sábado, 31 de março de 2012

Consciente Coletivo - Episódio 4

http://www.youtube.com/watch?v=cPsHGpXpI-U


videos: Earthlings, Home and the cove

What mankind does to other beings...is that possible?
O faz a humanidade aos outros seres...como é possivel?

http://veg-tv.info/Earthlings
choose the language and whatch! escolha o idioma, e assista!

Watch the movie now on YouTube: em espanhol
http://www.youtube.com/homeprojectES

http://www.thecovemovie.com/

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LUZ
luz para cada ser deste planeta,
luz no coração de cada ser humano,
luz para flora, fauna.....
luz para buscar o respeito com cada UM
luz para encontrar a harmonia , o equilibrio
luz para encontrar o amor dentro de nós...


Eliane Sena (27-dez-2008)
Não gosto destas imagens, mas vamos mudá-las..tenho certeza disso.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Cadernos da Biodiversidade e Pegada Ecológica no Fórum de Educação Ambiental


O WWF-Brasil e o Instituto Supereco realizam nesta quinta-feira (29), no VII  Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, em Salvador (BA), a oficina Biodiversidade, educação e conservação na sua prática e ambiente de atuação.

A oficina será ministrada por Andree Vieira (Supereco) e Terezinha Martins ( WWF-Brasil) com base na publicação Investigando a Biodiversidade: guia de apoio aos educadores do Brasil, uma publicação conjunta do WWF-Brasil, Conservação Internacional e Supereco.

A publicação, lançada em 2010, tem por objetivo apoiar o trabalho de educadores que têm o desafio de desenvolver ações e atividades pedagógicas envolvendo professores, crianças e jovens sobre o significado e a importância da nossa biodiversidade e como devemos conservá-la. A obra é uma adaptação brasileira para o material “Exploring Biodiversity”, uma copublicação da Conservação Internacional e do WWF.

Fórum - O VII  Fórum Brasileiro de Educação Ambiental começou hoje no Centro de Convenções de Salvador e tem a participação de  educadores de todo o país. O fórum deste ano será um evento preparatório para a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável – Rio + 20.

Um dos principais objetivos do evento  será o de avançar no diálogo com os diversos segmentos sociais envolvidos com o licenciamento ambiental, gestão dos resíduos sólidos, mudanças climáticas, educação formal, gestão de recursos hídricos, conservação da biodiversidade e gestão das unidades de conservação, produção agropecuária.

Pegada Ecológica – O  WWF-Brasil e o Supereco estarão com um stand durante todo o evento para divulgar as suas ações de educação ambiental. Entre os projetos apresentados está o estudo da Pegada Ecológica de Campo Grande, uma experiência pioneira realizada no Brasil em uma cidade. 

A pegada ecológica é uma metodologia de contabilidade ambiental que avalia de um lado o consumo e do outro a capacidade de recursos naturais disponíveis no planeta. É possível traduzir a pegada ecológica em quantos e quais recursos são usados pela população e em quanto isso excede a capacidade de recuperação natural dos ecossistemas. O cálculo já era realizado de maneira individual,  mas foi feito pela primeira vez em uma cidade.

O trabalho foi realizado pelo WWF-Brasil em parceria com a prefeitura da capital do Mato Grosso do Sul, Global Footprint Network (GFN), a empresa social Ecossistemas e a Universidade Privada Anhanguera. O objetivo foi ter uma ferramenta de gestão para ajudar no planejamento e na gestão pública, mobilizar a população para rever seus hábitos de consumo e escolher produtos mais sustentáveis, além de estimular empresas a melhorarem suas cadeias produtivas.

Cientistas chamam atenção para futuro dos oceanos


Aumento das temperaturas médias dos mares pode levar à extinção de entre 20% e 50% das espécies do planeta, 24 de fevereiro de 2012 | 8h 01, Estadão

A conferência anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência (AAAS) foi realizada de 16 a 20 de fevereiro em Vancouver, cidade à beira-mar no Canadá. Não por acaso, diversos relatos de pesquisas relevantes sobre a vida e o futuro dos oceanos foram apresentados durante o encontro e chamaram a atenção do público em geral e especialmente da comunidade local.

Uma das exposições de grande repercussão foi a de James Hansen, do Instituto Goddard para Estudos Espaciais da Nasa, a agência espacial norte-americana. Segundo Hansen, o uso intensivo de combustíveis fósseis e o consequente aumento das temperaturas médias dos oceanos (já bastante superiores às do Holoceno) podem levar, entre outras consequências, a elevações de vários metros do nível dos oceanos e à extinção de entre 20% e 50% das espécies do planeta.

A elevação do nível dos mares coloca em risco a própria existência física de cidades em áreas costeiras de baixa altitude, como é o caso de Vancouver, entre muitas outras. O fenômeno é intensificado pelo derretimento de parte das calotas polares, também decorrente do aquecimento global, especialmente em regiões mais próximos dos polos, como também é o caso da cidade canadense.

O alerta de Hansen, uma das grandes estrelas da reunião da AAAS, teve, portanto, grande impacto na opinião pública da cidade anfitriã da conferência, inclusive porque suas autoridades públicas tomaram recentes decisões que seguem na contramão das advertências do cientista.

Por exemplo, há planos para dobrar a produção de carvão metalúrgico e fazer crescer significativamente a de gás natural liquefeito, não só para atender à demanda local por energia, mas também para exportação.

Menos célebre do que Hansen, mas também muito respeitado na comunidade científica internacional, Villy Christensen, professor da Universidade da Colúmbia Britânica, apresentou resultados iniciais, mas impressionantes, de seu projeto Nereus, cujo nome homenageia o deus grego que previa o futuro e morava no mar Egeu.

Segundo Christensen, as melhores estimativas atuais são de que há nos oceanos cerca de 2 bilhões de toneladas de peixe, ou seja, cerca de 300 quilos para cada habitante do planeta. No entanto, pelo menos metade disso está em zonas muito profundas dos mares, é constituída de espécies pequenas demais em tamanho e, por isso, é inviável para exploração comercial e consumo humano.

E na outra metade, de peixes que medem pelo menos 90 centímetros e são apropriados para alimentação de pessoas, houve um declínio da biomassa de 55% de 1970 até agora. “É uma mudança dramática e global”, disse.

Christensen defendeu que se invista mais em pesquisa sobre a vida marinha e especialmente sobre o impacto do aquecimento global sobre ela para que decisões políticas apropriadas possam ser tomadas, mas - apesar da necessidade de mais estudos - ele acha que o que já se sabe é suficiente para muita preocupação com o futuro.

Por exemplo, há a previsão de que o aumento da temperatura das águas vai fazer com que muitas espécies de animais marinhos procurem as águas mais frias das regiões mais próximas dos polos, o que poderia beneficiar os habitantes dessas áreas.

Mas William Cheung, que trabalha no mesmo projeto Nereus, argumenta que essa conclusão otimista pode ser apressada e errada: diferenças de quantidade de oxigênio em águas frias e quente e a crescente acidificação dos oceanos, outra consequência das mudanças climáticas, também comprometem negativamente a produtividade marítima.

Lisa Levin, do Instituto de Oceanografia Scripps, da Califórnia, em outra atividade da conferência da AAAS, corroborou indiretamente a fala de Cheung. Levin mostrou conclusões de sua pesquisa, segundo as quais o aquecimento dos oceanos produzidos pelas mudanças climáticas está causando a expansão de zonas submarinas de baixo oxigênio, o que afeta negativamente a produção pesqueira de diversas regiões, inclusive as da costa da Colúmbia Britânica.

Levin chama o fenômeno de “compressão de habitat” e disse que ele afeta áreas que se estendem por mais de 150 mil quilômetros em torno das beiradas dos oceanos. Segundo suas previsões, até o ano de 2050, peixes que habitam nessas regiões podem perder 50% na variação da profundidade em que vivem.

Os canadenses são bastante sensíveis para este tipo de problema por já terem visto como podem ser socialmente dramáticos os seus efeitos. Há cerca de 20 anos, a escassez da produção de bacalhau na região de Newfoudland, na costa leste do país, provocou o fim de 40 mil empregos. Diversas espécies de peixe - como o do bacalhau atlântico daquela cidade - estão sendo consideradas como ameaçadas de extinção e sua pesca está sendo restringida ou totalmente proibida.

Patentes genéticas

Os efeitos dos problemas dos oceanos são percebidos em vários países. O professor Rashid Sumaila, também da Universidade da Colúmbia Britânica, apresentou aos participantes da conferência da AAAS estudos que conduziu no México que apontam redução de até 20% em poucos anos na produção de pesca de diversas espécies de peixes e moluscos.

Os efeitos de mudanças nos oceanos na vida do planeta discutidos na reunião da AAAS em Vancouver não se limitaram aos atuais e aos do futuro.

Peter DeMonocal, biólogo marinho da Universidade Columbia de Nova York, mostrou sua pesquisa, de acordo com a qual grandes diferenças de temperatura nos oceanos Índico e Pacífico que ocorreram há 2 milhões de anos foram responsáveis por alterações de padrões de chuva na África oriental que desertificaram vastas áreas daquele pedaço do mundo.

Mesmo quando as notícias sobre a exploração, a atividade e as mudanças nos oceanos apresentadas no encontro da AAAS são inegavelmente positivas, elas não deixaram de trazer junto com elas algum tipo de preocupação.

Por exemplo, Carlos Duarte, diretor do Instituto de Oceanos da Universidade da Austrália Ocidental, relatou como um grande tesouro de recursos genéticos está sendo descoberto e permitirá aplicações em diversos setores da economia, como medicamentos para combater dores, câncer, regenerar tecidos e ossos ou para gerar biocombustíveis.

De acordo com Duarte, desde 2009 cerca de 5 mil patentes genéticas de organismos marinhos foram requeridas e é previsto um aumento de 12% ao ano desta quantidade. Duarte também afirmou que a vida marinha tem uma diversidade muito superior à da terrestre e que pode levar até mil anos para que todas as suas espécies sejam descobertas e catalogadas.

Tudo isso pode ser ótimo, mas também pode provocar ainda mais problemas se não houver uma regulamentação bem concebida e cumprida rigorosamente para evitar excessos na pesquisa e exploração desses recursos, que agravariam ainda mais os efeitos das mudanças climáticas.

Além disso, há a questão de quem vai usufruir materialmente dessas descobertas. Apenas dez países têm 90% dos pedidos de patentes genéticas de organismos marinhos e três deles (Estados Unidos, Alemanha e Japão) têm 70%.

Isso pode fazer com que o fosso entre países ricos e pobres aumente ainda mais, com as inevitáveis tensões sociais decorrentes, e causar atritos diplomáticos capazes de prejudicar eventuais compromissos em decisões sobre problemas críticos, como os das mudanças climáticas.

Hora do Planeta

WWF

31 de março de 2012, as 20h30min.
vamos apagar as luzes!!!!

http://www.wwf.org.br/participe/hora_do_planeta_2012/

Consciente Coletivo 3

http://www.youtube.com/watch?v=_NteU6uYAOI

terça-feira, 27 de março de 2012

Revista Nova Escola traz “A árvore do consumo consciente”

Os educadores devem ficar atentos, pois será publicado na revista Nova Escola, da editora Abril, o capítulo número 1 do material didático “A árvore do consumo consciente”. Esse material foi desenvolvido pelo Instituto Akatu, em parceria com a Fundação Itaú Social, especialmente para que educadores pudessem trabalhar em sala de aula o tema do consumo consciente. Para a publicação do projeto, o Instituto Akatu contou também com o apoio da Fundação Victor Civita, braço de responsabilidade social do Grupo Abril, parceiro institucional do Akatu.
A cartilha didática “A árvore do consumo consciente”, lançada originalmente em 2005, está dividida em oito capítulos que ajudam educadores e alunos a refletirem sobre algumas questões abrangidas pelo consumo consciente.
A analogia feita entre uma castanheira e situações comuns do cotidiano contribui para que os alunos entendam de forma fácil e divertida a interdependência que existe entre todos os seres vivos e os recursos naturais, percebam que pequenas atitudes podem fazer a diferença e que consumo consciente está intimamente relacionado à cidadania.
Entre os meses de agosto e novembro deste ano, serão publicados de forma contínua os quatro capítulos da cartilha. Além da cartilha, faz parte do kit “A árvore do consumidor consciente” o pôster de uma castanheira. O pôster possibilita ao educador trabalhar ilustrativamente com seus alunos a idéia do ciclo da árvore como analogia para o ciclo da vida no planeta. O material completo (guia e pôster) está disponível para download aqui.
A revista Nova Escola alcança cerca de 1,5 milhões de leitores e tem circulação de 640 mil exemplares. Segundo Cláudia Costin, vice-presidente da Fundação Victor Civita – instituição cuja principal iniciativa é a publicação da revista –, é importante que as pessoas estejam conscientes de que tomar a iniciativa e começar a agir é uma valiosa alternativa para transformar uma realidade injusta e melhorar seu entorno. “Por isso, muito nos orgulha trabalhar em parceria com o Instituto Akatu e a Fundação Itaú Social, para uma educação de qualidade por meio da prática da boa cidadania corporativa”, completa ela. 
Para Andrea Pereira, da Fundação Itaú Social, ao estabelecer parceria com o Akatu, a fundação apostou na importância deste projeto para a formação das crianças e jovens. “Buscando contribuir para a melhor qualidade da educação pública no Brasil, acreditamos que “A Árvore” é um excelente material de apoio para educadores comprometidos com a formação de cidadãos responsáveis. Esperamos que este material, associado à criatividade e ao compromisso dos educadores desperte nas crianças e nos jovens o compromisso com os valores do consumidor consciente”, ressaltou ela.
Para Leonardo Almeida da ANAUÊ Design Estratégico, empresa que apoiou o Akatu no projeto gráficoda “Árvore do Consumidor Consciente”, o engajamento foi muito recompensador. “Disseminação do consumo consciente e práticas sustentáveis são temas ligados aos valores da ANAUÊ. Contribuir com o Instituto Akatu foi uma forma de reforçar esses pilares”, ressaltou ele.

www.akatu.org.br/central/noticias_akatu/2006/08/1558/?searchterm=pilares%20da%20sus*

http://revistaescola.abril.com.br/planos-de-aula/

segunda-feira, 26 de março de 2012

As enchentes e a cultura da impermeabilização

Valério Igor P. Victorino, Sociólogo, Docente UMAPAZ,Janeiro 2010

São Paulo não é mais a terra da garoa há muito tempo. Um novo grupo musical que quisesse representar no nome o clima da cidade deveria se chamar Demônios da Tempestade e fazer um estilo bem pesado, talvez um heavy metal inspirado no estrondo dos trovões e na fúria das tormentas tropicais que insistem em nos afligir nos últimos meses.

Do Jardim Pantanal ao Jardim Paulista há muito prejuízo sendo contabilizado; desde horas de trabalho até vidas humanas, passando pelo sofrimento de quem perde tudo o que tem, mesmo quando este tudo é quase nada. Dentro em breve os ricos e temerosos irão encomendar carros não somente a prova de balas, mas a prova de água também.

O governo do estado já anunciou a compra de carros anfíbios para realizar os atendimentos de emergência. Tempos molhados.

Pois bem o que nós, habitantes da cidade mais rica, cosmopolita, moderna e dinâmica da América Latina podemos fazer diante destes fenômenos climáticos extremos e de alto risco social? Inicialmente entender as causas. Sim, é uma ótima oportunidade para ampliarmos nossos conhecimentos sobre o meio que nos cerca. A necessidade é mãe da invenção e da ciência.

Diferentemente do aquecimento global, quando se trata de enchentes nas cidades não há polêmica, pois são reconhecidos dois tipos:

a) naturais, decorrentes da expansão dos rios sobre as várzeas;
b) antrópicas: decorrentes do impacto do modo de ocupação do solo com usos residenciais, comerciais e industriais.

Constata-se que o processo de urbanização transforma a superfície natural pela impermeabilização da bacia hidrográfica e pela criação de condutos para o escoamento pluvial provocando efeitos que modificam os componentes do ciclo hidrológico:

1) Ocorre a redução da infiltração no solo;
2) O volume que deixa de infiltrar fica na superfície, aumentando o escoamento superficial;
3) As águas se deslocam mais rapidamente, devido á construção de condutos superficiais para o escoamento das chuvas;
4) Com a redução da infiltração tende a diminuir o nível do lençol freático por falta de alimentação, reduzindo o escoamento subterrâneo;
5) Devido à diminuição da cobertura vegetal ocorre uma redução da evapotranspiração.

O aumento da freqüência e da magnitude das tormentas e das decorrentes enchentes tem várias explicações. Com certeza a construção das duas represas e a retificação dos dois principais rios que cortam a cidade interferiu no ciclo hidrológico e modificou as condições climáticas da bacia hidrográfica do Alto Tietê. Por outro lado, as superfícies impermeáveis absorvem parte da energia solar, aumentando a temperatura ambiente e produzindo ilhas de calor na parte central da cidade, onde predomina concreto e asfalto. Devido à sua cor o asfalto absorve mais energia solar e à medida que a superfície de concreto envelhece e vai escurecendo, tende a aumentar a absorção de radiação solar. Com isso ocorre o aumento da radiação térmica, que volta para o ambiente gerando calor. Segundo Carlos Tucci, “A elevação de temperatura também cria condições de movimento de ar ascendente, podendo aumentar as precipitações.” Como, na área urbana, as precipitações críticas de baixa duração são as mais intensas, essas condições contribuem para agravar as enchentes urbanas.

Como se enfrenta o problema das enchentes?
As medidas de controle de inundações podem ser estruturais, que são aquelas que modificam o sistema fluvial com grandes obras de engenharia que:

a) aceleram o escoamento das águas (canalização);
b) retardam o escoamento (reservatórios);
c) desviam o escoamento das águas. Sempre tem custos elevados e podem criar a falsa sensação de segurança, permitindo a ocupação de áreas inundáveis, o que, futuramente, pode resultar em danos significativos. Também existem as medidas não-estruturais, que são aquelas que modificam a atividade antrópicas por zoneamento das áreas de inundação, regulamentação do uso do solo com risco de inundação, indução de novas formas de ocupação com áreas de lazer, seguro contra inundação, sistemas de alerta etc. As medidas de controle do escoamento das águas variam também de acordo com o tipo de ação:

Ação na bacia:
a) na fonte: é o tipo de controle que atua sobre o lote, praças e passeios;
b) na microdrenagem: é o controle sobre as área de loteamentos;
c) na macrodrenagem: é o controle sobre os principais riachos urbanos.

Ação sobre o hidrograma:
a) Infiltração e percolação: cria espaço para que a água tenha maior infiltração e percolação (velocidade do fluxo da água através da camada não-saturada até o lençol freático - zona saturada);
b) Armazenamento: através de grandes reservatórios, cujo efeito é reter parte do volume do escoamento superficial, reduzindo seu pico e distribuindo a vazão no tempo;
c) Aumento da eficiência do escoamento: através de condutos e canais, drenando áreas inundadas;
d) Barragens e estações de bombeamento: solução tradicional de controle localizado de enchentes em áreas urbanas que não possuem espaço para amortecimento da inundação.

Os governantes, municipal e estadual, têm optado quase que exclusivamente por medidas estruturais de combate às enchentes, sendo que até o inadequado neologismo “piscinão” entrou para o linguajar técnico-jurídico do Plano Diretor de São Paulo como ação estratégica de combate às enchentes. O planos diretores de macrodrenagem da Bacia do Alto Tietê, tiveram orçamentos bilionários para construção de “piscinões”, para o rebaixamento da calha do rio Tietê, canalização de rios e construção de barragens. Enfim, são bilhões de reais gastos em obras de combate às enchentes que sempre estão aquém das necessidades que a metrópole apresenta. Sem dúvida que grandes obras estruturais são necessárias, mas evidentemente insuficientes, e muitas vezes apresentando problemas adicionais.

Se a questão das enchentes é tratada simplesmente como um problema hidráulico, de engenharia, as soluções estruturais ofuscam qualquer alternativa ou complementaridade. Mas se o drama das enchentes for, e deve ser, tratado como um problema urbano, uma amplitude maior de opções emergirá em decorrência da compreensão das características e da dinâmica do processo de urbanização da bacia hidrográfica.

A urbanização é a marca humana sobre o meio físico e a essência do processo de intervenção antrópica sobre a bacia hidrográfica do Alto Tietê revela um modo de uso e ocupação do solo que pode ser caracterizado, para fins da compreensão do fenômeno das enchentes, como cultura de impermeabilização. Pois é, enchente também é cultura. Estima-se que a taxa de impermeabilização do município seja de 45%, conforme a Resolução CADES 66/2001.

Enfrentando a impermeabilização
Reverter esta cultura de impermeabilização e aumentar a eficiência do sistema de drenagem é o desafio que se apresenta para o poder público e para a cidadania. O aumento da infiltração e percolação das águas precipitadas significa criar condições o mais próximo possível das condições naturais da bacia, considerando que foi a impermeabilização do solo que aumentou o escoamento para os canais e condutos que não suportaram a vazão.

Dentre as medidas não-estruturais de combate às enchentes a desimpermeabilização emerge enquanto diretriz da Política Ambiental do Município no Plano diretor, conforme o Art. 56:

II - o estabelecimento do zoneamento ambiental compatível com as diretrizes para ocupação do solo;
III - o controle do uso e da ocupação de fundos de vale, áreas sujeitas à inundação, mananciais, áreas de alta declividade e cabeceiras de drenagem;
IV - a ampliação das áreas permeáveis no território do Município. Em seu capítulo do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Urbano, o Art. 67 apresenta entre os objetivos para o Sistema de Drenagem Urbana: III - interromper o processo de impermeabilização do solo;
IV - conscientizar a população quanto à importância do escoamento das águas pluviais. Enquanto ação estratégica do sistema de drenagem urbana o Art. 69 é explicito:
XI - adotar, nos programas de pavimentação de vias locais e passeios de pedestres, pisos drenantes e criar mecanismos legais para que as áreas descobertas sejam pavimentadas com pisos drenantes.

O programa de pavimentação também apresenta a demanda: Art. 98 - São ações estratégicas dos Programas de Pavimentação:
III - criar mecanismos legais para que os passeios e as áreas externas pavimentadas implantem pisos drenantes; IV - adotar nos programas de pavimentação de vias locais pisos que permitam a drenagem das águas pluviais para o solo.

Enfim, o aumento das áreas de infiltração e percolação nos lotes, nas ruas de pouco tráfego, nos estacionamentos, nos parques, nos passeios, nas quadras esportivas etc. pode se dar pela utilização de pavimentos permeáveis (asfalto ou concreto drenante).

Como há pouca experiência com estes novos materiais no Brasil, a SIURB (Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana) em convênio com a USP está testando concreto e asfalto permeáveis para serem aplicados em pontos crônicos de enchente. Foram desenvolvidos dois materiais: o pavimento drenante asfáltico e o concreto intertravado drenante, este último composto por blocos de concreto poroso. A aplicação dessas soluções é semelhante à do piso asfáltico e do concreto intertravado, respectivamente, que são os produtos usualmente utilizados.

São Paulo necessita elaborar e implantar o Plano Diretor de Drenagem do Município de São Paulo (PDDMSP) integrado com o Plano Diretor de Macrodrenagem da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê (PDMAT), conforme item I do artigo 69 do Plano Diretor Estratégico. Esta é uma prioridade a ser construída mesclando medidas estruturais e não-estruturais de combate às enchentes.

Como se vê, o Plano Diretor contempla, em tese, como plano, tudo que é necessário para o enfrentamento do problema. Trata-se de tornar real estes mecanismos e proposições por meio de regulamentações e detalhamento de ações, que somente podem emergir com a pressão da sociedade, que poderá se revelar no entrelaçamento entre os planos regionais e o plano diretor de drenagem do município, com cada plano regional contendo o seu plano diretor de drenagem, reforçando adoção de medidas não-estruturais.

A questão mais grave é que quando as chuvas passarem, e elas passarão, e o Sol voltar a brilhar, venhamos a nos esquecer do problema das enchentes. De fato, o cidadão comum vai querer esquecer todo sofrimento e prejuízo deixado pelas tormentas. Contudo, se os dirigentes técnicos e políticos não priorizarem a mitigação do problema por meio de políticas públicas para o aumento da permeabilidade do solo urbano – objetivando o resgate das condições naturais da bacia hidrográfica -, as tragédias voltarão a acontecer.
 
fonte: http://www.blogumapaz.blogspot.com/

Consciente Coletivo 05








imagem:http://epifaniaaosol.blog.dada.net

http://www.youtube.com/watch?v=WVx5HqiwK6Q

Verde desbotado, por Por Felipe Pontes

A propaganda “verde” cresceu cerca de 10 vezes nos últimos 20 anos, e triplicou desde 2006, de acordo com consultoria de marketing ambiental TerraChoice. Sinal de que o discurso sustentável está em alta – o que não significa, necessariamente, que a ação ecológica também está.
Algumas empresas tentam tirar vantagem dessa onda verde, dizendo ao consumidor que seu produto é sustentável, quando não é. Essa malandragem ganhou o nome de greenwash (“lavagem verde”, em inglês). Em 2009, a TerraChoice analisou 2.219 produtos ecológicos nos Estados Unidos, e 98% deles apresentavam ao menos um problema de informação sobre suas características e qualidades. Por isso, é bom abrir o olho e checar se, de fato, os produtos são sustentáveis. Verdade Inconveniente separou algumas propagandas que ficaram conhecidas mundialmente pela distorção das características ecológicas. Confira:

ilustração:Daniel das Neves
fonte: revista galileu on line
http://colunas.galileu.globo.com/verdadeinconveniente/2010/04/23/verde-desbotado/

Fórum Mundial de Sustentabiliade publica "A Carta do Amazonas"

http://www.forumdesustentabilidade.com.br/

CARTA DO AMAZONAS
 Neste ano de 2012, em que a atenção do planeta está focada no Brasil devido à Rio+20, o LIDE firma o compromisso de mobilizar a sociedade brasileira pela aprovação de uma legislação nacional de pagamentos por serviços ambientais, reconhecendo este mecanismo como fundamental para garantir o desenvolvimento sustentável. Destacamos também, através do FÓRUM MUNDIAL DE SUSTENTABILIDADE, outros temas que merecem especial atenção da sociedade brasileira e mundial. São eles:

<!--[if !supportLists]-->1 <!--[endif]-->A aprovação de um acordo internacional para implementar o REDD+ como mecanismo de conservação das florestas nativas.

<!--[if !supportLists]-->2 <!--[endif]-->Estabelecimento de metas para a universalização do acesso à energia limpa até o ano de 2030.

<!--[if !supportLists]-->3 <!--[endif]-->O apoio à maior cooperação Sul-Sul, na base de benefícios mútuos que não repitam os erros cometidos no passado.

<!--[if !supportLists]-->4 <!--[endif]-->A importância de repensar as estruturas atuais da ONU para aumentar a eficácia dos processos de governança internacional.

<!--[if !supportLists]-->5 <!--[endif]-->A formulação de um programa de governança dos oceanos, que permita a conservação e recuperação dos ecossistemas marinhos e estoques pesqueiros, incluindo a criação de áreas marinhas protegidas em águas territoriais nacionais e internacionais.

<!--[if !supportLists]-->6 <!--[endif]-->O reconhecimento de que a atmosfera é um bem comum, compartilhado por todos, e cuja contaminação por gases do efeito estufa e outros poluentes precisa ser drasticamente reduzida, através de um cronograma mundial de metas firmes e compatíveis com a ciência.

<!--[if !supportLists]-->7 <!--[endif]-->O desenvolvimento de uma plataforma ambiental a nível municipal como prioridade, que explicite compromissos a serem assumidos por governantes locais, com especial atenção à universalização do saneamento básico, ao incentivo à construção sustentável e à promoção da educação ambiental e do consumo consciente.

<!--[if !supportLists]-->8 <!--[endif]-->A regulamentação e efetivo cumprimento do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, dando atenção à possibilidade de geração de empregos, através da valorização da cadeia de reciclagem do PET.

<!--[if !supportLists]-->9 <!--[endif]-->O uso das cadeias de valor de produtos da floresta para promover o comércio justo e o desenvolvimento sustentável na base da economia.

<!--[if !supportLists]-->10 <!--[endif]-->A incorporação clara e explícita nas metas de desenvolvimento e respeito aos direitos de futuras gerações a um meio ambiente mais limpo e sadio.


Manaus, 24 de Março de 2012

quinta-feira, 22 de março de 2012

22 de Março - Dia Mundial da Agua


Nosso planeta tem cerca de dois terços só de água. Pela lógica, parece haver água sobrando para a população, não é? Parece um absurdo falar em crise da água?
Vamos aos fatos: 97% da água do planeta são água do mar, imprópria para ser bebida ou aproveitada em processos industriais; 1,75% é gelo; 1,24% está em rios subterrâneos, escondidos no interior do planeta. Para o consumo de mais de seis bilhões de pessoas está disponível apenas 0,007% do total de água da Terra.
Some-se a isto o despejo de lixo e esgoto sanitário nos rios, ou ainda as indústrias que jogam água quente nos rios - o que é fatal para os peixes. A pouca água que existe fica ainda mais comprometida. Isto exige a construção de estações de tratamento de esgoto e dessalinização, por exemplo. E exige conscientização para que se evite o desperdício e a poluição, principalmente nas grandes cidades.
Com o objetivo de chamar a atenção para a questão da escassez da água e, conseqüentemente, buscar soluções para o problema, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu em 1992 o Dia Mundial da Água: 22 de março.
Por conta disso, a ONU também elaborou um documento intitulado "Declaração Universal dos Direitos da Água", que trata desse líquido como a seiva do nosso planeta.
    A água limpa é um direito nem sempre ao alcance de todos no planeta.
    No mundo em que vivemos, um bilhão de pessoas têm acesso a fontes de águas melhoradas, enquanto 2,5 bilhões vivem sem saneamento básico. Estas últimas figuram entre as mais pobres do mundo e também como as mais propensas a adquirir doenças. De acordo com estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), a falta de abastecimento de água potável é responsável por 80% das mortes nos países em desenvolvimento.
    No Brasil, segundo pesquisa do Censo 2000, 5,9% dos domicílios brasileiros lançam seus esgotos em valas, rios, lagos ou mar. Dessa proporção, a maior parte ocorre nas áreas rurais (10%) do que nas urbanas (5%). Já os domicílios que não possuem instalações sanitárias chegam a 8,3% do total do país, sendo mais freqüentes nas regiões rurais (35,3%). Essa situação torna-se gritante na área rural da Região Nordeste (60,5%), num contraste brutal com as áreas rurais da Região Sul (7,4%).

 
fonte: IBGE


Rios de 11 Estados do País estão poluídos

Por Giovana Girardi, O Estado de S.Paulo, estadao.com.br, Atualizado: 22/3/2012 7:07
  • Rios de 11 Estados do País estão poluídos

    "Vista do Rio Paraíba do Sul, no Rio. Uma das maiores pontuações, sob a classificação 'regular'"

    Análise feita em 49 rios de 11 Estados brasileiros traz uma má notícia para o Dia Mundial da Água, comemorado hoje: nenhum deles apresentava uma situação considerada boa ou ótima. Em termos de contaminação, 75,5% foram classificados como 'regular' e 24,5% com nível 'ruim', de acordo com levantamento conduzido pela SOS Mata Atlântica em localidades que, no passado, foram cobertas pela floresta.
    As avaliações foram feitas entre janeiro de 2011 e o início de março deste ano durante visitas da expedição itinerante A Mata Atlântica é Aqui, que busca a interação com as populações para alertá-las sobre o problema de contaminação dos rios, riachos, córregos, lagos, etc.
    No evento, as pessoas são convidadas a investigar as condições de um ou mais corpos d'água por meio de um kit de análise da água. 'É feita assim uma avaliação pontual, um retrato da situação naquele dia. E o resultado é bastante preocupante. Não encontramos nenhum rio em situação satisfatória', afirma Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da SOS.
    O kit classifica a qualidade das águas em cinco níveis de pontuação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos). Malu explica que os níveis de pontuação são compostos pelo Índice de Qualidade da Água (IQA), padrão definido no Brasil por resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), obtido pela soma da pontuação de 14 parâmetros físico-químicos, biológicos (como temperatura, vermes, coliformes fecais e oxigênio dissolvido) e de percepção, como odor, turbidez e presença de espumas, de lixo, de peixes.
    Segundo a pesquisadora, os dois principais responsáveis pela contaminação são a agricultura irrigada - que, segundo ela, 'capta grande volume de água e devolve agrotóxicos e erosão' - e a falta de saneamento básico, que permite que o esgoto doméstico seja jogado nos corpos d'água.
    'Nossa campanha visa a população porque só com mobilização da sociedade esse quadro vai mudar. Mas esse ainda não é visto como um problema prioritário. Na última eleição presidencial, falta de saneamento era só a oitava preocupação das pessoas', diz a pesquisadora.
    Ao longo desse período foram avaliadas amostras nos Estados do Ceará, Piauí, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Muitos dos rios já tinham sido analisados na primeira expedição, entre maio de 2009 e dezembro de 2010. Em geral, o quadro não melhorou.
    No primeiro levantamento foram feitas 70 análises: 69% dos rios ficaram no nível regular, 27% ruim e 4% péssimo. Alguns passaram de ruim a regular, como o Rio Tietê, em Itu. Já outros caíram um degrau, como o Rio Criciúma, na cidade catarinense do mesmo nome, que perdeu cinco pontos e ficou ruim.

    Reinvidicação pelo PARQUE AUGUSTA JÁ

    Caros Amigo (a)s,

    Participei do II SEMINÁRIO DE ÁREAS VERDES: CONTRIBUIÇÕES À QUALIDADE AMBIENTAL DA CIDADE, realizando em 5 a 7 de Novembro de 2009. Nele foi exposto pela Secretaria do Verde e do M. Ambiente de São Paulo, que a cidade não disponha de áreas verdes para COMPRA com objetivo de formação de parques ou praças, pois bem, então porque o  “POUCO QUETEMOS”  será "supostamente" vendido?

    São Paulo apresenta um índice péssimo de qualidade do ar, e é fácil vermos pessoas reclamando de dor de cabeça, garganta e olhos, sem dizer na irritação....qualidade do ar....

    Então, pelo AMOR AOS NOSSOS PULMÕES, vamos reivindicar esta AREA VERDE :

     Reinvidicação pelo PARQUE AUGUSTA JÁ !
    (Rua Augusta  com Caio Prado)
    10 mil m2 de vegetação nativa, originária da Mata  Atlântica.
    PROTESTO HOJE :  22 de março de 2012 Horário: 18  horas
    Hotel Excelsior - Av. Ipiranga, nº 770 – 23º - Centro – SP
    https://www.facebook.com/parqueaugustaAliados


    Qualidade do ar - programa - Cidade e Soluções
    “A poluição atmosférica atinge apenas a cidade de São Paulo? Grandes cidades ou capitais?
    Vários fatores determinam o nível de poluição nas cidades, dentre eles, o número de veículos circulando pelas ruas da região. A Região Metropolitana de SP é a que apresenta os maiores índices de poluição de ar no país, devido a três fatores principais. Sua assustadora frota de 7 milhões de veículos automotivos, responsável por 90% dos poluentes gasosos. Veja o comentário impressionante do Dr. Paulo Saldiva, “Temos hoje cerca de um carro para cada dois habitantes, indicando que o número de sapatos e pneus circulantes é aproximadamente igual em nossa cidade”. Além da frota, temos o fator dispersão dos poluentes, que ocorre graças aos ventos e precipitações e que é muito prejudicada por episódios de inversão térmica, muito comuns nos meses de inverno.. O terceiro fator é a sua topografia, em que uma serra ao norte da região prejudica a dispersão dos poluentes. O Dr. Paulo Saldiva, coordenador do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Faculdade de Medicina da USP, e seu grupo estão entre os cinco que mais publicam sobre este tema no mundo, e, portanto, há mais conhecimento e dados sobre SP do que outras cidades. Este grupo realizou um estudo, juntamente com outras universidades, solicitado pelo Ministério do Meio Ambiente, sobre os níveis de poluição em 6 cidades do Brasil. O resultado revela: SP em 1º lugar, seguida pelo Rio de Janeiro; Porto Alegre e Belo Horizonte disputando o 3º lugar, seguem-se Recife e Curitiba. Pequenos e médios municípios sofrem bastante com a poluição atmosférica, por exemplo causada principalmente por terem veículos mais antigos e muitas motocicletas, que poluem muito mais, respectivamente 40 e 6 vezes mais que os modernos. Se há transporte coletivo, geralmente a frota é antiga, havendo emissão de mais poluentes em relação ao que ocorre em grandes municípios Outro fator no interior, por exemplo, é a queima de cana de açúcar. Foram realizados estudos em Araraquara e Piracicaba, onde a queima da palha de cana leva a um aumento da poluição atmosférica semelhante à produzida pelo uso de combustíveis fósseis nos grandes centros urbanos. Finalizando, vale lembrar que a poluição dentro das casas causada pelo uso do fogão a lenha (60% das casas do Nordeste), é maior que a do centro da cidade de São Paulo em períodos de pico de trânsito, sendo responsável pela morte de mais de 1 milhão de crianças no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde.”
    Evangelina Vormittag, médica, diretora presidente do Instituto Saúde e Sustentabilidade. contato@saudeesustentabilidade.org.br / www.saudeesustentabilidade.org.br
    http://g1.globo.com/platb/globo-news-cidades-e-solucoes/?s=programa+de+maio+de+2011

      II Seminario das Areas Verdes de São Paulo
    http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/parques/programacao/index.php?p=7773

     Abraços,
    Eliane Sena
    Educadora e Gestora Ambiental
    http://elianesena-meioambiente.blogspot.com/

     “Pense globalmente e aja localmente.” John Lennon.
    “A imaginação é mais importante que o conhecimento.” Albert Einstein.
    "Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome"  (Mahatma Gandhi)

    quarta-feira, 21 de março de 2012

    Declaração Universal dos Direitos da Água


    De acordo com a Declaração Universal dos Direitos da Água, ela é seiva do nosso planeta e condição essencial da vida na terra. Confira os artigos:

    Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

    Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

    Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

    Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

    Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

    Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

    Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

    Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

    Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

    Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.


    terça-feira, 20 de março de 2012

    Dicas para ecomizar agua


    Reduzir o consumo anual de água é uma preocupação que todos devemos ter no nosso dia-a-dia, pois trata-se de um dos bens mais precisos da terra e é urgente tomar medidas. Mudar hábitos e instalar dispositivos mais eficientes em torneiras, chuveiros e autoclismos permite poupar, por família, até 300 mil litros de água por ano e naturalmente reduzir a sua conta mensal, bastando para isso aplicar algumas simples dicas em casa.
    Para poupar água em casa não é necessário deixar de a usar, mas sim racionalizar o seu consumo e não a desperdiçar em consumos inúteis a que muitos se foram habituando ao longo dos anos.
    Veja como poupar água em casa de diversas maneiras, sem ser necessário grandes investimentos:

    Na casa de banho

      Pode poupar água começando por actos tão simples como quando lava as mãos, os dentes ou se barbeia. Se mantiver a torneira fechada ou encher o lavatório para fazer a barba, pode poupar entre 10 a 30 litros de água por dia.
    • Opte por tomar um duche em vez de um banho de imersão (gastará menos 50% de água) e, se possível, encurte a duração dos duches (menos 2 minutos debaixo do chuveiro implica uma poupança de 40 litros de água!) ou desligue a água enquanto se ensaboa e/ou aplica o champô.
    • Tenha em atenção também ao chuveiro utilizado, poderá escolher um com opção de redução de fluxo ou botão stop para poupar ainda mais água!
    • Ponha as torneiras todas a poupar, instale redutores de fluxo – uma pequena peça que se encaixa na torneira e que consegue reduzir o seu caudal em cerca de 50%. Outras sugestões incluem as torneiras electrónicas com sensores, activadas apenas com a passagem das mãos, ou as torneiras temporizadas, que desligam automaticamente após alguns segundos.
    • Enquanto espera que a água na banheira ou duche aqueça, poderá colocar um balde ou uma bacia para recolher os primeiros litros de água, utilizando-a depois para regar plantas, para encher os bebedouros de animais de estimação, para lavar uma peça de roupa à mão ou o chão.
    • Cada vez que descarrega o autoclismo gasta 10 a 15 litros de água. Possíveis sugestões: contenção nas vezes que descarrega, instalação de autoclismos duplos ou com botão de controlo e ainda o recurso ao método tradicional de colocar uma garrafa cheia de água no depósito do autoclismo. Na deite lixo desnecessário na sanita, vai obrigar a mais descargas.
    • Certifique-se de que não tem fugas de água em nenhuma divisão da casa – podem parecer apenas alguns pingos, mas se estas não forem reparadas rapidamente, essas mesmas fugas podem custar-lhe mais 30 litros de água por dia!

    Na cozinha e lavagem da roupa

      Evite deixar a torneira do lava louça a correr enquanto lava a loiça, opte por encher uma das bacias do lava-loiça com água limpa onde poderá depois retirar o detergente das peças já esfregadas. Se tiver máquina de lavar, evite também passar a loiça por água antes de a colocar na máquina, pois não contribui para a eficácia da lavagem e irá conseguir poupar até 75 litros de água!
    • Ainda em relação às máquinas de lavar loiça e às máquinas de lavar a roupa, ponha-as a funcionar apenas quando estiverem cheias, caso contrário o desperdício de H2O será elevadíssimo. Se não tiver alternativa, opte por um programa mais curto e/ou económico que lhe garanta algum nível de poupança.
    • Quando lavar alimentos, como é o caso das frutas e legumes, aproveite essa água para regar as plantas que tiver em casa. O mesmo poderá ser feito quando muda a água de um aquário.
    • Deixe sempre uma garrafa de água no frigorífico, assim quando lhe apetecer água fresca não precisará de deixar a torneira a correr até esta estar suficientemente fria.
    • Quando tiver de cozinhar com água, reduza a quantidade que coloca na panela e cozinhe com a tampa. Além de poupar água, vai conservar muitos dos nutrientes e vitaminas dos alimentos cozinhados desta forma.
    • Utilize água fria sempre que possível, poupando assim na água quente. No que toca a descongelar alimentos, evite estar com a torneira da água a correr, opte antes para um descongelamento natural ou com recurso ao microondas.

    Na rega do jardim, lavagem do carro e água da piscina

    • Evite a todo o custo lavar o carro com uma mangueira, utilize antes um balde e uma esponja – assim, em vez de 500 litros de água, irá consumir apenas 50 litros – uma grande diferença para a sua carteira… e para o ambiente!
    • Em relação à rega das plantas e jardins, esteja atento ao solo para saber quando é que os seus verdes precisam realmente de água. A maior parte das plantas morre de excesso e não por da falta de água! Se a jardinagem não for de todo a sua especialidade, existem medidores de humidade do solo para o ajudarem – e assim poderá poupar muita água com recurso a esta pequeno aparelho! Nos meses mais quentes, regue o jardim de manhã quando estiver mais fresco e se necessário à noite também pela fresca, para que a água não evapore muito depressa. Evite regar em dias ventosos. Regue devagar, para permitir que a água se infiltre bem no solo, o que vai implicar menos regas.
    • Opte por um sistema de rega e teste a sua eficácia em termos de tempo necessário para uma boa rega, programe-o para de manhã e certifique-se que a água não está a ser lançada para zonas que não sejam verdes!
    • Decorações de jardim, como as quedas de água, chafarizes ou fontes são para evitar, a não ser que essa água possa ser reciclada.
    • Se tiver uma piscina procure trocar os filtros tradicionais por filtros específicos, que permitam poupar água. Aplique uma cobertura na piscina – ao fazê-lo irá reduzirá a evaporação da água em 90%, ou seja, poupará aproximadamente 3800 litros de água por mês!
    • Sempre que possível aproveite a água da chuva, captando-a em baldes ou depósitos para depois a poder utilizar na rega de plantas e no jardim, ou para usar na lavagem de varandas, pátios e caminhos do exterior da casa, por exemplo. Caso contrário, evite utilizar a mangueira quando quiser limpar as zonas exteriores da casa, utilizando antes uma vassoura.

    segunda-feira, 19 de março de 2012

    Dia Mundial da Água 2012: tema será “água e segurança alimentar”


    O Dia Mundial da Água é celebrado anualmente no dia 22 de março. A data tem como objetivo principal criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para a conservação dos recursos hídricos.A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de 1992 (Eco-92) recomendou a criação de um dia internacional para celebrar a água. No ano seguinte, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), declarou que o 22 de março de cada ano marcaria a data. Sendo assim, desde o dia 22 de março de 1993 é celebrado o Dia Mundial da Água.

    Com a instituição do Dia Mundial da Água, os países foram convidados a aderir às recomendações da ONU relativas aos recursos hídricos e a concretizar atividades apropriadas ao contexto de cada país. No Brasil, a adesão partiu do Congresso Nacional. A Lei nº 10.670, de 14 de maio de 2003, instituiu o Dia Nacional da Água, que também passou a ser comemorado no dia 22 de março de cada ano.

    A cada ano a ONU define um tema para abordar os problemas relacionados aos recursos hídricos. 
    Em 2012 o tema é Água e segurança alimentar

    Há sete bilhões de pessoas para alimentar no mundo hoje. Estatísticas dizem que cada um de nós bebe de 2 a 4 litros de água todos os dias, além da água utilizada para produzir o que comemos: produzir 1 kg de carne por exemplo consume 15 mil litros de água, enquanto 1 kg de trigo consome 1.500 litros.

    Um bilhão de pessoas no mundo já vive em condições de fome crônica e os recursos hídricos estão sob pressão. Estes problemas estão conectados. Lidar com o crescimento da população e assegurar o acesso a alimentos nutritivos para todos requer uma série de medidas. E todos podem contribuir:

    - Consumir produtos que fazem uso menos intensivo de água;
    - Reduzir o desperdício de alimentos: 30% dos alimentos produzidos no mundo inteiro nunca serão consumidos e a água usada para produzi-los é perdida;
    - Produzir mais alimentos, de melhor qualidade com menos água;
    - Ter uma dieta saudável.
    E você?

    A ONU, com o tema Água e Segurança Alimentar, convida você a reduzir o desperdício de água e alimentos. O “Águas de Março” convida você a participar dos eventos brasileiros no mês em que é comemorado o Dia Mundial da Água.


    domingo, 4 de março de 2012

    usina solar



    A usina solar térmica Andasol 3, na Espanha, pode gerar energia também à noiteLATINSTOCK


    BERLIM - A Europa busca nos desertos um caminho para suprir sua demanda energética. Em 2011, a Espanha começou a usar a todo vapor a maior usina solar no mundo, instalada numa das regiões mais áridas do país. Mas o mais ambicioso projeto europeu está em curso na África, no Deserto do Saara. É lá que o consórcio Desertec, formado por 50 empresas alemãs, começa a construir este ano uma usina de energia solar colossal. A ideia é construir usinas solares em várias partes do Saara para atender de 15% a 20% das necessidades europeias.
    A primeira usina, que ocupará uma área de 12 quilômetros quadrados, fornecerá 500 megawatts de energia para o Velho Continente a partir de 2014. Mas, de acordo com Paul van Son, chefe do projeto, ainda não foi decidido se será usada a tecnologia de solartermia (aquecimento da água para a movimentação de uma turbina a vapor), ou o método fotovoltaico. A geração fotovoltaica tem a vantagem de ser mais barata, produzindo energia pela ação da luz do Sol no silício das células captadoras. Já a geração fotovoltaica, usada na usina egípcia Kuraymot é mais cara, mas tem a vantagem de permitir a produção de energia à noite. A usina egípcia foi construída pela empresa alemã Solar Millenium, que faz parte do consórcio Desertec e também construiu as usinas Andasol 1, 2 e 3 na Andaluzia, Espanha, entre as mais modernas do mundo e um exemplo do que será a usina do Saara.
    Christine Krebs, porta-voz da Solar Millenium, explica que a configuração das usinas espanholas permite que o calor do dia seja guardado para geração à noite:
    — O calor é armazenado, o que torna possível a produção de energia também depois do pôr do sol.
    Com sede na cidade de Erlangen, a Solar Millenium está instalada onde antigamente funcionava também a filial da empresa Siemens Kraftwerkunion (KWU), responsável pela construção das usinas nucleares brasileiras Angra 2 e 3.
    Apesar de o sistema de geração ainda não ter sido decidido, a primeira usina terá um investimento previsto de 2 bilhões de euros. Ao todo, o projeto, que prevê a construção de mais usinas em Marrocos, Egito, Argélia e outros países, deverá custar 400 bilhões de euros, sendo 50 bilhões $ó nas linhas de transmissão. Há poucos dias, também foi assinado um acordo com o grupo argelino Sonelgaz para a construção de usinas de energia solar no país africano.
    Os cabos de transmissão já começaram a ser instalados no Mar Mediterrâneo. Para isso, foi fechado um acordo com o grupo francês Medgrid, um consórcio de 20 empresas do país. A DII (Iniciativa Industrial), o grupo que realiza o projeto Desertec, já assinou acordos de cooperação também com uma empresa espanhola que já tem uma linha de transmissão de energia entre Espanha e Marrocos com capacidade de 1.400 megawatts.
    Embora o Marrocos tenha Sol em abundância, ele importa energia da Espanha. Com o projeto da Desertec, ha$á produção de energia também para consumo local. Fazem parte do consórcio alemão, criado em 2009, algumas das mais importantes empresas do país nos setores tecnológico (Siemens e ABB); de energia (RWE e E.on); e financeiro (Deutsche Bank e a companhia de resseguros Münchner Rück).
    Günther Oettinger, comissário de Energia da União Européia, vê o projeto Desertec como a opção do futuro de uma Europa sem energia atômica. Por enquanto, apenas a Alemanha decidiu por lei abandonar o uso da energia nuclear, mas as alternativas renováveis são vistas como o futuro de todo o continente. Atualmente, 80% da energia da França vêm de centrais atômicas.
    — Há agora uma perspectiva concreta para a produção de energia solar $eólica para o proveito das populações na Europa, Norte da África e Oriente Médio — diz Oettinger.
    Noureddine Bouterc, chefe da Sonelgaz, conta que a meta de seu país é atingir 40% do abastecimento de energia vinda de fontes renováveis até 2030. Ao participar do projeto Desertec, a Argélia planeja exportar 10 gigawatts por ano.
    Segundo Paul van Son, a ideia de produzir energia no deserto para o consumo na Europa deixou de ser uma visão para tornar-se uma realidade concreta. Um dos obstáculos, porém, é o ainda alto custo desta energia. Em comparação com as fontes tradicionais, a geração solar é mais cara. Mas os responsáveis pelo projeto contam com subsídios, pelo menos dos governos europeus, e com uma redução dos custos a longo prazo.
    — A tecnologia é ainda nova, os custos devem baixar — pondera o chefe do Desertec.
    Atualmente, os custos da energia solar e eólica — as centrais do deserto do Saara terão também turbinas para produção de energia eólica — são muito mais altos do que os das ener$nuclear, hidrelétrica ou de usinas de carvão. Christine Krebs calcula que uma quilowatt-hora de energia hidrelétrica custa seis centavos de euro. Já a mesma quantidade de energia solar custa 40 centavos de euro. Segundo ela, no começo essa forma de energia renovável vai depender dos subsídios públicos. Mas como na Alemanha decidiu depois da catástrofe de Fukushima, no Japão, desativar as usinas nucleares do país em um prazo de cerca de dez anos, a disposição do governo em dar subsídios para o projeto Desertec é grande, mesmo com a crise do euro. Ainda este ano, o consórcio vai decidir quantas usinas e qual será a área total do deserto a ser ocupada com sua rede de usinas solares e eólicas.


    Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ciencia/usinas-solares-eolicas-no-saara-vao-abastecer-ate-20-da-europa-3629037#ixzz1o8kf3FBJ 
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