quarta-feira, 30 de junho de 2010

Golfo do México

Cientistas afirmam! Se o vazamento de petróleo não for controlado, em 18 meses todo o oceano estará contaminado...

Cientistas norte americanos já afirmam que se o vazamento não for detido, as conseqüências podem se tornar devastadoras provocando uma reação em cadeia sem precedentes.
A Flórida por exemplo, sua situação é muito pior do que a mídia comenta,aliás quase nem se fala mais no pior desastre ambiental do planeta.
O assunto em pauta  agora é a copa do mundo,todos pelo futebol, mas nosso oceano está morrendo lentamente e a população da costa americana está correndo sérios riscos de morte. Sem falar das espécies que agonizam lentamente.
 A que ponto chegou a humanidade!
Foi estimado por peritos , que a pressão atual que o petróleo jorra nas águas do Golfo é de aproximadamente,20.000 a 70.000 PSI ( Libras por Polegada ). Nem a BF, e nem os governos das principais potencias do mundo teriam tecnologia para deter tal força com  tanta profundidade.
Já se fala em uma evacuação em massa na Flórida, já que o petróleo contém substâncias tóxicas que contaminam tudo ao redor.
O lamentável é que não poderemos fazer nada quanto a isso, pois se o problema continuar em 18 meses todo o oceano pode estar contaminado.
Não se sabe ao certo se os governantes estão adotando as medidas de emergência com um super plano de evacuação de maneira sigilosa, pois pelo que tudo indica, isso pode ser uma questão de alguns meses para que ocorra.
  
UM RESUMO DAS EXPECTATIVAS

Em algum momento o buraco da perfuração ficará muito grande, aumentando seu tamanho abaixo da cabeça do poço, deixando a área muito fraca onde o poço  está. A intensa pressão,então empurrará a cabeça do poço fora, permitindo um fluxo sem restrição de petróleo e etc...
O buraco continuará a aumentar de tamanho permitindo mais e mais petróleo fluir para o Golfo. Depois de muitos bilhões de barris de petróleo já terem sido derramados, a pressão da cavidade enorme a 8 km abaixo do solo do oceano começará a normalizar.
Isso então permitirá que a água, sob forte pressão a 1,6 km de profundidade, seja forçada para dentro da cavidade onde o petróleo estava. A temperatura a essa profundidade está perto de 200 graus centígrados, possivelmente mais.
A água evaporará, criando uma enorme quantidade de força , levantando o solo do Golfo. É difícil saber quanto de água entrará na crosta, também não é possível calcular o quanto o solo levantará.
As ondas do tsunami criado serão alguma coisa em torno 6 a 24 de altura, possivelmente maiores. Então o solo cairá dentro da cavidade vazia. É assim que a natureza fechará o buraco.
Dependendo da altura do tsunami, o cascalho do oceano, petróleo e estruturas existentes serão arrastadas pelas praias entrando terra a dentro, deixando uma área de 80,5 a 322 km desprovida de vida. Mesmo que os escombros sejam retirados, a contaminação do solo e da água impossibilitará a re-população por um período desconhecido de anos. (final da informação liberada pelos cientistas).

fonte: De Tom Buyea Flórida News Service (End of scientists information release.) From Tom Buyea FL News Service

Enchente não mata

30/06/2010 - 10h06 
Por Sérgio Abranches, do Ecopolítica

Enchente não mata. Não existem rios assassinos. O que mata é a imprevidência, a irresponsabilidade, a omissão. Tragédia é sempre humana, decorre da ação humana, nunca é natural.

O número de pessoas atingidas por enchentes e alagamentos no país praticamente triplicou nos últimos três anos. Entre 2007 e 2009, os municípios afetados aumentaram de 176 para 620. O número de vítimas cresceu de 1.309.914 para 3.035.215. E vai aumentar, já que os atingidos pelas enchentes de 2010 — Rio (Angra e Niterói), Alagoas e Pernambuco — ainda não foram contabilizados nas estatísticas. É o que nos diz reportagem de Geralda Doca e Henrique Gomes Batista publicada para o Globo do dia 26 de junho, anteontem.

Os dados são da Secretaria Nacional de Defesa Civil e foram obtidos no Portal do Planejamento. Mas o Portal foi tirado do ar há uma semana, porque continha informações reveladoras e críticas a programas de governo.

No caso do relatório da Defesa Civil, a secretária disse aos repórteres de O Globo que o  relatório estava sendo mal interpretado e, por isso, foi retirado do ar.

Não há como interpretar mal informações como essa de que o número de vítimas de enchentes triplicou. Que o gasto com reparações e perdas é maior que o investimento em preparação, equipamento, prevenção e correção dos erros gritantes de ocupação do solo. Não como deixar de ver que tudo isso é falha institucional e governamental grave. Nesse caso das enchentes, não há dúvida de que a Secretaria e as defesas civis estaduais e municipais não agiram preventivamente, nem estavam preparadas para atender a uma emergência das proporções que as enchentes atingiram. A Defesa Civl é despreparada, insuficiente, não tem equipamentos adequados, não atua nem na prevenção, nem no alerta. Emergências dessa magnitude estão, como os próprios dados indicam, aumentando sua frequência. Os eventos climáticos mais intensos e mesmo extremos vão aumentar. Isso já está dado. É a mudança climática em curso.

Mas no Brasil a administração pública prefere quase sempre o pior dos caminhos: subtrair informações, censurar, eliminar a transparência, em lugar de reconhecer os erros, discutir os fracassos e investir para corrigir as atitudes erradas. O Portal do Planejamento era um raro exemplo de transparência, de informação que permitia discussão mais aberta das falhas e dos acertos governamentais. O melhor caminho para corrigir o errado e incentivar o certo. Foi aplaudido e fortalecido? Não foi censurado.

Eu passei por uma cidade do interior de Minas, semana passada, que sofreu uma enchente brutal anos atrás. A cidade sempre conviveu com o transbordamento do rio, a violência das águas e grandes enchentes. Caminhei à pé por uma ponte na qual morreram muitas pessoas, inclusive crianças. Uma tragédia que a cidade não esquece e da qual ainda tem as marcas. No caminho do curso natural do rio vi um prédio. Se ele não cair na próxima enchente, servirá de barragem para as águas, vai aumentar a área afetada e, provavelmente, o número de vítimas.

A reportagem do Globo conta que, quando voltou a chover forte, em São José da Laje (AL), era início da tarde, carros de som pediam que a população saísse das casas às margens do rio. A Prefeitura e moradores decidiram evacuar as casas em áreas mais baixas, por precaução e pelo trauma causado pelo que viveram no passado. Em 1969, lá houve a pior enchente da história. Foram 2.713 mortos para uma população de 10 mil pessoas. Agora, não houve mortos, em parte por causa da ação preventiva. Ajudou muito, também, que a enchente tenha sido de dia.

O que mata não são as águas transbordadas dos rios. O que mata é a ocupação irregular de suas margens e até do seu leito. O assoreamento, que reduz a calha natural, o lixo, a falta de drenagem, a falta de prevenção. O que mata é o despreparo, a pobreza, a ocupação irregular das margens e das encostas, a falta de planejamento urbano, a omissão das autoridades públicas. Enfim, a tragédia nasce das más políticas de governo, em todas as esferas, municipal, estadual e federal. As águas passam e rolam. As ações humanas e políticas, é que matam.


(Envolverde/Ecopolítica)

domingo, 27 de junho de 2010

Misérias da sociedade de consumo

Segundo cientistas, se todos os países adotassem o mesmo estilo de desenvolvimento dos chamados países do Primeiro Mundo, seriam necessários cerca de quatro planetas terra de recursos naturais e, como só temos um, a conclusão é muito simples: os que podem estão avançando sobre os recursos dos que não tem como impedir o saque. E por que os oprimidos não reagem? Por que estão contentes com a situação e nem pensam em se libertarem. Muito pelo contrário! Bombardeados o tempo todo por uma informação comprometida com o consumo, as pessoas passaram a acreditar que não há nada de errado com a Sociedade de Consumo, onde se diz que as oportunidades são iguais para todos. Se a pessoa se esforçar mais, trabalhar mais e melhor, se endividar e pagar as prestações, então alcançará os mesmos patamares de consumo e de qualidade de vida dos ricos e famosos!

Ninguém gosta da pobreza muito menos apóia desigualdades, mas é graças à existência de tais misérias em nossas sociedades que uns podem acumular mais que os outros. Gandhi alertou que existem recursos no planeta para todos, mas não para a ganância de uns poucos e que a paz é fruto da justiça.

Paulo Freire afirmava que o grande papel da educação deveria ser o de libertar as pessoas da escravidão do consumismo. Entretanto, somos estimulados o tempo todo, desde criancinhas, e por todos os meios a consumir sem parar! Ao invés de tentarmos nos libertar, ou de questionarmos este modelo, queremos consumir mais e mais, num padrão tão elevado quanto o dos ricos e famosos, incensados pela mídia para que os tomemos como modelo a serem seguidos e invejados.

Os shoppings tornaram-se templos de consumo do deus Mercado, verdadeiras ilhas da fantasia onde até o ar que se respira tem a temperatura controlada. A moda, a propaganda e a informação - comprometidas com este modelo - são os principais carros-chefe dessa nova religião e cumprem o papel de dar velocidade e legitimidade ao consumo, criando novos desejos e necessidades, tornando o novo já ultrapassado e obsoleto assim que o consumidor sair da loja.

Somos levados a confundir a posse de bens com felicidade e reconhecimento social, e a nos avaliarmos não pelo que somos, mas pelo que possuímos. Somos induzidos a consumir não por que precisamos, mas por que merecemos, desejamos, podemos. A falta de dinheiro, que deveria funcionar com um limitador, é superada rapidamente pelo crédito fácil e prestações a perder de vista que beiram a irresponsabilidade. Os consumidores acabam escravizados às suas dívidas, obrigando-se a dedicarem as melhores horas de suas vidas ao trabalho, para gerar os excedentes que os permitam pagar suas dívidas e adquirirem logo novas modernidades muitas das vezes nem tão necessárias assim.

O tempo passou a ser o bem mais precioso e as pessoas passaram a dedicá-lo quase todo ao trabalho e mal conseguem ter tempo para elas próprias, para suas famílias, para cultivar uma arte, um esporte, um lazer, ler um livro, ouvir uma música, dançar, reunir com os amigos. Tendemos a passar mais tempo com os colegas do trabalho que com nossa família, filhos ou a pessoa amada. Não temos mais tempo para comer com calma, e comer virou uma forma de tentar preencher o vazio e a ansiedade. As cidades estão cada vez mais cheias de gente solitária que tentam preencher este vazio com mais consumo.

Entretanto, enquanto uns perdem a liberdade, outros perdem a vida. O desemprego está entre um dos principais motivos para os suicídios, por que, numa sociedade de consumo, pessoas que não conseguem ganhar dinheiro, sentem-se um peso para as demais. Pessoas depressivas e solitárias também se matam diante das frustrações ao descobrirem que a posse de bens de consumo e de riquezas não se converteu nas prometidas felicidade, prazer e reconhecimento social. A própria vida humana perde importância, já que só é importante o que tem preço e não o que tem valor. E como a vida não tem preço, então, não interessa para o negócio. Vidas fora do mercado não interessam, por que são vistas como uma espécie de peso para os demais. Estão neste rol os aposentados, as crianças, os inválidos, os desempregados. Por isso não se deve tratar como casos isolados quando jovens bem nascidos, com boa formação, que têm de tudo, não conseguem perceber o que pode haver de mal em queimar mendigos, surrar prostitutas ou matar os pais e avós que lhes negam dinheiro para comprar drogas. Para nosso horror e infelicidade, são demonstrações de uma sociedade doente, e pior, que não quer se tratar por que sequer reconhece o problema.

A tarefa de educar os filhos acabou transferida para os professores e as empregadas domésticas - quando existem-, e confia-se cada vez mais na babá-televisão e mais recentemente na babá-videogame para entreter e compensar as crianças pela ausência dos pais. Alguns pais tentam administrar os filhos e a vida doméstica através do celular, e é comum trocarem o afeto e a presença por brinquedos, mesada em dinheiro, presentes, que poderão acabar corrompendo o espírito das crianças transformando-as em consumidoras vorazes no futuro como forma de tentar superar frustrações e tristezas.

 Cada vez mais as pessoas estão sendo levadas a perseguir um modelo de consumo inalcançável e que só fará manter os pobres mais pobres e escravizados à necessidade de trabalhar sem descanso a vida toda, deixando atrás de si famílias desestruturadas, pessoas ansiosas, e um planeta arrasado.
  
Por Vilmar Berna*, do Portal do Meio Ambiente* 
Vilmar é escritor, com dezoito livros publicados, e jornalista, editor da Revista do Meio Ambiente e do http://www.portaldomeioambiente.org.br/ Por suas lutas pela democratização da informação ambiental e formação da cidadania socioambiental, recebeu em 1999, o Prêmio Global 500 da ONU Para o Meio Ambiente e, em 2003, o Prêmio Verde das Américas.  Site do escritor: http://www.escritorvilmarberna.com.br/
  
fonte: Envolverde/O autor - 25/06/2010 - 10h06

Lei da Esperança

A Lei da Esperança precisa ser aplicada.
Ore e peça ao seu anjo guardião que o oriente no que estudar.
Logo aparecerão pessoas ou informações que o conduzirão a um material adequado que permitirá que você assimile a matéria com menos dificuldade e com mais eficiência.
 Estude como uma criança, sempre alegre com as novidades que aparecem a cada página.
Não se estresse.
Pesquise e conheça a fundo sobre a empresa ou escola onde pretende ser admitido.
Conheça tudo sobre ela e deseje ser parte desse trabalho divino.
Quantas pessoas essa instituição ajuda ao proporcionar estudo ou trabalho.
Todas empresas, escolas e instituições, apesar do homem estar focado no material, são guiadas por Deus, pelo Buda Eterno, para que através dela os Filhos de Deus possam obter sustento e cumprir a missão de aperfeiçoamento na Terra.
 “A luz, por mais fraca que seja, vale mais que todas as trevas juntas”

Leonardo Boff

sábado, 26 de junho de 2010

Canadá pedirá que G20 corte saldo fiscal negativo à metade até 2013

O primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, vai pedir aos países do G20 que reduzam seus saldos fiscais negativos pela metade até 2013 e levem a relação entre dívida e PIB (Produto Interno Bruto, a soma das riquezas do país) a uma trajetória de queda até 2016, segundo anuncinou um porta-voz do governo. A cúpula do grupo começa neste sábado (26) na cidade canadense de Toronto.

Harper fez um apelo semelhante em carta enviada aos líderes do G20 há uma semana. O Canadá também tem a expectativa de que o grupo chegue a um acordo de regulação se alguns de seus membros decidirem implantar um imposto sobre bancos.

Len Edwards, representante do Canadá na reunião do G20 e G8, disse não haver um entendimento para a criação de um imposto bancário global entre os países do grupo e acrescentou que os governos têm a liberdade de implantarem a medida "se assim desejarem". As informações são da Dow Jones.
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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, se reúne na tarde deste sábado (26), com os ministros das Finanças do G20, em Toronto, no Canadá, para discutir os melhores caminhos no processo de retomada da economia global. Outro assunto da reunião será a reforma do FMI (Fundo Monetário Internacional).
Mantega está representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no encontro do G20 no Canadá. Lula cancelou a viagem para acompanhar o resgate das vítimas das chuvas em Pernambuco e em Alagoas.
O Brasil, assim como Estados Unidos, China e Canadá, defendem cautela na retirada dos estímulos por causa do risco relacionado ao crescimento.
A União Europeia quer que o mundo siga o exemplo que está sendo dado por vários países da zona do euro e adote planos de austeridade fiscal.
Também neste sábado, Mantega, que representa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem encontro marcado às 17h (de Brasília) com o primeiro ministro do Canadá, Stephen Harper. 
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Líderes das potências industrializadas que formam o G8 (grupo dos oito países desenvolvidos), reunidos no Canadá, anunciaram contribuições de até R$ 8,8 bilhões (US$ 5 bilhões) em defesa da saúde materna e infantil nos países em desenvolvimento.
O fundo é batizado de iniciativa Muskoka, nome da região canadense onde está sendo realizada a cúpula do G8.
O primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, anunciou à imprensa:
- O exemplo dado pelos dirigentes do G8, atraiu donativos e contribuições de outras nações (não membros do grupo) e fundações, que entraram com mais R$ 4 bilhões (US$ 2,3 bilhões).
Ele agradeceu os aportes do G8 e também os da Holanda, Nova Zelândia, Coreia do Sul, Espanha, Suíça, Fundação Gates e Fundação das Nações Unidas.


"não jogue o seu óleo pelo ralo" - Reciclagem no Rio de Janeiro

Vídeo da campanha "não jogue o seu óleo pelo ralo" pela qual nós a realizamos em Angra dos Reis ,Paraty e Rio Claro.


Este é o trabalho pelo qual desempenho a minha atividade o nosso 





em nosso perfil tem muitas fotos da campanha.

atenciosamente

Carla Cristina
disk óleo 24 3367-2033

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R E C I C L A G E M

Todo mundo adora uma batata frita e um salgado. Mas o que fazer com o óleo utilizado na preparação desses alimentos? Se você joga no ralo, está agindo de maneira errada e se põe o resíduo no lixo comum, também. Quando o descarte new movie. play games ocorre em uma região com rede de coleta de esgotos, parte do óleo adere às paredes e absorve outras substâncias. Essa mistura reduz o diâmetro das tubulações prejudicando o transporte do esgoto, aumentando a pressão e os vazamentos, diminuindo a vida útil e provocando o completo entupimento da rede coletora. E caso este resíduo seja despejado nos rios provoca a impermeabilização dos leitos e terrenos que contribuem para enchentes.
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As estações de tratamento também não estão preparadas para receber a enorme quantidade de óleo de cozinha despejado pela população (cerca de 200 milhões de litros por ano). O despejo do óleo em lixões, onde muitas vezes é enterrado com os demais resíduos pode contaminar o lençol freático. Neste caso os danos ao meio ambiente são enormes.
Para se ter uma idéia, um litro de óleo contamina cerca de um milhão de litros de água. Isso acontece porque apesar de o óleo vegetal se dispersar em uma camada muito fina sobre a água, é suficiente para prejudicar a transferência do oxigênio na interfase ar-água.
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Mas com certeza existe uma solução... RECICLAGEM!

O óleo vegetal utilizado na preparação de alimentos pode se empregado como matéria-prima para diversas indústrias: saboeiras, de detergentes, de ração animal, de biodiesel e de graxas. Mas para que as empresas recebam a matéria-prima reciclada, é necessário que o óleo seja descartado de forma adequada. Esse é o papel da Disque Óleo. Receber o óleo usado de estabelecimentos comerciais e residenciais, reciclar o material e vender para as empresas interessadas. O estabelecimento comercial ou as próprias residências podem contribuir com este trabalho. Junto o óleo queimado em uma garrafa PET e ligue para a Disque Óleo Vegetal Usado que a nossa equipe irá fazer a coleta. Tudo dentro das normas de segurança e higiene.
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Comece pela sua cozinha!

Você dona de casa também pode doar o seu óleo. Divulgue para as pessoas na sua rua, para a sua comunidade e para seus amigos a importância da reciclagem. Junte-se a nós e contribua para o meio ambiente!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Fragmento de esperança em outro desenvolvimento

Por Marilza de Melo Foucher

O paradoxo da historia das grandes nações consideradas desenvolvidas era de se sentir com a missão coletiva de reconstruir um mundo que elas destruíram com as guerras fratricidas. Entretanto, essa missão não ajudou as nações ditas desenvolvidas a forjar um mundo mais solidário. Fizeram dos conhecimentos científicos e tecnológicos uma potente arma comercial e passaram a açambarcar o poder econômico, impondo para as regiões por eles consideradas “atrasadas” ou “subdesenvolvidas” um modelo ocidental de desenvolvimento puramente econômico. A economia torna-se tão determinante que as ideologias do século 19 e 20 vão compartilhar da mesma base cultural do liberalismo econômico. A natureza e o ser humano serão tratados como fator de produção, os bens fundamentais como a terra, o ar, a água, as florestas e a vida não terão valor ecológico.

Ao longo dos séculos, o capitalismo expandiu-se exportando um tipo de desenvolvimento que vai degradar e esgotar os recursos naturais, destruir relações sociais, sem levar em conta a especificidade cultural e dinâmica locais dos chamados países subdesenvolvidos. As desigualdades sociais, o aumento da pobreza, as diferenças de renda entre os países, a degradação dos ecossistemas rurais e urbanos, passam a serem indicadores do fracasso das políticas chamadas desenvolvimentistas.

Em vez de criar uma cooperação baseada na solidariedade entre os povos, na autonomia para escolher seu próprio desenvolvimento, as grandes potências impõem suas próprias regras. O poder econômico vai subordinar os direitos sociais e políticos ao direito comercial, a vida privada se transforma em mercadoria e o ser vivo será patenteado. Os países ricos irão continuar a pagar licenças para poluir. Tudo virou possível! O problema é que nem tudo é possível.

O mea-culpa das grandes potências: desenvolvimento sustentável para um planeta enfermo.

A realidade em que se encontra o planeta é a prova de que o desenvolvimento econômico ultrapassou seus próprios limites. Ele se torna globalmente inadaptado e se transforma numa ameaça ao meio ambiente, aumentando a desertificação e provocando a fome de milhões de seres humanos.

A Organização das Nações Unidas, o principal organismo criado para assegurar a paz mundial e reestruturar o mundo através da cooperação internacional, teria também como missão resolver pacificamente os problemas de ordem econômica, social, cultural e humanitária. Apesar de inúmeras reuniões de cúpula de presidentes e primeiros-ministros, inúmeras convenções internacionais, as instâncias ligadas à ONU não conseguiram até hoje mudar as regras da globalização excludente.

O espaço de decisão das Nações Unidas, restrito às grandes potências, vai se transformar em uma excelente tribuna para os atores globais assumirem a defesa do novo conceito de desenvolvimento sustentável. Desta vez a economia deveria se conciliar com o social e com o meio ambiente.

Confrontados às catástrofes econômicas e ecológicas e diante do aumento constante da adesão da opinião pública internacional à questão ambiental, os protagonistas do crescimento econômico sustentável, reconvertidos em ecologistas, irão apresentar um novo receituário e definir um novo paradigma de desenvolvimento, aparentemente novo. Nasce assim, a ilusão da sustentabilidade do desenvolvimento, coroada de boa vontade política. Mas concretamente o que as grandes potências fazem para sair do campo puramente economicista do desenvolvimento? Por que os países que lideram a governança mundial não levam em conta a dívida financeira e a dívida ecológica que eles fizeram proliferar nos países do Sul? Deixo esta reflexão para o leitor.

Governabilidade com desenvolvimento territorial integrado e solidário. Desafio possível no Brasil?

A questão do desenvolvimento sustentável, que tanto rendeu artigos e projetos, é repleta de contradições. Dela muitos se apropriaram, mas não pararam para refletir sobre estas contradições para poder agir em consequência e reinventar uma nova prática para mudar a realidade em que se vive. Como construir projetos duráveis de desenvolvimento?

Em primeiro lugar, quando se elabora um programa ou um plano, prioriza-se os projetos e atividades que serão executados ao longo dos anos. Daí faz-se necessário que todos os projetos e atividades sejam pensados, elaborados e implantados de modo global e articulado. Articulados entre a esfera federal, estadual e municipal, assim como, articulados setorialmente e com um acompanhamento coordenado entre as três esferas do poder. Desta forma evita-se a visão setorial do desenvolvimento. Por exemplo, a cultura, o meio ambiente, a economia devem ser tratadas conjuntamente.

Seria como imaginar o funcionamento de um ecossistema. Nos ecossistemas, tudo está em interações, tudo tem efeitos e causas. A mesma coisa é a intervenção humana no campo de desenvolvimento, as questões locais não se dissociam de questões globais, elas estão interconectadas. Em um espaço geográfico, não existem somente bens e circulação de mercadorias: existe os atores, cidadãos com pleno exercício da cidadania, e existe o meio natural. Os cidadãos e suas comunidades não são somente consumidores dentro da rede de mercados e de serviços públicos. Cada cidadão, cada cidadã deve ser responsável pela preservação da natureza, assim como deve ser responsável pelo bom funcionamento do Estado. Quando exigimos nossos direitos devemos também pensar que temos e também deveres diante da república brasileira.

Como organizar um novo modo de desenvolvimento em um espaço territorial sem tocar na malha do poder?

O desenvolvimento territorial integrado e sustentável exige uma democracia participativa. A democracia representativa será reforçada com a participação da sociedade civil organizada. Cabe aos atores locais de desenvolvimento (comunidades autogestionárias, entidades cooperativas e associativas, empresas, universidades, centro de pesquisas, movimentos sociais e entidades estatais e para-estatais) a responsabilidade de ativar os canais de diálogos e de controle social junto aos governos (municipal, estadual e federal).

Para viabilizar essa forma política inovadora de governabilidade, o ideal seria capacitar lideranças sociais e políticas, altos funcionários e dirigentes para se educar para o exercício do poder. Tendo em vista, que a sociedade brasileira foi durante séculos, caracterizada como uma estrutura autoritária de poder, os governantes bloquearam a participação e criação de direitos. Daí a exigência de mudar nossa relação com o poder, e um programa de educação para o exercício do poder pode ser propício para criar as bases para uma nova governabilidade.

A burocracia brasileira nunca foi uma forma de organização no sentido de agilizar o funcionamento da máquina estatal. Ao contrário, ela instala uma forma de poder altamente hierarquizado, com uma cadeia de comando. Quem está no nível superior detém os conhecimentos; estes conhecimentos devem permanecer desconhecidos para seus subordinados, que também têm seus subalternos. Privados de conhecimentos, eles não inovam e nem fazem uso de criatividade. Foram contratados para obedecer às ordens dos escalões superiores. Assim se caracterizou o poder dos altos funcionários públicos, na lógica de que quem detém o saber, detém o poder.

Quanto mais ignorante é o povo, mais fácil será manipulá-lo. O poder burocrático exercido pela hierarquia é dificilmente assimilado com o poder democratizado, no qual o cidadão funcionário age em função da igualdade dos direitos e se torna um defensor do bom funcionamento da máquina estatal e de uma empresa com finalidade pública.

Esta concepção de burocracia, infelizmente, vai também se instalar em alguns partidos políticos.

O poder na história política do Brasil vai ser praticado como uma forma de tutela e de favor, sem mediações políticas e sociais. O governante é sempre aquele que detém o poder, o saber sobre a lei e sobre o social, privando os governados dos conhecimentos, criando-se assim uma relação clientelista e de favor. O uso abusivo da máquina pública levou à falência o Estado brasileiro. Hoje, o desafio é restaurar um verdadeiro Estado democrático e cidadão compatível com o modo de desenvolvimento territorial integrado com sustentabilidade ambiental, social, política, cultural, e econômica. Nesse sentido, o modo inovador de desenvolvimento, dentro de uma visão integrada da realidade, exige mudança de atitude, mudança no modo de fazer política. Exige um sistema de educação compatível com este desafio.

Apesar dos avanços que tivemos nessa última década com os dois mandatos do governo Lula, a caminhada para mudanças estruturais é longa… Infelizmente algumas correntes da esquerda brasileira ainda não se deram conta de que é impossível separar a ecologia do modo de desenvolvimento. Ainda existe no meio dos cargos eletivos a predominância do pensamento economicista do desenvolvimento. Basta escutar os discursos da maioria dos governadores, a dificuldade que eles têm de planejamento a curto, a médio e longo prazo, dentro de uma visão mais integrada do desenvolvimento em um espaço territorial.

O período de eleições é sempre um momento propício para somar forças e exigir dos candidatos um compromisso com o bem-estar das novas gerações e com o futuro do planeta. Devemos nos mobilizar para que o Brasil seja protagonista de outro modo de desenvolvimento, que diminua as desigualdades ainda presentes nas regiões, conciliando crescimento econômico com respeito aos ecossistemas. A proteção social é inseparável da ambiental. Devemos nos mobilizar para que o combate que o Presidente Lula assumiu contra a pobreza continue. Devemos nos mobilizar também para que o Estado continue no seu papel regulador, a fim de garantir a qualidade nos serviços públicos, principalmente na área de educação e na saúde.

Estaria Dilma, candidata de Lula disposta a enfrentar esse desafio? Não vamos deixar a ecologia política nas mãos dos conservadores, de naturalistas iluminados, que na certa utilizarão a questão ambiental como pretexto para ganhar as eleições. Devemos batalhar para que essa outra concepção de desenvolvimento territorial integrado seja abraçada e defendida por Dilma ou por quem for eleito. Agora que o Brasil é respeitado como grande nação na cena internacional, e convidado à mesa de negociações dos organismos multilaterais, ele deve dar exemplo de que outro desenvolvimento é possível.

*Marilza de Melo Foucher é doutora em Economia pela Sorbonne, especialista em desenvolvimento territorial integrado e solidário


fonte: (Envolverde/Outras Palavras)  - 24/06/2010 - 11h06


Africanos convidados para a cúpula do G-8

Africanos convidados para a cúpula do G-8
Por Stephani Nieuwoudt, da IPS

Cidade do Cabo, 24/6/2010 – O Grupo dos Oito países mais poderosos convocou sete Estados africanos para sua reunião de cúpula em Muskoka, no Canadá, gerando dúvidas entre observadores quanto a isto refletir uma genuína preocupação com as promessas não cumpridas ou se é apenas maquiagem. O primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, foi quem fez o convite a África do Sul, Malavi, Etiópia, Senegal, Nigéria, Argélia e Egito para participarem da reunião do G-8 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia) que seu país receberá amanhã e depois.

Francis Ikome, diretor do programa africano do Instituto para o Diálogo Mundial (IGD), organização internacional dedicada à pesquisa, com sede em Joanesburgo, se mostrou cético sobre a representação africana. “Desde o lançamento da Nova Aliança para o Desenvolvimento da África (Nepad), se tornou tendência entre os países industrializados convidar Estados africanos para cúpulas como as do G20”, disse Ikome. “Habitualmente, são feitas muitas promessas”, nunca cumpridas inteiramente, acrescentou. “Aqui, o importante é se estas nações serão capazes de fazer concessões. Esta é uma reunião de países ocidentais industrializados. Creio que os africanos foram convidados para manter as aparências”, afirmou.

A reunião incluirá uma sessão na qual os sete Estados africanos participarão, junto com Jamaica, Haiti e Colômbia, convidados com base nos objetivos canadenses de política externa centrados na América. “Os dirigentes africanos transformam a si mesmos em objeto de ridicularização se participam apenas de conversações à margem deste tipo de reunião. Um líder não deveria voar até o Canadá apenas para falar nos corredores”, disse Ikome.

Trudi Hartzenberg, diretora-executiva do não governamental Trade Law Centre (Tralac, Centro de Direito Comercial) para a África austral, considera que as reuniões paralelas podem ser benéficas para os países africanos. “Não devemos esquecer que as discussões bilaterais importantes costumam ocorrer fora dos encontros formais”, destacou Hartzenberg, cuja organização tem sede na Cidade do Cabo, na África do Sul.

Mzukisi Qobo, do Instituto Sul-Africano para os Assuntos Internacionais, com sede em Joanesburgo, também adotou posição mais suave. “Ao Canadá preocupa que esteja diminuindo o impulso que ganharam os temas africanos na Cúpula de Gleneagles, em 2005”, afirmou. Naquele encontro, foi prometida a doação de US$ 25 bilhões à África, “dos quais apenas US$ 13 bilhões se concretizaram”, acrescentou.

Outras promessas surgidas na cúpula – realizada na cidade escocesa de Gleneagles, onde estiveram líderes de Argélia, Etiópia, Gana, Nigéria, Senegal, África do Sul e Tanzânia – incluíram mais apoio às forças de paz na África e maior investimento em educação e combate a doenças como HIV/aids, malária e tuberculose. Também foi sugerido, vagamente, acabar, “algum dia”, com o protecionismo comercial do mundo ocidental, além da promessa de cancelar US$ 40 bilhões da dívida dos países mais pobres, entre eles os africanos. Os membros europeus do G-8 também se comprometeram com o objetivo de uma ajuda externa de 0,56% do produto interno bruto até 2010 e de 0,7% até 2015. 

“Os sete convidados africanos foram escolhidos porque todos eles têm papeis importantes na África”, explicou Qobo. Durante algum tempo, o primeiro-ministro da Etiópia, Meles Zenawi, foi um menino mimado do mundo ocidental, além da situação dos direitos humanos em seu país, segundo Qobo. Considera-se que a Etiópia é um dos principais aliados dos Estados Unidos na África, relação na qual se aposta principalmente por sua proximidade geográfica com o Oriente Médio.

Argélia e Senegal são influentes países de língua francesa, enquanto Nigéria e Egito são importantes potênciais regionais. A África do Sul é vista como a potência econômica e política da África e guia do Nepal. Junto a ela, Nigéria, Argélia, Egito e Senegal foram os iniciadores dessa aliança. Malavi, o menor e mais pobre dos sete países, atualmente preside a União Africana. A África consolidou importantes relações com nações do bloco Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) e esse vínculo é visto como uma ameaça para o Ocidente, disse Qobo. “O Canadá quer entender como pode se comprometer de modo tão significativo com a África com relação aos temas que giram em torno de segurança, assistência, comércio e investimentos”, acrescentou.

Hartzenberg afirmou que os países ocidentais usam a recessão mundial como uma desculpa fácil para não cumprirem suas promessas. Ikome disse que o G-8 está perdendo sua importância no cenário mundial. “Está sendo substituído pelo Grupo dos 20 (G-20). Seria muito melhor que os países africanos estivessem representados nas cúpulas do G-20”, afirmou. IPS/Envolverde




fonte: (IPS/Envolverde)

Governo regulamenta lei de mudanças climáticas - 24-jun-2010

Além disso, assina resolução que institui o pagamento por serviços ambientais

As medidas adotadas pelo Estado de São Paulo colocam-no à frente do restante do País quando o assunto é a preocupação com o meio ambiente e as alterações no clima. A regulamentação da Política Estadual de Mudanças Climáticas (PEMC), assinada nesta quinta-feira, 24, pelo governador Alberto Goldman, é resultado da Lei nº 13.798, sancionada em novembro de 2009, que traça como meta a redução de 20% das emissões dos gases de efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento do planeta. Para se ter uma idéia, a meta é quatro vezes mais rigorosa do que a definida no Protocolo de Kyoto.

"Isso é algo quase inédito a nível mundial. É um trabalho, uma perspectiva, uma meta quase inédita que, mesmo nos países que se reuniram há pouco tempo numa tentativa de buscar um acordo entre eles, a coisa acabou não se dando. Mas nós temos aqui no Estado de São Paulo essa perspectiva e queremos inclusive levá-la a um plano nacional. Para isso nós estamos aqui, constituindo um conselho gestor. Cada secretaria terá as suas metas, responsabilidades e seu trabalho. Nós faremos uma avaliação periodicamente para acompanhar a evolução dessa meta que queremos avançar", afirmou o governador.

Um dos destaques do decreto é o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). Com ele, pela primeira vez no Brasil, um Estado cria um programa para remuneração de produtores rurais que protejam recursos naturais em suas propriedades. Nesta primeira fase, o PSA vai restituir pequenos agricultores que preservem as nascentes dentro de seus terrenos por meio do projeto Mina D'Água. Cada proprietário receberá entre R$ 75 e R$ 300 por nascente a cada ano, valor que varia de acordo com as condições ambientais. O FECOP (Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição) já reservou R$ 3,5 milhões para o programa só neste ano. Os projetos de PSA também incluem conservação de remanescentes florestais e recuperação de matas ciliares, a serem anunciados em breve.

Controle mais rígido

Uma grande inovação nas regras estaduais de preservação ambiental também foi criada também nesta quinta-feira com a Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) e o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE). A AAE é a análise dos impactos ambientais das atividades humanas e será incorporada nas políticas, planos e programas de governo, buscando o desenvolvimento sustentável. A AAE prevê os rumos deste desenvolvimento, a serem revistos a cada cinco anos. Já o ZEE visa à formulação de políticas de planejamento, ordenação e gerenciamento do território, de modo a convergir o desenvolvimento econômico com propostas de conservação ambiental. Assim, o Estado ganhará um mapa com as áreas mais frágeis e de maior potencial de desenvolvimento.

O documento, assinado pelo governador, cria o Conselho Estadual de Mudanças Climáticas, responsável por audiências públicas para discutir questões relacionadas à mudança de clima, além da proposição de medidas de controle e adaptação. Com a assinatura, também fica criado o Comitê Gestor, que acompanhará a elaboração e implementação dos planos e programas definidos no decreto. O comitê vai avaliar e monitorar o cumprimento da meta global e das metas setoriais e intermediárias de redução de emissão de gases de efeito estufa.

O decreto ainda institui programas e planos voltados à inovação tecnológica, energia, transporte, construção civil, educação ambiental e para ações emergenciais e mapeamento de áreas de risco. Há também o programa de crédito Economia Verde, que oferece recursos para entidades privadas na implementação de ações que reduzam as emissões de gases de efeito estufa. Os recursos, da Nossa Caixa Desenvolvimento, ultrapassam R$ 1 bilhão.

Confira aqui a íntegra do decreto assinado pelo governador Alberto Goldman, a ser publicado nesta sexta, 25, no Diário Oficial do Estado de SP.

Da Secretaria do Meio Ambiente


fonte: http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=210829&c=6&q=Governo+regulamenta+lei+de+mudan%E7as+clim%E1ticas

Planeta Sustentável

Olha só como não é preciso ser ecochato para falar de sustentabilidade!! 
Estes são os Manifestos do Planeta Sustentável publicados nas páginas da revista Capricho, da Editora Abril, desde que este movimento foi lançado, em 2007. Mas esta é apenas uma pequena parte de tudo o que já publicamos nas páginas das revistas que integram o Planeta Sustentável. São 38 publicações, que abordam do tema de um jeito muito bacana, ou seja, na sua linguagem. Só para citar algumas, entre elas estão a Exame, Claudia, Veja, National Geographic, Quatro Rodas, Vida Simples, Superinteressante, Nova Escola, Casa Claudia, Você S.A., além da Capricho, claro! Agora, compartilhe com seus amigos esta ideia.












terça-feira, 22 de junho de 2010

Participe do Curso de Legislação Ambiental

Participe do Curso de Legislação Ambiental
A Fundação SOS Mata Atlântica realiza, a partir de 5 julho, mais uma edição do Curso de Inverno de Direito Ambiental da Teoria à Prática. Ministrado pelas advogadas e consultoras Elci Camargo e Selene Yuasa, o curso apresenta a legislação ambiental e tem como base exemplos práticos e discussões. Os participantes recebem certificado e material de apoio e podem se inscrever pessoas que trabalham ou que se interessem por meio ambiente. Para se inscrever acesse o Portal da SOS Mata Atlântica.

Remarcada: Comissão prevê votação de alterações no Código Florestal para próxima segunda (28/06)

A Comissão Especial do Código Florestal Brasileiro deve votar na próxima segunda-feira (28 de junho) as mudanças propostas pelo relatório do deputado Aldo Rebelo, apresentado na última semana. Estas modificações tornam a legislação menos restritiva e colocam em risco a proteção ao meio ambiente e a qualidade de vida dos brasileiros. “Este documento é dedicado aos interesses econômicos específicos de um setor e não de toda a nação e, se aprovado, o novo Código Florestal Brasileiro poderá causar retrocesso e impactos ambientais irreversíveis”, afirma Mário Mantovani, diretor de políticas públicas da SOS Mata Atlântica. Agora, é preciso que toda a sociedade fale com os políticos em que votou e cobre uma posição do governo em relação a esta nova legislação. Para saber mais sobre como agir, acesse o site da campanha Exterminadores do Futuro e deixe seu comentário também em www.conexaososma.org.br .

Stop


















































Proibição da caça de baleias - voto final

petição urgente da Avaaz.org pela proteção das baleias. 
Clique nesse link para participar também:


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Casa feita com garrafas pet

Além de ser resistente e barato, o material deixa a moradia silenciosa e fresquinha

“Não sou engenheiro nem arquiteto, mas criei uma casa de garrafa pet que custa apenas R$ 8 mil. Como? Troquei os tijolos de cerâmica pelas garrafas descartáveis e assim reduzi o custo da construção. Se tivesse feito tudo da maneira tradicional, teria gasto o dobro!


Trabalho como eletricista numa empresa e não tive condições de fazer faculdade. Mas isso nunca me impediu de ser uma pessoa criativa e preocupada com o meio ambiente. Um dia, quando estava voltando para casa, notei um bocado de garrafas de refrigerante na beira do rio que corta minha cidade, Espírito Santo, no interior do Rio Grande do Norte. Fiquei encucado: que fim dar a esse lixo todo?

Foi aí que comecei a pensar em trocar os tijolos usados na construção das paredes por garrafas pet. Desse jeito, poderia resolver dois problemas de uma vez. Primeiro, ajudaria muitas famílias de baixa renda a sair do aluguel e a comprar seu próprio imóvel. Depois, contribuiria para reciclar um material que polui terrenos, rios e oceanos.

PEDI AJUDA PARA PESQUISADORES
Levei mais de um ano fazendo experiências até chegar ao projeto ideal. O pessoal dizia que as paredes ficariam muito leves e iriam voar. Mas eu não desisti e pedi o apoio de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Os testes feitos no laboratório da universidade mostraram que a parede de pet era até mais forte que a de tijolos. Fiquei surpreso. E não era só isso: as garrafas isolavam muito bem os ambientes do calor e dos sons que vinham de fora. Quer dizer, além de ser barata, a casa de pet fica mais silenciosa e fresquinha!

Depois dos testes, fiz as contas e descobri quantas garrafas seriam necessárias para uma casa de 46 metros quadrados com dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e varanda. Comprei 2.700 garrafas pet dos catadores e comecei a construção.

Foi um mês de trabalho duro até que a primeira casa ficasse pronta, em dezembro de 2009. Agora, consigo construir a mesma casa em apenas cinco dias, se as paredes já estiverem prontas (veja o passo a passo).

QUERO PRODUZIR A CASA EM LARGA ESCALA
O próximo passo é beneficiar mais pessoas com a minha ideia. Estou em contato com construtoras e com a Secretaria de Habitação do Rio Grande Norte para produzir minha invenção em larga escala.

MUITA GARRAFA SEM RECICLAGEM
Descobri que no Brasil fabricamos mais ou menos 9 bilhões de unidades de pet por ano. Mas, infelizmente, só conseguimos reciclar 50% dessas garrafas. Imagine quantas casas poderiam ser construídas apenas com as garrafas de refrigerante que jogamos fora!

PASSO A PASSO DA CONSTRUÇÃO
1. As paredes são moldadas dentro de fôrmas feitas com madeira e chapas de aço. Coloco as garrafas entre a massa de cimento e areia, como se fossem o recheio de um sanduíche. Dentro da fôrma preparo também as partes hidráulica e elétrica da casa.
2. Hora de fazer o contrapiso de cimento, onde todo o encanamento fica embutido.
3. Depois, as paredes (que não precisam de reboco) são montadas em cima do contrapiso. Elas são "coladas" no chão com a ajuda de 10 cm de concreto.
4. Começa a fase de acabamento, quando se faz a instalação de tomadas e interruptores e colocam-se as portas e as janelas da casa.
5. A estrutura toda deve ser coberta com telha colonial. Depois de pintar tudo, a casa está pronta para morar”
Antonio Duarte, 34 anos, eletricista, Espírito Santo, RN

DA REDAÇÃO: PLÁSTICO EM CASAS DE TODO O PAÍS
Além do Antonio Duarte, alguns centros de estudos do Brasil já perceberam o potencial das garrafas pet na construção de moradias. Em Fortaleza, alunos e professores do curso de engenharia civil da Universidade Federal do Ceará foram mais longe. Não apenas as paredes de uma casa foram feitas com garrafas pet: todos os móveis e peças de decoração foram fabricados com o plástico reciclado.

No Sul, a equipe do Laboratório de Sistemas Construtivos desenvolveu um processo de construção muito similar ao de Duarte, com a estrutura pré-moldada em fôrmas de aço. Eles prometem terminar uma casa de 40 metros quadrados em 48 horas com uma equipe de apenas quatro pessoas. Quem sabe, em breve, o tijolo de cerâmica não será coisa do passado?

Para saber mais:
Para mais detalhes sobre a casa de garrafa pet do Antonio Duarte, escreva para o e-mail duarte5080@uol.com.br.


Para saber mais:
Para mais detalhes sobre a casa de garrafa pet do Antonio Duarte, escreva para o e-mail:
duarte5080@uol.com.br
fonte: Por Ana Paula Severiano, Revista Sou Mais Eu – 25/03/2010


domingo, 20 de junho de 2010

Pessimismo capitalista e Darwinismo social

Que fazer quando uma crise como a nossa se transforma em sistêmica, atingindo todas as áreas e mostra mais  traços destrutivos que construtivos? É notório que o modelo social montado já nos primórdios da modernidade, assentado na magnificação do eu e em sua conquista do mundo em vista da acumulação privada de riqueza não pode mais ser levado avante. Apenas os deslumbrados do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo Lula, acreditam ainda neste projeto que é a racionalização do irracional. Hoje percebemos claramente que não podemos crescer indefinidamente porque a Terra não suporta mais nem há demanda suficiente. Este modelo não deu certo, pelas perversidades sociais e ambientais que produziu. Por isso, é intolerável que nos seja imposto como a única forma de produzir como ainda querem os membros do G-20 e do PAC.

A situação emerge mais grave ainda quando este sistema vem  apontado como o principal causador da crise ambiental generalizada, culminando com o   aquecimento global. A perpetuação deste paradigma de produção e de consumo pode, no limite, comprometer o futuro da biosfera e a existência da espécie humana sobre o planeta.
Como mudar de rumo? É tarefa complexíssima. Mas devemos começar. Antes de tudo, com a mudança de nosso olhar sobre a realidade, olhar este subjacente à atual  sociedade de marcado: o pessimismo capitalista e o darwinismo social.

O pessimismo capitalista foi bem expresso pelo pai fundador da economia moderna Adam Smith (1723-1790), professor de ética em Glasgow. Observando a sociedade, dizia que ela é um conjunto de indivíduos egoistas, cada qual procurando para si o melhor. Pessimista, acreditava que esse dado é tão arraigado que não pode ser mudado. Só nos resta moderá-lo. A forma é criar o mercado no qual todos competem com seus produtos, equilibrando assim os impulsos  egoistas.

O outro dado é o darwinismo social raso. Assume-se a tese de Darwin, hoje vastamente questionada, de que no processo da evolução das espécies sobrevive apenas o mais forte e o mais apto a adaptar-se. Por exemplo, no mercado, se diz, os fracos serão sempre engolidos pelos mais fortes. É  bom que assim seja, dizem, senão a fluidez das trocas fica prejudicada. 

Há que se entender corretamente a teoria de Smith. Ele não a tirou das nuvens. Viu-a na prática selvagem do capitalismo inglês nascente. O que ele fez, foi traduzi-la teoricamente no seu famoso livro: "Uma investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações"(1776) e assim justificá-la. Havia, na época, um processo perverso de acumulação individual e de exploração desumana da mão de obra.

Hoje não é diferente. Repito os dados já conhecidos: os três pessoas mais ricas do mundo possuem ativos superiores à toda riqueza de 48 países mais pobres onde vivem 600 milhões de pessoas; 257 pessoas sozinhas acumulam mais riqueza que 2,8 bilhões de pessoas o que equivale a 45% da humanidade; o resultado é que mais de um bilhão passa fome e 2,5 bilhões vivem abaixo da linha da pobreza; no Brasil 5 mil famílias possuem 46% da riqueza nacional. Que dizem esses dados se não expressar um aterrador egoismo? Smith, preocupado com esta barbárie e como professor de ética, acreditava que o mercado, qual mão invisível, poderia controlar os egoismos e garantir o bem estar de todos. Pura ilusão, sempre desmentida pelos fatos.

Smith falhou porque foi reducionista: ficou só no egoismo. Este existe mas pode ser limitado, por aquilo que ele omitiu: a cooperação, essencial ao ser humano. Este é fruto da cooperação de seu pais e comparece como um nó-de-relações sociais. Somente sobrevive dentro de relações de reciprocidade que limitam o egoismo. É verdade que egoismo e altruismo convivem. Mas se o altruismo não prevalecer, surgem perversões como se nota nas sociedades modernas assentadas na inflação do "eu" e no enfraquecimento da cooperação. Esse egoismo coletivo faz todos serem inimigos uns dos outros.

Mudar de rumo? Sim, na direção do "nós", da cooperação de todos com todos e na solidariedade universal e não do "eu" que exclui. Se tivermos altruismo e compaixão não deixaremos que os fracos sejam vítimas da seleção natural. Interferiremos cuidando-os, criando-lhes condições para que vivam e continuem entre nós. Pois cada um é mais que um produtor e um consumidor. É único no universo, portador de uma mensagem a ser ouvida e é membro da grande família humana.

Isso não é uma questão apenas de política, mas de ética humanitária, feita de solidariedade e de compaixão.

Leonardo Boff é autor de Princípio compaixão e cuidado, Vozes (2007).

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