sábado, 14 de janeiro de 2012

Mudar a governança mundial para salvar a Terra

Inter Press Service - Reportagens Notícias | 13/1/2012 - 09h36, por Stephen Leahy, da IPS
 O gelo derrete no Pico de Orizaba, vulcão do México. Foto: Mauricio Ramos/IPS
  
Uxbridge, Canadá, 13/1/2012 – A humanidade está levando o clima e os ecossistemas da Terra a um limite crítico, por isso são necessárias novas formas de cooperação internacional e governança, afirmam especialistas. “Enfrentamos uma emergência planetária”, alerta Owen Gaffney, do Programa Internacional de Geosfera-Biosfera, com sede em Estocolmo.“Necessitamos um ‘momento constitucional’ na política mundial, semelhante à mudança de governança ocorrida a partir de 1945, que levou à criação da Organização das Nações Unidas (ONU) e de numerosas outras organizações internacionais”, disse Frank Biermann, da Universidade Livre de Amsterdã e diretor do Projeto Sistemas de Governança da Terra. “A humanidade enfrenta grandes desafios. São necessárias ações urgentes” afirmou Biermann à IPS.

Alguns desses desafios são a crescente pobreza, a falta de alimentos, de água e de segurança energética, a crise financeira, a mudança climática, a acidificação dos oceanos e a perda de biodiversidade. Todos esses problemas e suas soluções estão interligados.
Normalmente, os sistemas da Terra, complexos e mutuamente dependentes, podem se autocorrigir e conseguir estabilidade. Entretanto, podem chegar a pontos de quebra e depois mudar de maneira surpreendente e abrupta, disse Gaffney em uma entrevista. “Só podemos recordar como a crise do sistema hipotecário nos Estados Unidos quase causou o colapso do sistema financeiro mundial”, acrescentou.

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20, que acontecerá entre 20 de 22 de junho, deveria ser o momento na história em que as nações se uniriam e encontrariam caminhos para assegurar “a própria sobrevivência da humanidade”, afirmou Gaffney. Este encontro marca o vigésimo aniversário da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro, e os dez anos da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, de Johannesburgo.
Aconteceram muitas mudanças desde a primeira reunião no Rio de Janeiro, em 1992, conhecida como Cúpula da Terra. Hoje, mais de 90% dos sete bilhões de habitantes do planeta têm acesso a telefone celular e um terço pode acessar a internet, disse Gaffney. Além disso, as organizações da sociedade civil se espalharam por todo o mundo e se converteram em uma força global. “Estas são diferenças muito profundas com relação a 1992. Hoje, mais e mais pessoas se sentem cidadãs globais ou planetárias”, afirmou.
Antes da Rio+20, a comunidade científica mundial apresentará um completo informe sobre o “estado da Terra” na conferência Planeta sob Pressão, que acontecerá em Londres, entre 26 e 29 de março. Quase três mil especialistas de todo o mundo apresentarão um informe transcendental sobre a saúde da terra e as ameaças que enfrenta. Além disso, pela primeira vez, serão apresentadas completas recomendações sobre o que se deve fazer para evitar um desastre.

Uma das primeiras coisas que uma comunidade humana madura teria que fazer é solucionar seus problemas de governança internacional. Quase 20 anos de negociações internacionais sobre a mudança climática não conseguiram reduções significativas das emissões de gases-estufa, causadores do fenômeno. Para prevenir o perigoso aquecimento global será necessária uma ação urgente nesta década, alertam os cientistas.

Porém, as negociações climáticas são um exemplo. Especialistas em governança internacional são unânimes em apontar também o fracasso dos esforços para conseguir a igualdade e o consenso dentro da ONU na hora de tomar decisões significativas, afirmou Biermann. “Um país pode manter todo o mundo como refém”, ressaltou.

O Protocolo de Montreal para proteger a camada de ozônio é considerado o tratado ambiental mundial de maior êxito, e não utiliza o sistema das Nações Unidas. As decisões são tomadas apenas quando coincidem uma maioria de nações industrializadas e uma maioria das nações do Sul em desenvolvimento.
As negociações climáticas precisam mudar para algum tipo de sistema majoritário baseado no “voto qualificado”, afirmou Biermann. “Minha sugestão é que as nações do G-20 (industrializadas e emergentes) recebam 50% dos votos, outros países 25% e as organizações da sociedade civil os 25% restantes”, acrescentou.
O clima é apenas uma das “fronteiras planetárias” que a humanidade está ignorando, segundo documentará a conferência Planeta sob Pressão. Outra é a contínua perda de biodiversidade, da qual a humanidade também depende para sobreviver. A água potável é outra. Trata-se de um recurso limitado, mas seu consumo aumentou seis vezes no último século. Em muitos lugares a qualidade da água sofreu degradação, embora sua demanda cresça junto com a expansão das economias e das populações.

Em 2010, o Conselho Internacional para a Ciência alertou que “o funcionamento do sistema da Terra tal como o conhecemos está em risco”. Este organismo foi criado em 1931 como uma coalizão de órgãos e associações de cientistas de 141 países. É o principal motor da conferência que terá lugar em Londres.
“As sociedades devem mudar o curso para se afastar das fronteiras críticas, que podem causar uma mudança rápida e irreversível. O sistema de governança internacional precisa mudar”, afirmou Biermann. Contudo, transformar a governança internacional será um enorme desafio, já que os países estão mais preocupados com seus interesses de curto prazo, reconheceu. Envolverde/IPS

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Um ethos para salvar a Terra, Carta da Terra, Leonardo Boff



Entre os muitos ensaios sobre ética mundial, ressalta por sua abrangência, alcance e beleza aquele proposto pela Carta da Terra. Esta representa a cristalização bem sucedida da nova consciência ecológica e planetária, fundadora de um novo paradigma civilizatório.
A Carta da Terra, cujo surgimento e significado relataremos logo a seguir, parte de uma visão ética integradora e holística. Considera as interdependências entre pobreza, degradação ambiental, injustiça social, conflitos étnicos, paz, democracia, ética e crise espiritual. Ela representa um grito de urgência face as ameaças que pesam sobre a biosfera e o projeto planetário humano e também um libelo em favor da esperança e de um futuro comum da Terra e da Humanidade.
Seus formuladores dizem-no claramente: “A Carta da Terra está concebida como uma declaração de princípios éticos fundamentais e como um roteiro prático de significado duradouro, amplamente compartido por todos os povos. De forma similar à Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas, a Carta da Terra será utilizada como um código universal de conduta para guiar os povos e as nações na direção de um futuro sustentável”(La Carta de la Tierra. Valores y principios para un futuro sostenible, Secretaria Internacional del Proyecto Carta de la Tierra, San José, Costa Rica 1999, 12).

a) O processo de elaboração da Carta da Terra
O texto da Carta da Terra madurou durante muitos anos a partir de uma ampla discussão a nivel mundial.
Um nicho de pensamento se encontra no seio da ONU. Criada em l945, se propunha como tarefa fundamental a segurança mundial sustentada por três pólos principais: os direitos humanos, a paz e o desenvolvimento sócio-econômico. Não se fazia ainda nenhuma menção à questão ecológica. Esta irrompeu estrepitosamente em l972 com o Clube de Roma, o primeiro grande balanço sobre a situação da Terra, que denunciava a forma destrutiva dos meios de produção e propunha como terapia limites ao crescimento. Nesse mesmo ano a ONU organizou o primeiro grande encontro mundial sobre o meio-ambiente em Estocolmo na Suécia. Ai surgiu a consciência de que o meio-ambiente deve constituir a preocupação central da humanidade e o contexto concreto de todos os problemas. Inarredavelmente o futuro da Terra e da humanidade depende das condições ambientais e ecológicas propícias à vida. Impõe-se desenvolver valores e propor princípios que garantam um equilíbrio ecológico, capaz de manter e fazer desenvolver a vida.
Em 1982, na sequência desta preocupação ecológica, se publicou a Carta Mundial para a Natureza. Em 1987 a Comissão Mundial para o Meio-Ambiente e o Desenvolvimento (Comissão Brundtland) propunha o motto que continua fazendo fortuna até os dias de hoje, o “desenvolvimento sustentável”. Sugeria, outrossim, uma Carta da Terra que regulasse as relações entre esses dois campos, o meio-ambiente e o desenvolvimento.
Em 1992 por ocasião da Cúpula da Terra, realizada no Rio de Janeiro, foi proposta uma Carta da Terra que havia sido discutida em nivel mundial por organizações não governamentais, por grupos comprometidos e científicos bem como por governos naconais. Ela deveria funcionar como o cimento ético a conferir coerência e unidade a todos os projetos dessa importante reunião. Mas não houve consenso entre os governos seja porque o próprio texto não estava suficientemente maduro, seja porque faltava o suficiente estado de consciência por parte dos participantes da Cúpula da Terra que permitisse acolher uma Carta da Terra. Em seu lugar adotou-se a Declaração do Rio sobre Meio-Ambiente e Desenvolvimento. Tal rejeição provocou grande frustração nos meios mais conscientes e comprometidos com o futuro ecológico da Terra e da Humanidade.
Surgiu, então, o segundo e decisivo nicho de pensamento e criação: duas organizações internacionais não governamentais, a saber, a Cruz Verde Internacional e o Conselho da Terra, com o apoio do governo holandês. Estas duas entidades assumiram o desafio de buscar formas para se chegar a uma Carta da Terra.
Em 1995 copatrocinaram um encontro em Haia na Holanda onde 60 representantes das mais diversas áreas junto com outros interessados criaram a Comissão da Carta da Terra com o propósito de organizar uma consulta mundial durante dois anos ao fim dos quais dever-se-ia chegar a um esboço de Carta da Terra.
Ao mesmo tempo, foram recopilados os princípios e os intrumentos existentes de direito internacional, identificáveis na vasta documentação oficial sobre questões ecológicas. O resultado foi a confecção de um informe com o título “Princípios de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Sustentado: Resumo e Reconhecimento”.
Em 1997 criou-se a Comissão da Carta da Terra composta por 23 personalidades mundiais, oriundas de todos os continentes para acompanhar o processo de consulta e redigir um primeiro esboço do doumento sob a coordenação de Maurice Strong (do Canadá e coordenador geral da Cúpula da Terra, Rio-92) e Mikhail Gorbachev (da Rússia, presidente da Cruz Verde Internacional).
Em março de 1997 durante o Forum Rio+5, a Comissão apresentou um primeiro esboço da Carta da Terra. Os anos de 1998 e 1999 foram de ampla discussão em todos os continentes e em todos os níveis (desde escolas primárias, comunidades de base até centros de pesquisa e ministérios de educação) sobre a Carta da Terra. Cerca de 46 países e mais de cem mil pessoas foram envolvidas. Muitos projetos de Carta da Terra foram propostos. Até que em abril de 1999 sob a orientação de Steven Rockfeller, budista e professor de filosofia da religião e de ética, escreveu-se um segundo esboço de Carta da Terra, reunindo as principais ressonâncias e convergênciais mundiais. De 12-14 de março de 2000 na UNESCO em Paris se incorporaram as últimas contribuições e se ratificou a Carta da Terra.
A partir de agora temos a ver com um texto oficial, aberto a discussões e a novas incorporações até que seja proposto ao endosso da ONU, após ampla discussão. Aprovou-se uma campanha mundial de apoio à Carta da Terra com o propósito de conquistar mais e mais pessoas, instituições e governos à essa nova visão ética e ecológica, capaz de fundar um princípio civilizatório benfazejo para o futuro da Terra e da humanidade. Depois de apresentada e discutida pela Assembléia da ONU – esse é o propósito - terá o mesmo valor que a Carta dos Direitos Humanos, inicialmente, com lei branda, depois como lei de referência mundial, em nome da qual os violadores da dignidade da Terra poderão ser levados à barra dos tribunais. 

b) Princípios e valores éticos da Carta da Terra
O mérito principal da Carta é colocar como eixo articulador a categoria da inter-retro-relação de tudo com tudo. Isso lhe permite sustentar o destino comum da Terra e da humanidade e reafirmar a convicção de que formamos uma grande comunidade terrenal e cósmica. As perspectivas desenvolvidas pelas ciências da Terra, pela nova cosmologia, pela física quântica, pela biologia contemporânea e os pontos mais seguros do paradigma holístico da ecologia subjazem ao texto da Carta.
Ela se divide em quatro partes, um preâmbulo, princípios fundamentals, princípios de apoio e uma conclusão.
O Preâmbulo afirma enfaticamente que a Terra está viva e com a humanidade forma parte de um vasto universo em evolução. Nessa afirmação cuidadosamente formulada, ressoa não só a teoria da Gaia proposta por James Lovelock e outros, mas também a crença ancestral dos povos segundo a qual a Terra é a Grande Mãe, geradora de toda a vida. Hoje esse super-organismo vivo está ameaçado em seu equilíbrio dinâmico devido às formas exploradoras e predatórios do modo de produção dos bens, modo esse mundialmente integrado.
Face a esta situação global, temos o dever sagrado de assegurar a vitalidade, a diversidade, a integridade e a beleza de nossa Casa Comum. Para isso precisamos de refazer uma nova aliança com a Terra e refundar um novo pacto social de responsabilidade entre todos os humanos, radicado numa dimensão espiritual de reverência face ao mistério da existência, de gratidão pelo presente da vida, e de humildade diante do lugar que o ser humano ocupa no conjunto dos seres.

Melhor do que resumir os conteúdos éticos, faríamos bem transcrever os 16 princípios fundantes do novo ethos mundial:

I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DE VIDA
- Respeitar a Terra e a vida com toda sua diversidade;
-Cuidar da comunidade de vida com compreensão, compaixão e amor;
-Construir sociedades democráticas, justas, sustentáveis, participatórias e pacíficas;
-Assegurar a riqueza e a beleza da Terra para as gerações presentes e futuras.
II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA
-Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial preocupação pela diversidade biológica e pelos processos naturais que sustentam a vida;
-Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e diante dos limites de nosso conhecimento, impõe-se o caminho da prudência;
-Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário;
-Aprofundar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover a troca aberta e uma ampla aplicação do conhecimento adquirido.
III.JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA
-Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social, econômico e ambiental;
-Garantir que as atividades econômicas e instituições em todos os níveis promovam o desenvolvimeto humano de forma eqüitativa e sustentável;
-Afirmar a igualdade e a eqüidade de gênero como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, ao cuidado da saúde e às oportunidades econômicas;
- Apoiar, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social, capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, dando especial atenção aos povos indígenas e minorias.
IV.DEMOCRACIA, NÃO VIOLÊNCIA E PAZ
-Reforçar as instituições democráticas em todos os niveis e garantir-lhes transparência e credibilidade no exercício do governo, participação inclusiva na tomada de decisões e no acesso à justiça;
-Integrar na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável;
-Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração;
-Promover uma cultura de tolerância, não-violência e de paz.

A Carta expressa, como efeito final, a confiança na capacidade regenerativa da Terra e na responsabilidade compartida dos seres humanos de aprenderem a amar e a cuidar do Lar comum. Só assim garantiremos um futuro comum e alcançaremos a paz tão ansiada, entendida como “a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com a totalidade maor da qual somos parte”. Concluindo podemos dizer: tudo o que precisamos para o atual estado da Terra, encontramos nesta proposta de ética mundial, seguramente a mais articulada, universal e elegante que se produziu até agora. Se esta Carta da Terra for universalmente assumida mudará o estado de consciência da humanidade. A Terra ganhará, finalmente, centralidade junto com todos os filhos e filhas da Terra que se responsabilizam pelo futuro comum. 

Nela não haverá mais lugar para o empobrecido, o excluido e o agressor da própria Grande Mãe. Mais e mais os seres humanos se entenderão como a própria Terra que em seu lento e progressivo evoluir alcançou o estágio do sentimento, do pensamento, do amor, do cuidado, da compaixão e da veneração.

c)Três pontos relevantes na Carta da Terra
A Carta da Terra contém uma riqueza de conteúdo inestimável, cobrindo, praticamente, todas as áreas de interesse para uma vida harmônica na nave-espacial Terra. Três pontos, entretanto, cabe ressaltar.

O primeiro dele, é a aura benfazeja que cerca todo o documento. Há a consciência da gravidade do estado da Terra e da Humanidade. Mas nem por isso prevalece o abatimento e a resignação. Antes, há lugar para a esperança, há confiança na responsabilidade humana e há a certeza de um novo concerto sinergético e amoroso entre Terra e Humanidade. Deixa-se para trás a visão meramente positivista e mecanicista da natureza. Em seu lugar entra a concepção contemporânea que resgata a perspectiva ancestral que capta o caráter de mistério do universo e da vida. Os valores da solidariedade, da inclusão e da reverência pervadem todo o texto.

O segundo ponto é a superação do conceito fechado de desenvolvimento sustentável. Esta categoria é oficial em todos os documentos internacionais. Foi a fórmula pela qual o sistema mundial imperante conseguiu incorporar as exigências do discurso ecológico. Mas ele é profundamente contraditório em seus próprios termos. Pois, o termo desenvolvimento vem do campo da economia; não de qualquer economia, mas do tipo imperante, que visa a acumulação de bens e serviços de forma crescente e linear mesmo à custa de iniquidade social e depredaçã ecológica. Esse modelo é gerador de desigualdades e desiquilíbrios, inegáveis em todos os campos onde ele é dominante. 
A sustentabilidade provém do campo da ecologia e da biologia. Ela afirma a inclusão de todos no processo de inter-retro-relação que caracteriza todos os seres em ecosistemas. A sustentabilidade afirma o equilíbrio dinâmico que permite todos participarem e se verem incluidos no processo global.
Entendidos assim os termos, vê-se que a expressão “desenvolvimento sustentável” se torna, na prática, inesequível. Os termos se contrapõem e não revelam uma forma nova e alternativa de relação entre produção de bens necessários à vida e à comodidade humana e natureza com seus recursos limitados.
 A Carta da Terra em suas redações iniciais havia incorporado o termo “desenvolvimento sustentável” como eixo estruturador da Carta da Terra. Graças às acaloradas e minuciosas discussões internas, superou-se esta terminologia. Manteve-se a categoria sustentabilidade, como fundamental para o sistema-vida e o sistema-Terra. Mais que buscar um desenvolvimento sustentável, importa construir uma vida sustentável, uma sociedade sustentável e uma Terra sustentável. Garantida essa sustentabilidade básica, pode-se falar com propriedade de desenvolvimento sustentável. É dentro desta compreensão que na Carta da Terra se usa, às vezes, o termo, mas libertado de sua compreensão oficial. 

O terceiro ponto reside na ética do cuidado. Já em 1991 a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) publicaram conjuntamente um dos textos mais articulados e práticos que levava como título programático “Cuidando do Planeta Terra. Uma estratégia para o Futuro da Vida (Caring for the Earth. A Strategy for Sustainable Living)”. O cuidado era a categoria que unia todas as práticas de preservação, regeneração e trato para com a natureza. O cuidado era apresentando como o valor principal de uma ética ecológico-social-espiritual.

Com isso se resgatava o cuidado em seu sentido antropológico e ético como uma relação amorosa para com a realidade, para além dos interesses de uso. O cuidado está ligado aos processos da vida, seja em sua manutenção e reprodução, seja em sua construção social. Pelo cuidado o ser humano pessoal e coletivo supera as desconfianças, os medos e estabelece os fundamentos para uma paz duradoura.
Estas visões perpassam o texto da Carta da Terra e fazem dela uma das expressões éticas e espirituais mais acabadas dos últmos tempos.
Belamente conclui a Carta: “Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, por um compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, pela rápida luta pela justiça e pela paz, e pela alegre celebração da vida”.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

“As emissões poluentes não só continuam crescendo como aceleraram”

Os acordos celebrados na conferência do clima em Durban, na África do Sul, são o maior avanço desde a assinatura do Protocolo de Kyoto, em 2007. Mas não vão resolver o problema do aquecimento global. Eles nem sequer vão impedir que as emissões poluentes continuem crescendo. É o que explica o engenheiro florestal Tasso Azevedo. Ele é consultor do Ministério do Meio Ambiente. Foi um dos responsáveis pelo plano brasileiro de redução nas emissões, que sustenta as metas apresentadas pelo país em Durban. Em entrevista a Época, Tasso explica como vê os resultados das negociações do clima.
ÉPOCA – Os acordos de Durban são um avanço?
Tasso Azevedo – Sim. São o maior avanço nas negociações de clima desde o Protocolo de Kyoto em 2007. Pela primeira desde então, todos os maiores emissores concordam em se comprometer com um instrumento com força legal para redução de emissões. Adicionalmente se consolidou a continuidade de Kyoto. Ele é mais importante pelos regulações que criou do que pelos novos compromissos. Durban também deu pontapé inicial para operar o Fundo Verde (para ajudar nações pobres a reduzir emissões e enfrentar as mudanças climáticas inevitáveis) agora com estrutura clara e recurso mínimo.
ÉPOCA – Os acordos são base para redução de emissões até 2020?
Tasso – Não. E este é o problema central. As emissões atualmente não apenas continuam crescendo como aceleraram. Considerando todos os compromissos obrigatórios e voluntários de todos os países apresentados até o momento as emissões em 2020 devem chegar a 55 bilhões de toneladas de carbono por ano. É um aumento de 10 bilhões comparando com as emissões de 2005. Para que tenhamos 25% de chance de não subir a temperatura em mais de 2 graus centígrados – que é o objetivo definido no Acordo de Copenhagen – não devemos emitir mais de 1,8 trilhões de toneladas em todo século, ou seja uma média de 18 bilhões por ano. Acontece que com todos compromissos chegaremos em 2020 tendo emitido mais da metade de tudo que poderíamos emitir em todo século. Por isso, estamos longe, muito longe da trajetória necessária, que nos leve a reduzir as emissões a menos de 10 bilhões de toneladas por ano até 2050.
ÉPOCA – Como evitar um aumento de catastrófico 3 a 4 graus na temperatura média da Terra?
Tasso – Ainda não podemos jogar a toalha. Mas devemos pensar em encarar cenários de impactos gerados por uma aumento desta magnitude. E ao mesmo tempo temos que colocar toda energia para que o acordo global com metas para todos seja completado o mais rápido possível. Um anuncio que passou quase desapercebido durante a conferência do clima dá uma dica de por onde devemos caminhar. A Etiópia, um dos países mais pobres do mundo, anunciou que pretende crescer e se tornar uma economia média se comprometendo com crescimento absoluto zero das suas emissões e conclamou o mundo a ajudá-la a conseguir este intento.
(Alexandre Mansur)

fonte: http://colunas.revistaepoca.globo.com/planeta/2011/12/13/%e2%80%9cas-emissoes-poluentes-nao-so-continuam-crescendo-como-aceleraram%e2%80%9d/

“Arte na Paisagem eo Lúdico na Natureza”

Convite para as Oficinas
“Arte na Paisagem eo Lúdico na Natureza”

No Parque Nabuco, a partir de 14de janeiro de 2012
Aos sábados, das14h às 16h

O ParqueNabuco, emparceria com a UMAPAZ, oferece as oficinas abertas Arte na Paisagem e o Lúdico na Natureza que serãorealizadas de 14 de janeiro a 25 de fevereiro, aos sábados, das 14h às 16h. A participaçãoé gratuita e aberta a todos os interessados. Cada oficina éinterdependente. Não é necessário se inscrever.

As oficinas serãoministradas pela arte-educadora Ana André, com o objetivo de produzirArte e ampliar a consciência referente à interdependência de todos os seres,referenciando os Princípios da Carta da Terra. Propõe sensibilizaro olhar e o respeito pela Natureza; explorar materiais naturais, comoterra, areia, folhas, sementes, pétalas,fibras, texturas, reutilizando e ressignificando diversos materiais descartados.

Temas:

14/01 - Construções espaciais tridimensionais: Após a observaçãodo espaço do Parque, proposta de criações tridimensionais utilizando galhos,folhas de plantas, coletados no local, folhas de papel, papelão e fios.

21/01 - Pesquisalúdica: Descobrindo formas e texturas danatureza: Monotipias e frotage com suporte sacolas de papel, tintaguache, pincéis e rolinhos.

28/01 - Poesia e Natureza: Leitura de poemas sobre os quatroelementos: terra água ar fogo. Desenhe suas impressões, recorte e cole.Técnica: Assemblage (Colagem dentro de caixas - trabalho tridimensional).Colabore traga sua caixa de sapatos para realizar um trabalho divertido,criando palavras explorando a plasticidade de materiais naturais (terra, areia,folhas, sementes, pétalas, fibras).

04/02 - Produção de tintas com matérias orgânicas: Reutilização depapéis, explorando diversos pigmentos (terra, areia, pó de café, pó de chá,tinta de beterraba entre outros) e cola natural.
 
11/02 - Oficina de percepção de sons e produção de instrumentos: Exercíciode silêncio e sensibilização, percepção de sons do ambiente, exploração de sonsde materiais naturais - Produzindo chocalhos e outros.

25/02 - Recriando nossa Natureza: Explorando a plasticidade demateriais naturais: Terra, areia, folhas, sementes, pétalas, fibras Colagem emcaixas diversas. Colabore traga caixa de sapatos ou de frutas.


Serviço: Oficinas abertas“Arte na Paisagem e o Lúdico na Natureza”
Datas e horário: 14, 21, 28/01 e 04, 11, 25/02/2012,aos sábados, das 14h às 16h.
Local: Parque Nabuco - RuaFrederico Albuquerque, 120 – Jabaquara.

Informações: (11)5678-8493
Facilitadora: Ana André - Coordenação: Maricy Montenegro e IedaVarejão
Publico focalizado: Abertas a todos osinteressados. Adultos e crianças.
Cada oficina é interdependente. Não énecessário se inscrever

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

OW2.0:Plastic to Oil Fantastic - português

Read the article: http://ourworld.unu.edu/en/plastic-to-oil-fantastic/
The Japanese company Blest has developed one of the smallest and safest oil-to-plastic conversion machines out on the market today. It's founder and CEO, Akinori Ito is passionate about using this machine to change the way people around the world think about their plastic trash. From solving our landfill and garbage disposal issues to reducing our oil dependancy on the Middle East, his machine may one day be in every household across Japan.
While holding up a bag of trash, he states, "It's a waste to throw away, isn't it? This is a treasure."

http://www.youtube.com/watch?v=KBUGAUGqaY4&feature=youtu.be

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Happy Xmas - War Is Over (John Lennon)

So this is Christmas
And what have you done
Another year over
And a new one just begun
And so this is Christmas
I hope you have fun
The near and the dear ones
The old and the young

A very merry Christmas
And a happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear

And so this is Christmas
For weak and for strong
For rich and the poor ones
The world is so wrong
And so Happy Christmas
For black and for white
For yellow and red ones
Let's stop all the fight

War is over
If you want it
War is over
Now
War is over
If you want it
War is over
Now

A very merry Christmas
And a happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear

And so this is Christmas
And what have we done
Another year over
And a new one just begun
And so Happy Christmas
I hope you have fun
The near and the dear one
The old and the young

War is over
If you want it
War is over
Now
War is over
If you want it
War is over
Now

A very merry Christmas
And a happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear

War is over
If you want it
War is over now

domingo, 18 de dezembro de 2011

Water

http://www.solvatten.se/
Solvatten makes unsafe water drinkable by using solar energy. Put Solvatten in a sunny place, give it 2-6 hours and the water will be drinkable! This can be done twice, sometimes three times a day, producing  20- 30 liters.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Welcome to the Virtual Exchange “Education in a World in crisis: Limitations and Possibilities with a view to Rio+20”

English- Español- Français - Português

Welcome to the Virtual Exchange “Education in a World in crisis: Limitations and Possibilities with a view to Rio+20”

Working Group on Education*
Thematic Social Forum:
Crisis of Capitalism, Social Justice and Environmental Justice.

November 24 to December 8.

This virtual exchange is organized to spark an international debate, preparatory to the Thematic Social Forum in Porto Alegre on:  “Capitalist Crisis, Social and Environmental Justice”, that will take place in January from 24th to Jan. 29th, 2012 in Porto Alegre, in preparation to the People's Summit of Rio +20.
Objectives of the virtual exchange
·       Promote an “interlinkage” analysis of youth and adult education with the main themes that will be discussed within the Framework and process of Rio+20.

·       Rethink the learning needs for a world worth living in, in a context where paradigms are shifting.

·       Broaden the opportunity for alliance-building between networks and movements involved in the right to education and other movements and civil society organizations for complementarity and collective actions aimed at social transformation.

·       Provide an inclusive virtual space for socialization and exchange of the Group on Education towards Rio+20 to enable the participation of all the people who will not be able to attend the Thematic Social Forum in Porto Alegre.


* International Council for Adult Education (ICAE), Latin American Campaign for the Right to Education (CLADE), Journey of Environmental Education for Sustainable Societies and Global Responsibility, World Education Forum (WEF), Latin American University of Social Sciences (FLACSO), Latin American Council of Adult Education (CEAAL).

Instructions to participate

For those of you who are participating in a Virtual Exchange for the first time, please note that it is very simple:

1. All participants have been subscribed to a special moderated list created for this seminar and called [Rio+20education]

2. All of you will daily receive the papers and inputs of the seminar directly in your mailboxes. You don’t have to go to a special website.

3. If you wish to send comments or inputs you have to reply to the message received. This message will be received by ICAE Secretariat that administrates and moderates the list. Once or twice a day, ICAE Secretariat will compile all the information received in one message and will forward it to all the people subscribed to the list. As it is a moderated list you will not receive thousands of messages in your mailbox.

4. The seminar will last 2 weeks: from November 24 to December 8.

5. Should you have any doubt, please do not hesitate to write to the list administrators: icae@icae.org.uy  or oficina@icae.org.uy 

If you think you will not be able to follow this exchange and you prefer to be left out of this list, just send a message to oficina@icae.org.uy or icae@icae.org.uy , to unsubscribe, and we shall immediately proceed accordingly.

We hope to have an active participation from all the regions that will contribute to a rich and fruitful exchange.

With best wishes

Celita Eccher
Secretary General
ICAE

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Bienvenidos/as al Intercambio Virtual “Educación en un Mundo en Crisis: Límites y Posibilidades frente a Rio+20

Grupo de Trabajo de Educación*
Foro Social Temático:
Crisis Capitalista Justicia Social y Ambiental

24 de noviembre al 8 de diciembre.

Como parte del proceso preparatorio hacia el Foro Social Temático: Crisis Capitalista Justicia Social y Ambiental (que se llevará a cabo en Porto Alegre entre el 24 y 30 de enero del 2012), desde Grupo de Trabajo Educación estamos promoviendo este intercambio virtual con los siguientes objetivos:
·         Promover un análisis de “interlinkage” de la educación de personas jóvenes y adultas con los temas principales que serán discutidos en el marco y el proceso de Rio+20.
·         Repensar las necesidades de aprendizaje para un mundo en que valga la pena vivir, en el contexto de cambio de paradigmas que estamos transitando.
·         Ampliar  la oportunidad de alianzas de las redes y movimientos involucrados en el derecho a la educación con otros movimientos y organizaciones de la sociedad civil, para  la complementariedad y acciones colectivas para la transformación social.
·         Proporcionar un espacio virtual inclusivo de socialización e intercambio del grupo de Educación hacia Rio+20 que permita la participación de todos/as los que no podrán estar presentes en el Foro social temático de POA

* Consejo Internacional de Educación de Adultos (ICAE), Campaña Latino- Americana por el Derecho a la Educación (CLADE), Jornada Internacional de Educación Ambiental para Sociedades Sustentables y Responsabilidad Global, Fórum Mundial de Educación (FME), Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales (FLACSO), Consejo de Educación de Adultos de América Latina (CEAAL).


Instrucciones para participar

Quienes participan en este tipo de intercambios virtuales por primera vez, verán que es muy simple:

1. Los/as participantes han sido suscritos a una lista especial moderada creada para este seminario y llamada [Rio+20education]

2. Todos/as recibirán diariamente los documentos y los aportes del seminario directamente en sus casillas de correo electrónico. No tienen que ir a un sitio Web especial.

3. Si desean enviar sus comentarios o aportes, tienen que responder al mensaje recibido. Su mensaje será recibido por la Secretaría del ICAE que administra y modera la lista. Una o dos veces al día, la Secretaría del ICAE compilará toda la información recibida en un mensaje, y la remitirá a todas las personas suscritas a la lista. Como se trata de una lista moderada, no recibirá miles de mensajes en su buzón.

4. El seminario durará 2 semanas: del 24 de noviembre al 8 de diciembre de 2011.

5. Si tiene alguna duda, por favor no dude en escribir a las administradoras de la lista: icae@icae.org.uy  o oficina@icae.org.uy

Si piensa que no podrá seguir este intercambio virtual y prefiere quedar fuera de esta lista, envíe un mensaje a oficina@icae.org.uy o icae@icae.org.uy para anular su suscripción, e inmediatamente su dirección de correo electrónico será dada de baja.

Esperamos tener una participación activa de todas las regiones que contribuyan a un intercambio rico y fructífero.

Saludos cordiales

Celita Eccher
Secretary General
ICAE

******

Bienvenue à l’échange virtuel L'Education dans un Monde en Crise:
Les Limites et les Possibilites devant RIO + 20
GT Éducation*
Forum Social Thématique:
Crise capitaliste, justice sociale et environnementale

du 24 Novembre to 8 Décembre

Dans le cadre du processus préparatoire de la thématique du Forum Social Thématique: Crise capitaliste, justice sociale et environnementale (du 24 au 29 janvier 2012, Porto Alegre, Brésil), du Groupe de travail Education, nous faisons la promotion de cet échange virtuel avec objectifs suivants:

  • Promouvoir une analyse d’« interdépendance » de l'éducation des jeunes et des adultes avec les principaux thèmes qui seront discutés dans le cadre et le processus de Rio+20

  • Repenser les besoins d'apprentissage pour un monde où il fait bon vivre, dans le contexte des changements de paradigmes que nous subissons

  • Élargir la possibilité d'alliances des réseaux et des mouvements impliqués dans le droit à l'éducation avec d'autres mouvements et organisations de la société civile, en vue de la complémentarité et des actions collectives pour la transformation sociale

  • Offrir un espace virtuel inclusif de socialisation et d'échange du groupe d'Éducation vers Rio+20 qui permette la participation de toutes les personnes qui ne pourront pas être présents dans le Forum social thématique POA.

*Conseil international d'éducation des adultes (ICAE), Campagne latino- américaine pour le droit à l'éducation (CLADE), Journée internationale de l'environnement Éducation pour des sociétés durables et une responsabilité globale, World Education Forum (WEF), Faculté latino-américaine de sciences sociales (FLACSO), Conseil de l'éducation des adultes en Amérique latine (CEAAL).


Instructions pour participer

Pour ceux qui participent au l’échange virtuel pour la première fois, notez que c’est très simple:

1. Les participants ont été abonnés à une liste spéciale modérée créée pour ce séminaire et appelée
[Rio+20education]

2. Vous recevrez tous les jours les travaux et les contributions du séminaire directement dans vos boîtes aux lettres. Vous ne devrez pas entrer sur un site Web spécial.

3. Si vous souhaitez envoyer des commentaires ou des contributions, vous devez répondre au message reçu. Ce message sera reçu par le Secrétariat de l’ICAE qui gère et modère la liste. Une ou deux fois par jour, le Secrétariat de l’ICAE compilera toute l’information reçue dans un message et la retransmettra à toutes les personnes figurant sur la liste. Vu qu’il s’agit d’une liste modérée, vous ne recevrez pas des milliers de messages dans votre boîte à  lettres.

4. Le séminaire durera 2 semaines: 24 Novembre to 8 Décembre.

5. Si vous avez un doute, n'hésitez pas à écrire à la liste des administrateurs:

Si vous pensez que vous ne pourrez pas suivre cette échange et vous préférez d’être exclu de cette liste, il suffit d'envoyer un message à oficina@icae.org.uy  ou icae@icae.org.uy  pour être effacé de la liste, et nous procéderons immédiatement en conséquence.

Nous espérons avoir une participation active de toutes les régions qui contribueront à un échange riche et couronné de succès.

Cordialement

Celita Eccher
Secretary General
ICAE

******

Intercâmbio Virtual Educação em um Mundo em Crise:
Limites e Possibilidades frente à RIO + 20

Grupo de Trabalho de Educação*
Fórum Social Temático:
Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental

24 de novembro a 8 de dezembro

Como parte do processo preparatório para o Fórum Social Temático: Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental (que terá lugar em Porto Alegre entre 24 e 30 de janeiro de 2012), a partir do Grupo de Trabalho Educação estamos promovendo este intercambio virtual com os seguintes objetivos:

  • Promover uma análise de "interligação" da educação de jovens e adultos aos principais temas a serem discutidos no âmbito do processo de Rio +20.

  • Repensar as necessidades de aprendizagem para um mundo em que valha a pena viver, no contexto de mudança de paradigmas.

  • Ampliando a oportunidade de alianças das redes e  os movimentos que travalham pelo direito à educação com outros movimentos e organizações da sociedade civil, para providenciar complementaridade e fazerr ação coletiva para a transformação social.

  • Proporcionar um espaço virtual para socializar e e fazer um intercâmbio como o grupo de educação para Rio +20 e permitir a participação de todas pessoas que não poderam estar presentes no Fórum Social Temático em Porto Alegre.

* Conselho Internacional pela Educação de Adultos (ICAE), Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação (CLADE), Jornada Internacional de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, Fórum Mundial de Educação (FME), Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), CEAAL (Conselho de Educação de Adultos de América Latina).


Instruções para participar

Quem for participar deste tipo de intercâmbio virtual pela primeira vez, verá que é muito simples:

1. Os/as participantes foram inscritos/as em uma lista especial moderada criada para este seminário e chamada [Rio+20education]

2. Todos/as receberão diariamente os documentos e as contribuições do seminário diretamente em seu e-mail. Não será preciso acessar um sítio Web especial.

3. Caso desejem enviar seus comentários ou contribuições têm que responder à mensagem recebida. Sua mensagem, por sua vez,  será recebida pela Secretaria do ICAE que administra e modera a lista. Uma ou duas vezes por dia, a Secretaria do ICAE compilará toda a informação recebida em uma mensagem que será remetida a todas as pessoas da lista. Como se trata de uma lista moderada, você não receberá milhares de mensagens em sua caixa postal.

4. O seminário durará 2 semanas: de 24 de novembro a 8 de dezembro de 2011.

5. Se tiver alguma dúvida não hesite em escrever às administradoras da lista: icae@icae.org.uy  ou oficina@icae.org.uy

Caso julgue que não poderá acompanhar esse intercâmbio virtual e preferir ficar fora da lista, envie uma mensagem a oficina@icae.org.uy ou icae@icae.org.uy para anular sua inscrição e imediatamente seu e-mail será retirado.

Esperamos ter uma participação ativa de todas as regiões que contribuam a um intercambio rico e frutífero.

Cordiais saudações

Celita Eccher
Secretary General
ICAE

Rio + 20

Caríssima,
Grata pela divulgação.
 Se possível repasse também estes endereços para que quem quiser possa acompanhar:

 Portal Oficial da Rio+20 – Sociedade Civil: 

http://rio20.net/pt-br/ 

http://rio20.net/pt-br/participar-2 

http://rio20.net/pt-br/ejes/os-pilares-eticos-das-novas-civilizacoes-do-seculo-xxi

Endereços onde podem ser encontradas maiores informações sobre todo o processo da Rio+20 e suas possibilidade de participação.





Forte e carinhoso abraço,

Monica Simons
CEAG – Centro de Educação Ambiental de Guarulhos
Educação para a Vida
Descrição: LOGO CEAG
(55 11) 2461-1383
São Paulo - Brasil

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