,03 mg/Kg de peso corpóreo/dia para 0,0008 mg/kg de peso corpóreo/dia. Essa substância não poderá ser aplicada de forma manual e costal (bombas nas costas).
As restrições de uso desses dois ingredientes ativos de agrotóxicos são baseadas em estudos que apontam graves danos de saúde relacionados ao uso dessas substâncias. Além disso, o acefato e endossulfam já foram banidos em vários países do mundo.

Consultas Públicas
Até o final das Consultas Públicas, que ficam abertas por 60 dias, os agrotóxicos a base de acefato e endossulfam podem continuar a ser utilizados. A revisão dos dados toxicológicos e a consequente continuidade ou não do registro somente pode ocorrer durante o processo de reavaliação.
As contribuições às Consultas Públicas 60 e 61 podem ser feitas pelo site da Anvisa, pelo e-mail toxicologia@anvisa.gov.br, pelo fax (61) 3462-5726 ou pelo endereço Agência Nacional de Vigilância Sanitária / Gerência-Geral de Toxicologia, SIA, Trecho 5, Área Especial 57, Lote 200, Brasília-DF, CEP 71205-050. Informações: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa.

2. Forças no Congresso atuam contra conquistas ambientais
Os maiores agressores da natureza no Legislativo são os setores da agropecuária, energia e infraestrutura. Levantamento do Congresso em Foco mostra as vitórias destes grupos nas disputas com os preservacionistas
As forças contrárias aos movimentos ambientalistas atuantes no Congresso colecionam vitórias importantes nas disputas com os preservacionistas. Levantamento feito pelo Congresso em Foco mostra que quase um quinto das matérias votadas de fevereiro de 2007 até julho deste ano tem efeito negativo para o meio ambiente, de acordo com critérios estabelecidos por organizações e especialistas em sustentabilidade. No total, os parlamentares apreciaram 53 iniciativas que mantêm alguma relação com o tema. Dessas, oito medidas provisórias e dois projetos de lei são considerados contrários aos interesses ambientais. Entre elas estão mudanças na lei de biossegurança. A maior afronta contra a biossegurança do país também é resultado de medida provisória do Executivo, votada no início desta legislatura. A Lei 11.460/2007, resultante da MP 327 , dispõe sobre o plantio e comercialização de organismos geneticamente modificados (transgênicos). A lei é considerada por ambientalistas como um novo estímulo à introdução dos transgênicos no país. Ela diminui a distância mínima obrigatória entre os plantios de transgênicos e as unidades de conservação e reduz de dois terços para maioria simples o quorum necessário da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para aprovar a liberação comercial de organismos geneticamente modificados.
Ambientalistas argumentam que as pesquisas científicas ainda não conseguiram mensurar os riscos do consumo de transgênicos e, portanto, o governo brasileiro deveria agir com maior cautela na liberação desses produtos. Em junho deste ano, um grupo de 86 entidades da sociedade civil enviou à ministra Dilma Rousseff, que é presidente do Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS), uma carta aberta pedindo a suspensão do plantio de milho transgênico em todo o país. Na carta, eles afirmavam que “alertas referentes ao descontrole e às consequências que decorriam da liberação dos transgênicos estão todos se confirmando” e que o governo brasileiro perdeu o controle sobre os transgênicos.
Leia a íntegra da matéria do Congresso em Foco, de 12/08/2009, em:
 
3. Comissão Europeia admite permitir que países membros proíbam transgênicos
Em campanha pela reeleição ao cargo de presidente da Comissão Europeia, o português José Manuel Barroso declarou-se aberto à possibilidade de permitir que países do bloco proíbam individualmente os organismos transgênicos. O tema tem sido objeto de duras disputas ao longo dos últimos anos e Barroso é fortemente criticado pelos políticos e movimentos ambientalistas por tentar facilitar a introdução dos organismos transgênicos no bloco. Atualmente seis países proíbem o único cultivo transgênico autorizado na Europa (o milho Bt MON 810), medida que vem sendo combatida pela Comissão Europeia (ver Boletins 432, 448 e 450 ). A declaração de Barroso, entretanto, não convenceu os ambientalistas. Segundo eles, a permissão para os países proibirem os transgênicos seria concedida em troca da aprovação de processos simplificados para a autorização de novas variedades transgênicas no bloco. Para os Verdes, os riscos ambientais dos transgênicos são uma questão que ultrapassa a fronteira entre os países e não estará resolvida apenas permitindo que países membros mantenham suas proibições.
Com informações de: Agra-News.com, 08/09/2009. http://www.agra-net.com/

4. Povoado rural na Argentina é Zona Livre de Agrotóxicos e Transgênicos
Os produtores orgânicos da localidade Las Calles, no Vale de Traslasierra, no estado argentino de Córdoba, estão festejando a aprovação de uma resolução local que declara o lugar como Zona Livre de Agrotóxicos e Transgênicos. A norma, que foi proposta pela Associação de Pequenos Produtores Orgânicos, promove o controle de pragas através de preparados naturais. A resolução ainda convida as demais localidades e municípios do Vale de Traslasierra a adotar legislações similares.
Este vale está localizado no centro do país, no oeste do estado de Córdoba, e é composto por 20 povoados. Uma de suas atividades principais é o turismo. Las Calles, localizada no centro do Vale, tem uma antiga tradição agrícola. Sua população tenta preservar a agricultura orgânica e controlar o aumento desmedido do turismo na região.
Fonte: Agência Pulsar, 04/09/2009. http://www.agenciapulsar.org/nota.php?id=15757

Sistemas agroecológicos mostram que transgênicos não são solução para a agricultura
Um novo relatório da Agência Francesa para a Segurança dos Alimentos (AFSSA) concluiu que alimentos orgânicos são melhores para a saúde e contém menos pesticidas e nitratos, que têm sido ligados a uma série de problemas de saúde incluindo diabetes e mal de Alzheimer. Andre Leu, Presidente da Federação Orgânica da Austrália, disse que a avaliação crítica, exaustiva e atualizada sobre a qualidade nutricional dos alimentos orgânicos indica que eles têm taxas mais elevadas de minerais e antioxidantes. “O estudo da AFSSA foi publicado na revista científica Agronomy for Sustainable Development, uma publicação reconhecida cujos conteúdos são revisados por pares, o que assegura que ele apresenta padrões científicos rigorosos”, disse Leu.

Os principais apontamentos do estudo da AFSSA são os seguintes:
  1. Produtos de plantas orgânicas contêm mais matéria seca (maior densidade nutricional);
  2. Têm níveis mais altos de minerais;
  3. Contêm mais antioxidantes como os fenóis e o ácido salicílico (conhecido por proteger contra cânceres, doenças do coração e muitos outros problemas de saúde);
  4. Há poucos resultados documentados sobre níveis de carboidratos, proteínas e vitaminas;
  5. 94-100% dos alimentos orgânicos não contêm nenhum resíduo de agrotóxicos;6. Vegetais orgânicos contêm muito menos nitratos, cerca de 50% menos (altos teores de nitrato estão ligados a uma série de problemas de saúde incluindo diabetes e mal de Alzheimer);
  6. Cereais orgânicos contém níveis similares de micotoxinas em relação aos convencionais.
Em 2001, a AFSSA estabeleceu um grupo de especialistas para desenvolver uma avaliação crítica e exaustiva da qualidade nutricional e sanitária dos alimentos orgânicos. A AFSAA diz que seu objetivo foi alcançar os mais altos padrões de qualidade científica em sua avaliação. Os artigos científicos selecionados para análise se referem a práticas agrícolas bem definidas e certificadas, e apresentaram as informações necessárias sobre desenho da metodologia, parâmetros de medidas válidos e amostragens e análises estatísticas válidas. Depois de mais de dois anos de trabalho envolvendo cerca de 50 especialistas de todas as áreas específicas incluindo a agricultura orgânica, o consenso final do relatório foi publicado em língua francesa em 2003. O relatório publicado na revista científica, em inglês, é na verdade um resumo deste estudo, e outras partes relevantes têm sido publicadas desde 2003. As conclusões deste estudo são diferentes das que foram recentemente apresentadas pela Agência de Qualidade de Alimentos do Reino Unido, que foi amplamente criticado por especialistas internacionais pelo uso de metodologia falha e conclusões que contradizem seus próprios dados  

Fonte:
Food Magazine, 03/09/2009.
O relatório completo da AFSSA pode ser encontrado em:
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Campanha Brasil Ecológico Livre de Transgênicos e Agrotóxicos
Este Boletim é produzido pela AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia e é de livre reprodução e circulação, desde que citada a AS-PTA como fonte.  Para os números anteriores do Boletim, clique em: http://www.aspta.org.br/por-um-brasil-livre-de-transgenicos/boletim/

Participe! Indique este Boletim para um amigo e nos envie suas sugestões de notícias, eventos e fontes de informação.
Se houvesse alguma coisa no ar
Se houvesse alguma coisa no vento
Se houvesse alguma coisa nas árvores ou arbustos
Que pudesse ser pronunciada e tenha sido ouvida pelos animais,
Que esse Conhecimento Sagrado retorne a nos.
Flávio Macota
http://www.macota.com.br/
http://blog.macota.com.br/

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

video, mercy mercy me - Marvin Gaye


Nesta musica, mercy mercy me (the ecology), Marvin Gaye já falava dos problemas ecologicos na decada de 70.


Oh, mercy mercy me
Oh, things ain't what they used to be
No, no
Where did all the blue sky go?
Poison is the wind that blows
From the north, east, south, and sea
Oh, mercy mercy me
Oh, things ain't what they used to be
No, no
Oil wasted on the oceans and upon our seas
Fish full of mercury
Oh, mercy mercy me
Oh, things ain't what they used to be
No, no
Radiation in the ground and in the sky
Animals and birds who live nearby are dying
Oh, mercy mercy me
Oh, things ain't what they used to be
What about this overcrowded land?
How much more abuse from man can you stand?
My sweet Lord
My sweet Lord
My sweet Lord

http://www.youtube.com/watch?v=EMuWmU1iNJo

Reinoud Meijer: a importância de olhar para o todo


O educador europeu Reinoud Meijer, aposta em uma educação que faça o jovem olhar para o mundo de maneira mais integral


Você defende que a educação instigue um olhar integralista. O que você entende por uma visão integral?
Se você observar a ideia que se tem em relação a quem é um profissional, vai perceber que para ser profissional é preciso saber mais sobre menos, é necessário um zoom numa área em especial. E esse zoom é essencial para conhecer mais sobre um assunto específico. O problema é quando se perde o propósito que conecta a especialidade com o todo, com a pergunta "como está nossa sociedade hoje?". Quando penso nisso, sempre me lembro do nosso olho. Por meio do olho, a gente vê. Mas, se o olho apenas "visse", ficaríamos cegos. Ele só é importante para o corpo porque, ao mesmo tempo em que desempenha a função da visão, está conectado com nosso sistema corporal, a serviço do funcionamento de um organismo incrivelmente maior.


Você poderia dar um exemplo disso?
Imagine dois trabalhadores da área de construção. Perguntamos para cada um deles: o que você está fazendo? Um responde: estou levantando tijolos. O outro, que está na mesma atividade, diz: estou construindo uma catedral. Se você conecta sua atividade com o todo, sua postura diante do mundo muda totalmente.

Seu programa de aprendizagem é voltado a jovens interessados em empreendedorismo social. Como suas ideias sobre educação se conectam com isso?
O YIP (Youth Initiative Program, ou Programa de Iniciativa Jovem) não dá respostas para os jovens. Convidamos as pessoas que estão vivendo questões específicas e ao mesmo tempo relacionadas com a realidade como um todo para dialogar com eles durante várias semanas [além de convidar gente inspiradora para conversar com os jovens, o YIP pede que desenvolvam projetos pessoais, colaborem com a comunidade e façam um intercâmbio como voluntários em um projeto social]. Encorajamos todos a ter questões e permanecer com elas. Se há uma questão, isso deixa você ativo.

fonte: André Gravatá é um dos membros do projeto Educ-ação,  Vida Simples - 11/2012


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Feliz 2013



Que 2013 seja com muita paz, alegria, amor e harmonia!

Que vejamos GAIA como nossa UNICA casa... tratando-a com respeito, carinho e amor!



terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Biologia da casa



por Kátia Stringueto, Bons Fluidos - 12/2012


Biologia da casa
Espaços ventilados, com a devida insolação e bem distribuídos são vitais numa construção. Mas há outras qualidades que uma morada deve ter se quiser ser o melhor lugar do mundo



Mais do que bonita, mais do que sustentável, uma casa pode ser saudável. É o que defende um time de profissionais que se reuniu recentemente em São Paulo durante o III Congresso Internacional de Geobiologia e Biologia da Construção. Em foco, como o nome já diz, está a geobiologia, área que estuda o impacto do espaço sobre a qualidade de vida. Como se fosse uma medicina do hábitat, pronta para diagnosticar e curar algumas patologias da construção, esse conceito faz a ponte entre a saúde e o local habitado. "De aspectos técnicos, como a distribuição da planta, a escolha dos materiais e os princípios da boa arquitetura, a fatores menos convencionais, como a poluição eletromagnética e a existência de fendas ou veios d¿água subterrâneos, tudo afeta o morador", explica o geobiólogo Allan Lopes, coordenador do evento. Com base nisso, se você tem dificuldade para pegar no sono, vive estressado e ou não consegue se concentrar no escritório, é bom prestar atenção no teto que o abriga. Às vezes, o mal-estar vem de um projeto doente.

EFEITOS NA SAÚDE
A explicação não é tão misteriosa assim. Em 1982, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu o termo Síndrome do Edifício Enfermo para prédios em que cerca de 20% dos ocupantes apresentam sintomas como fadiga, dor de cabeça, tosse seca, coriza e ardor nos olhos - sinais que desaparecem quando as pessoas se afastam do local e dos poluentes químicos, físicos e microbiológicos resultantes da má conservação dos filtros do ar-condicionado, do acúmulo de substâncias tóxicas e dos ácaros dali.

Na concepção da geobiologia, essa definição só é um pouco mais abrangente e analisa também as energias sutis do terreno antes de dar um veredito sobre quão saudável é uma casa ou edifício erguido sobre ele. "Há estudos científicos provando que torres de transmissão celular provocam alterações fisiológicas. Outras pesquisas, mais empíricas, indicam que as fissuras e os veios d¿água subterrâneos causam perturbações que levam ao estresse. Dependendo da intensidade, a saúde pode ficar bastante comprometida", diz Allan.

O arquiteto e urbanista recifense Ormy Hütner Júnior que o diga. Especialista em construções sustentáveis e na detecção de patologias de obras civis - como problemas de impermeabilização -, ele resolveu investigar mais a fundo os efeitos das tais energias do terreno sobre a saúde. "Na faculdade, assisti a uma palestra do Mariano Bueno, espanhol especialista em geobiologia, e desde então tenho procurado usar esses conceitos no meu trabalho", conta.

As construções sustentáveis buscam empregar matérias-primas ecológicas, sem substâncias nocivas (seja na tinta, no carpete ou na cola usada). A bioconstrução incorpora isso e agrega um diagnóstico sobre as eventuais radiações eletromagnéticas que podem ser emitidas.

"Toda radiação afeta o metabolismo humano. É como se nossas células entrassem em ressonância com essa alteração iônica. Isso cria um estímulo desgastante e, com o tempo, debilita o sistema imunológico", explica Hütner. "O radônio, por exemplo, resultado da decomposição de átomos radioativos, sobe pelas fissuras geológicas até chegar à superfície da terra, e há estudos que o associam ao câncer de pulmão", acrescenta.


CORREDOR DA FLORESTA

CORREDOR DA FLORESTA Nas plantações em larga escala, como as de cana e soja, é comum serem utilizadas técnicas intensivas de manejo, como agroquímicos, que são capazes de esterilizar o solo e impedir a colonização por outras plantas e animais. Mesmo assim, esses desertos ainda podem funcionar como corredores entre florestas, permitindo o intercâmbio das espécies que nelas vivem 

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TEMPO PARA REGENERAR Os desertos de pínus e eucaliptos (foto acima), criados, principalmente, pela indústria de papel e celulose, possuem um ciclo de vida extenso. Depois de plantados, têm de sete a 20 anos de vida até serem cortados, o que, de acordo com Vera Lex Engel, professora do Departamento de Recursos Naturais da Unesp, é tempo suficiente para a regeneração de espécies nativas e até a colonização por animais 

CONSULTORIA Vera Lex Engel, professora do Departamento de Recursos Naturais da Universidade Estadual Paulista (Unesp/Botucatu)

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